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1 de fevereiro de 2018
Pelos vencidos
11 de setembro de 2017
sobre Agostinho, de Risoleta Pinto
Tênues fronteiras, a morte vista não como fim, mas
continuidade da vida.
Falar da vida é focar a realidade e a existência,
sendo que a humanidade é vista por Agostinho como
um sonho de Deus, logo, a vida como criação
do sonho e segura pela fatalidade total do sonhador,
numa declaração de absoluta fé:
Como durmo sossegado
sabendo que por mim vela
uma coisa que sonhando
vivo me tem dentro dela.
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Risoleta Pinto
16 de julho de 2017
O Brasil tem de converter-se num grande ator global. Artur Alonso
Os tristes dias pelos que
está transitar o Brasil, dentro dos ciclos menores de expansão e
contração,
pelos que atravessa em um determinado momento, uma determinada comunidade;
está
a focar a atenção do país nas suas próprias misérias internas. A sombra negra
da divisão
irreconciliável e da polaridade
estende seu manto por toda as camadas sociais.
Fomentando a separabilidade
entre irmãos e irmãs, que deveriam em harmonia
criar a rede de força que
movimente um grande, imenso, poderoso, fortalecido e amoroso país.
Essa
sensação de confronto, fomentada desde certas elites políticas, empresariais
e
mesmo culturais (e sobre dimensionada por uma Mídia totalmente
sensacionalista),
é um sintoma claro da falta de visão global dos verdadeiros
poderes brasileiros e da
própria decadência do projeto nacional (assim como do
ainda não ultrapassado
acervo mental, do extenso neocolonialismo vivido ate
épocas muito recentes).
Acontece a América do Sul obter no século XIX uma
independência política,
mas não económica, ficando pressa de vassalagem real,
primeiro a Grão
Bretanha e depois dos
EEUU (os quais consideravam o continente como seu
pátio das traseiras, sendo o
mesmo Brasil a “porta de entrada a fazenda”).
A princípios do século XXI, a
América do Sul, baixo o comando firme de Brasília
parecia abandonar
definitivamente a tutela norte-americana e rumar, baixo o
guarda chuvas do BRICS,
a jogar nas grandes ligas globais, onde no
(nosso desgraçado mundo de confronto
pelas hegemonias, ainda vigente na humanidade)
se discutem os grandes temas,
que afetam ao mundo. Mas, pela contra, em estes
últimos cinco anos, as elites
globais financeiras do ocidente parecem de novo ter
iniciado a retoma do Pátio
Sul Americano das traseiras. O continente aparenta rumar
à entrega parcial ou
total da sua soberania e património. Condensando em mãos
de grupos de
investimento estrangeiros suas mais valias materiais e mesmo imateriais.
O Brasil como centro
continental e porta de entrada a região é vital na realização
deste plano de
imposição, aos povos sul-americanos, dum novo e forçado vassalagem,
definitivamente atrelado ao poder financeiro privado do Ocidente globalista.
Do mesmo jeito também o
Brasil converteu-se já numa peça chave para os BRICS,
na sua tentativa de fomentar um poder multi-global que concorra
com o poder
unilateral ocidental ou, quanto menos, procure um difícil acomodo
mundial que
evite um confronto planetário, entre estes dous poderes encontrados
(mias homogéneo o ocidental, com mais heterogeneidade dentro dos emergentes
BRICS).
O problema foi que a
contrario da Rússia, o Brasil não tinha (ainda não tem) projeto de
suas próprias fronteiras, mesmo assim a
Índia é muito mais ciosa da sua
Independência real). No caso da Rússia a famosa
frase, do seu máximo mandatário,
Vladimir Putin: “… aqueles (referindo-se ao
povo russo) que não sentem saudades
da União Soviética não têm coração, aqueles
que acreditam, que nós, devêramos
voltar aos tempos da União Soviética não têm
cabeça...” resume perfeitamente
a capacidade de integração histórica,
política e social, num projeto de continuidade,
no que respeita a projeção
internacional da Rússia, além fronteiras…
Somente dirigentes que tem a capacidade de unir seu povo
(conciliando-o,
por cima das divisões partidárias da base, no lógico acomodo -
concorrência,
entre os diversos sectores de interesses diferentes, no interior do país)
podem
assumir a chefia dum país que sonha ser grande.
Parecera que o Brasil não
estivesse preparado para esse reto maior e, no entanto tanto,
a cidadania
brasileira em seu conjunto tem desenvolvido um amor a seu território,
cultura e
identidade, que criam uma unidade, muito por cima das rivalidades políticas
atuais.
