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3 de março de 2016

LÍNGUA PORTUGUESA ENTRE DESRESPEITO E IDEOLOGIA - O PORTUGUÊS NÃO É DE PORTUGAL NEM DO BRASIL ELE É A ALMA DA LUSOFONIA


MEC brasileiro pretende acabar com a obrigatoriedade da Literatura portuguesa: de Cavalo para Burro?
Por António Justo  
Quem tocar na língua deve fazê-lo com respeito e de forma moderada porque ela é a alma da cultura, a água límpida que dá forma mais ou menos física à cultura de um povo. O Português não é só forma e meio de expressão de um povo, de uma região, de um país ou de um continente, ele é a a alma e  expressão sublime de muitos e nobres povos que formam uma civilização intercultural interoceânica e intercontinental - é um idioma onde os diferentes génios de povos se miscigenam no sentido da evolução cultural e civilizacional. Seria ofensor do Português querer vê-lo reduzido a um lago ou país, ou mesmo a um mar ou continente, quando integra nele a experiência de vida dos diferentes continentes, sendo ele um mar aberto de águas interoceânicas.
Constituiria um acto de infidelidade e falta de brio, uma falta de autoconsciência querer apoucar-se o Português a uma terra maninha ou baldio incultivo, querê-lo uma árvore sem raízes ou reduzi-lo a simples coutada de alguém. O Português, como a água tanto rega os baixios da favela como os lugares altos do país e da civilização. No seu todo é que a língua é grandiosa, na rica expressão multiforme e na sua capacidade de diferenciação. O português não é de Portugal nem do Brasil; ele é teu e meu, é de todos, como o céu é das aves onde todas voam e se encantam. O português quando ouvido lembra diferentes melodias de variadas intonações. Ele é como a terra mais virgem ou mais elaborada, uma intercultura a proteger-se tal como uma terra indígena a defender-se.
A notícia de que “A Literatura portuguesa deixa de ser obrigatória no Brasil” (1) deixou-me perplexo e desiludido tal como a mutilação da língua, no que toca ao acordo ortográfico.



15 de agosto de 2015

A língua portuguesa e o século XXI

Convoquemos a todos para a montagem de um estratégia planetária para a língua portuguesa.

O século XXI começou desafiando a todos nós falantes da língua portuguesa. Está a nos exigir um protagonismo de grandes proporções. Hoje, há uma expressiva presença de nosso idioma em todos os continentes, presença que não para de crescer e tomar maiores dimensões planetárias.
Compomos um universo de falantes que supera o de línguas muito mais tradicionais no mundo da cultura e dos negócios. Somos mais falados do que o italiano e o alemão. O francês nos supera apenas quanto ao número de falantes não nativos. Juntos, estamos entre as cinco maiores economias do planeta.
A nossa língua está a nos exigir uma afirmação global, a nos cobrar uma responsabilidade para com ela. Impressiona-me que não tenhamos uma política comum a todos os países que falam o português. Quem há de negar que precisamos definir uma grande estratégia cultural de presença no mundo que abranja todo o nosso território linguístico?
Quem há de subestimar a importância da língua? É grande a sua dimensão social, política, econômica e geopolítica. Ela é muito mais que uma ferramenta de comunicação. Nela, não estão armazenados apenas conhecimentos e informações. A língua é a cultura que ela produz. É ela quem nos dá os sentidos. É o universo desenhado por ela que nos referencia e nos singulariza. A língua gera coesão, nos fortalece no mundo globalizado, “é a casa onde a gente mora”. Nela, se deposita know how, tecnologia. Língua também é economia.
Não subestimemos o assunto. Ele é sério. Estamos diante de uma questão de afirmação da qual não podemos nos furtar. Por meio de nossa cultura podemos afirmar uma visão de mundo, um modo de vida, projetos de civilização fundados em estratégias generosas e abrangentes. Estou convencido de que podemos ser portadores de uma mensagem planetária singular.
No mundo globalizado em que vivemos, nunca houve tantas trocas de ideias, de discurso, de palavras, entre todos os falantes de língua portuguesa - nunca houve tanto conhecimento e reconhecimento mútuo.
O português de Portugal, o português que emerge nos países africanos e a língua que é falada no Brasil formam um só idioma. Não tenho dúvidas que uma ortografia comum, como parte de uma maior interação cultural, nos dará a grandeza e dimensão que nossos artistas e escritores projetam.
É claro que precisamos de uma ortografia uniformizada. É insensato não crer na necessidade de um acordo ortográfico. Possíveis erros de condução não diminuem sua importância, e o que representa para o fortalecimento da língua no contexto global. A diversidade e a riqueza de um português que floresce em vários cantos do planeta, e que a enriquece, sem uma escrita comum podem vir a comprometer a sua unidade.
Precisamos dar novos passos para a consolidação de uma comunidade de língua portuguesa, compartilhar nosso universo cultural num grau e proporção ainda não experimentado. Precisamos fortalecer ações de colaboração e integração mútua rumo a uma maior projeção global.
Convoquemos a todos para a montagem de um estratégia planetária para a língua portuguesa. Convoquemos aqueles que com ela criam, tendo-a como matéria prima, aqueles que a mantém viva, que a recriam diariamente e que expressam seus falares.
Convoquemos os poetas, os escritores, os artistas, os jornalistas, os cronistas, os tradutores, os editores, os professores, os filólogos, os intelectuais, os sociolinguistas, os midialivristras, os críticos literários e, também, os normatizadores. Precisamos de todos, inclusive dos estados nacionais.
Pensemos a língua em suas várias dimensões. Consolidemos um universo cultural comum, não apenas em suas expressões literárias e poéticas, mas também na música, no teatro, no cinema, no pensamento; e em suas inserções na internet, no rádio, no jornalismo, na TV, etc. etc. Pensemos globalmente.
Não podemos, enfim, simplificar o assunto, reduzindo-o a uma questão puramente técnica. Não podemos desconectar a uniformização da ortografia de um contexto cultural mais amplo que diga respeito toda a comunidade lusófona.
Sociólogo, ministro de estado da cultura do Brasil