Esse mesmo amor, desenvolvido
com sabedoria permitiria ultrapassar, sem muita
dificuldade, o marco atual de
confronto; criando um novo marco inovador em
favor da consagração do poder
regional e global brasileiro, no exterior
(para o qual é indispensável a
unidade interior em torno dum projeto país – continente);
Por sua vez, o país da
Amazónia, tem um grande problema de falta de
Grupos Especialistas em fomentar
Ideias e Pensamento, os famosos
Think Thanks; o mais importante agora seria
criar precisamente um
Think Thanks que trabalhara em favor da unidade esquerda
– direta em
um projeto real, factível e realizável de Independência política –
económica do país.
Grupos ou grupo que
ponha em valor a consagração dos recursos cientifico
– tecnológicos,
patrimoniais, culturais, ecológicos, económicos… no intuito de
assegurar estes
não sejam entregues a poderes estrangeiros ao serviço de
escuras agendas (por
parte duma elite local com mentalidade pequena),
cuja centralidade e realização
dependam de tomas de decisão, que estejam,
na prática, a milhares de quilómetros
da nação.
Senão rumar, toda a sociedade
e suas elites, em este sentido de unidade
– confraternização, os brasileiros e
brasileiras acordaram algum dia vendo
suas industrias energéticas em mãos de
investidores privados internacionais,
seu Banco Central em mãos de banqueiros
globais, seu património florestal e
cultural dependente de centros de controlo
no exterior. Deixando Brasília na
pratica atada às políticas monetárias e
decisões estratégicas, levadas à frente
desde Washington ou Londres, e urdidas
em salões privados, muito perto de Wall Street.
O Brasil tem também uma
responsabilidade com a humanidade como guardião
dum basto património natural,
humano e cultural, que deve ser preservado.
A única forma passa pela
emancipação de poderes alheios e a reconexão do
imaginário coletivo num projeto
fraterno e cívico (que some sectores, permita
discrepância harmônica e vitalize
a inclusão de propostas inovadoras, em cada
mesa de diálogo, tanto no nível
acadêmico como social e político).
A sua vez o país é chave,
também, como ponta de lança indispensável
para consolidação dum espaço
lusófono, mais visível internacionalmente,
desde a CPLP – hoje tristemente
transformada quase que um clube de negócios
– mas que, por própria evolução
biológica, em algum momento deve voltar à
sua essência, muito eticamente
inseminda, por pensadores, da categoria de
Agostinho da Silvar ou Aparecido de
Oliveira, por citar algum exemplo.
Muitas pessoas no mundo
trabalham para essa futura confraternização da
humanidade, da qual a Lusofonia
terá de ser uma coluna basilar. Pois fielmente
são essas mentes maravilhosas
que, ciclicamente, iniciam toda mudança, por meio de
insuflar amor nas mentes
da cidadania .
As pessoas que podem mudar
estas inercias, serão verdadeiramente chamados
de servidores da humanidade,
esses grupos de pessoas ao serviço da paz global,
que agora estão também a
ajudar como forças de união no Brasil; tal como
afirmava Alice A. Bailey surgem
de todos os estratos sociais: … “ Portanto,
os
verdadeiros servidores de todas as partes pertencem a este grupo, quer
prestem serviço no campo cultural, político, científico, religioso, filosófico,
psicológico ou financeiro. Constituem parte, saibam ou não, do grupo
interno de
trabalhadores para a humanidade (…)
Estes
grupos não demonstrarão nenhum senso de separatividade,
nem terão ambição
pessoal ou grupal; reconhecerão sua unidade
com tudo o que existe e
permanecerão diante do mundo como um
exemplo de vida pura, criadora e
construtiva, de atividade criadora
subordinada ao propósito geral, de beleza e
inclusividade”
Em uma humanidade em que
ainda existem estados e fronteiras, em que ainda
existe medo do diferente, em
que ainda prevalece o teu e o meu e, pelo tanto,
os muros de contenção…
Não pode haver ainda uma
grande evolução. Podemos ter grandes avanços científicos e
tecnológicos, mas
eles, em ultimo caso, estão ao serviço dos senhores do capital e não
da
população. Pode haver grupos com grande consciência dos problemas vários e,
das
várias crises interligadas (ecológicas, económicas, sociais, energéticas,
políticas)
que deles surgem… Mesmo pode haver grupos de pessoas com uma
consciência
ética elevada, que possa vislumbrar que estas crises interligadas
são em realidade os
sintomas duma crise mais ampla, de raiz única: a crise do
modelo de guerra e dominação
que ainda comanda na humanidade.
Pode haver mesmo grupos de
pensamento que já rumam a confraternização mundial:
queda de todo tipo de
barreiras e fronteiras, começando pelas mentais… No entanto,
esse pensamento
não permeia todavia ao resto das elites e menos ao grosso do povo
comum. Assim
que isto demonstra que vivemos ainda muito longe dum patamar
evolutivo que nos
permita eliminar para sempre o fantasma permanente da guerra.
Entendamos, por sua vez, que
não podem ser levantados os muros, barreiras, das nações
sem antes ultrapassar
a mentalidade de confronto e medo pela sobrevivência, ainda
permanente na
humanidade. Entendamos que essa transição e abertura de consciência,
tem seu
tempos suas cadências, seus ritmos ate assentar em todo o tecido social...
Por
isso é preciso um centro novo mundial que comece a implementar esse novo
pensamento.
Dai, que precisamos criar um
centro geográfico novo, que dinamize estas novas
tendências, um novo centro
civilizacional, desde o qual podamos irradiar esta nova
conceção
ético-ecológica a toda a humanidade. E em este sentido o Brasil tem umas
possibilidades e capacidades imensas, que de superar com acerto, estas
provações
momentâneas da sua história atual, sem duvida debocharam para o
serviço de toda à humanidade…
“O conhecimento leva à
unidade, assim como a ignorância à separação”
(Sri. Ramakrishna)
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Agostinho da Silva,
confraternização mundia
4 de junho de 2017
Quando o espírito fecunda
Deus em nós nasce menino
e para mostrar que é homem
de nenhum ou pouco tino
depois cresce e vai pregar
por palavra ou por acção
certo de que o pensamento
é nada sem coração
e quando em glória esplende
duros o cravam na cruz
aprendendo que é na dor
que se apura sua luz.
Agostinho da Silva, Uns Poemas de Agostinho. Ulmeiro, 1989
17 de março de 2017
Serás mais livre
na vida se vires
em seus efeitos defeitos
nas qualidades nos defeitos.
Não repita coisa alguma
do futuro é o renovo
se faz anos os desfaça
e a tudo nasça de novo.
Agostinho da Silva, Quadras Inéditas. Ulmeiro, 1990
na vida se vires
em seus efeitos defeitos
nas qualidades nos defeitos.
Não repita coisa alguma
do futuro é o renovo
se faz anos os desfaça
e a tudo nasça de novo.
Agostinho da Silva, Quadras Inéditas. Ulmeiro, 1990
15 de março de 2017
Porque a areia dos tempos tudo varre e as memórias desaparecem, que fiquem as palavras.
Embora não datadas, poder-se-á romanticamente assumir a eventualidade de terem sido
escritas no dia de hoje. De Agostinho da Silva,
ODE BREVE AO EINSTEIN
Só Causa das causas sabe
causa de causa sem causa
e por isso a matemática
em seu não ser se dá pausa.
Se não se conhece a máquina
nem se lhe mexe em rodinha
pois quem sabe se era dela
força que a máquina tinha.
Portanto digo com Gandhi
quem decide que decida
e nem vou tomar morfina
que a dor faz parte da vida.
Agostinho da Silva
Albert Einstein George Agostinho Baptista da Silva
(14 de Março, 1879 – 18 de Abril, 1955) (13 de Fevereiro, 1906 – 3 de Abril, 1994)
4 de janeiro de 2017
Saudar de Novo
por Maurícia Teles da Silva
Que o abrir do novo ano nos conceda a visão em frente, para lá do horizonte, e
os necessários momentos de reflexão sobre o antigo, em que passado e futuro
são este tempo que vamos construindo. Deste modo, mirando o agora enquanto
semente do devir, surgiram-me as quadras de Mestre Agostinho, compartilhemos:
O mais simples alicerce
traz logo a casa traçada
se eu quiser chegar a Deus
começarei por ser nada.
Aperfeiçoa-te ao máximo
em tempo que nada valha
pondo toda a tua pressa
no que de tempo é migalha.
(Agostinho da Silva, Quadras Inéditas, Ulmeiro, 1990)
Pensando a liberdade e para fraternizar, que não se perca o mote...
“Livre de ordenar verso
ao servidor Agostinho”[1]
Espírito em seu amplexo
para traçar o caminho.
Ousemos acreditar
que o vero é possível
ainda que não visível
é o mister de Criar.
[1] A. S., in Carta datada de 8/3/93, Ode breve a Mestre Sócrates
Assim, agradecemos: ao Professor João Ferreira que nos renovou a memória do
convívio com Agostinho da Silva em Brasília; à nossa associada, pintora
Anabela Vieira, pelo singelo retrato de profundo e longínquo olhar criando
aquele lugar que afinal poderá não ser utópico. Felicitamos
Alexandra Vieira responsável pela Livraria Arquivo, em Leiria,
e a autora Patrícia Martins que não esqueceu as crianças
na oportunidade de lhes dar a conhecer:
“Deu-me o Nome LIBERDADE o avô Agostinho da Silva”, com adoráveis ilustrações.
Assim, prosseguimos solidários com todos aqueles que acreditam
na possibilidade de uma Vida mais fraterna
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Maurícia Telles,
Quadras agostinianas
25 de dezembro de 2016
Agostinho da Silva e a Galiza
A visão agostiniana da Galiza emerge no âmbito da sua reflexão
sobre Portugal, sobre o seu sentido histórico. Desenvolveu
Agostinho da Silva essa reflexão em diversas obras, desde
logo, na sua Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa,
obra publicada no Brasil, em 1957. Nessa obra, logo no
primeiro capítulo, Portugal e Galiza aparecem a par,
“como dois noivos que a vida separou”. Separação que
Agostinho lamenta, por Portugal sobretudo, dado que,
como nos diz, se ela não tivesse ocorrido, “talvez o ouro da
Índia e Brasil tivesse dado maior proveito e se não tivesse, em plena época de afluxo de riquezas,
de fazer aportar ao Tejo frotas de cereal e pão”.
Separado da Galiza, Portugal perdeu pois, à luz desta visão, as suas raízes mais profundas,
o seu Norte. Eis, dir-se-ia, o “pecado original” da formação de Portugal e das futuras
Descobertas. Nesta visão da História, não é, contudo, essa separação, essa cisão, um
horizonte inultrapassável. Eis o que o próprio Agostinho da Silva, de resto, nos havia já
antecipado no seguimento da passagem da sua Reflexão à
Margem da Literatura Portuguesa que há pouco transcrevemos, essa
em que lamentava a nossa separação, a nossa cisão, com a Galiza – como aí escreveu:
“Mas tempo vem atrás de tempo; se há ‘talvez’ para o passado da História, há ‘talvez’
igualmente para o futuro da História; pode ser que um dia a reintegração da Península
em si mesma, na sua liberdade essencial, se faça através da reunião de Portugal e da Galiza.
Dos dois noivos que a vida separou.”.
Talvez que, contudo, sob uma perspectiva outra, essa separação, essa cisão, tenha sido
historicamente necessária. Eis o que, pelo menos, o que o autor de
Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa sugere numa outra sua obra
– Um Fernando Pessoa, publicada dois anos depois, em 1959 –, quando aí
desenvolve uma visão triádica de Portugal, à luz da qual “o primeiro Portugal foi
– nas suas palavras – o Portugal da velha unidade galaico-portuguesa, o Portugal
lírico e guerreiro das antigas de amigo e das velhas trovas do cancioneiro popular;
nele estiveram – como acrescenta ainda – as raízes mais profundas da nacionalidade
e nele sempre residiram as inabaláveis bases daquele religioso amor da liberdade
que caracteriza Portugal como grei política”.
Para que Portugal pudesse barcar, talvez que, contudo, tivesse que se cindir da sua arca...
Eis, com efeito, o que, no seguimento desta passagem, Agostinho da Silva implícita
senão mesmo expressamente defende ao afirmar que esse “Portugal da velha
unidade galaico-portuguesa” era “demasiado rígido para as aventuras da miscigenação,
da tessitura económica e do nomadismo que não reconheceria limites”. A ser assim,
essa cisão foi, pois, genesíaca – dado que dela resultou toda a demanda das
Descobertas! Poderia, como expressamente salvaguarda o próprio Agostinho da Silva,
no segundo capítulo da sua Reflexão à Margem da Literatura Portuguesa,
não ter sido assim – nas suas palavras: “O Português podia ter resistido ao
apelo do longe, Portugal podia ter-se recusado à acção.”. Contudo, como se
questiona ainda o próprio Agostinho da Silva: “…se Portugal não tivesse
embarcado, quem teria embarcado?”.
Renato Epifânio
9 de dezembro de 2016
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