14 de outubro de 2014

A posição galega no contexto da língua portuguesa

 por Ângelo Cristóvão

 (Academia Galega da Língua Portuguesa)


A recente aprovação da lei 1/2014 de 24 de março, Lei Para o Aproveitamento 
da Língua Portuguesa e Vínculos com a Lusofonia, ou Lei Paz-Andrade, pela 
unanimidade dos deputados do Parlamento Autónomo da Galiza, representa 
uma mudança significativa na orientação da política linguística e na estratégia 
global da Comunidade Autónoma galega, que precisa de concretização através de
ações do governo e da imprescindível colaboração da sociedade.
Durante as últimas décadas, todo o esforço de relacionamento e aproximação
linguística e cultural da Galiza em relação aos países de língua portuguesa 
foi realizado por personalidades e entidades da sociedade civil, em condições 
de escasso ou nulo apoio político. Estamos agora numa nova etapa em que 
essa experiência, esse caminho e discurso de integração no espaço 
lusófono é recolhido e legitimado institucionalmente, politicamente.
A base deste êxito reside no trabalho do movimento lusófono galego, e mais 
recentemente nas mais de 17 000 assinaturas de cidadãos que apoiaram 
a Iniciativa Legislativa Popular Valentim Paz-Andrade. Apresentada com 
grande sucesso pelo porta-voz da Comissão Promotora da ILP, José Morell, 
foi aprovada pela unanimidade dos deputados para tramitação 
no Parlamento da Galiza, 
em 8 de março de 2013. Aceite o texto inicial, num segundo momento foi 
preciso chegar a um entendimento sobre a redação definitiva da lei. 
O governo e o grupo parlamentar do Partido Popular que o sustenta 
decidiu, em outubro de 2013, negociar o texto com os promotores da
 iniciativa em representação dos assinantes, da sociedade civil. 
Nesta negociação procurou-se recolher, quanto possível, 
as propostas dos grupos da oposição, PSdeG e AGE, apresentadas 
formalmente através de emendas ao texto originário. Também 
foi tido em conta o ponto de vista dos representantes de algumas 
instituições culturais tradicionalmente contrárias à lusofonia galega, 
de forma que não ficassem excluídas do acordo político.
Desta forma, num processo de consultas e diálogo que se prolongou 
durante vários meses, a Comissão Promotora da Iniciativa Popular
 Valentim Paz-Andrade, com a colaboração ativa e discreta de todas 
as partes implicadas, logrou o mais amplo consenso possível, pondo de 
acordo o governo e os grupos da oposição numa unanimidade infrequente.
A negociação converteu os promotores da lei Paz-Andrade e, em definitivo, 
as entidades lusófonas galegas, em interlocutoras de facto e cooperadoras 
necessárias na aplicação da Lei. A Comissão Promotora, com o apoio 
de personalidades da cultura e o assessoramento das associações 
lusófonas galegas, entre as quais a AGLP elaborou, durante o 
verão de 2013, um Parecer sobre as possíveis linhas de 
atuação a desenvolver na aplicação da lei. Foi apresentado pelo 
nosso colega Joám Evans Pim em outubro de 2013 na 
II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no 
Sistema Mundial, realizada na Universidade de Lisboa, e entregue ao governo 
galego e grupos do Parlamento Autónomo, recebendo uma excelente acolhida. 
O documento, disponível na Rede, inclui algumas das medidas que o governo 
autónomo poderia aplicar nos próximos tempos nas três áreas de intervenção 
dispostas na lei: a) Introdução do ensino do português no sistema escolar galego; 
b) Produção, intercâmbio e divulgação de produtos audiovisuais em português nas 
televisões e rádios da Galiza; c) Participação da Galiza em foros internacionais 
de língua portuguesa, como os da CPLP.
A Lei, aprovada por unanimidade dos deputados em março de 2014, foi publicada 
no Diário Oficial da Galiza em 8 de abril e posteriormente no Boletim Oficial do 
Estado espanhol, entrando em vigor sem que o governo de Madrid tenha 
apresentado reparo algum ao seu conteúdo, o que constitui outra prova da 
abrangência do consenso que esta iniciativa tem gerado.
Do ponto de vista das políticas linguísticas no Estado espanhol, é o único 
caso em que uma Comunidade Autónoma aprova uma lei para promover uma 
língua de um estado vizinho que é, também, língua oficial em outros 
8 estados geograficamente situados em todos os continentes. Contudo, 
dizer isto é ficar muito aquém da intenção do legislador e do significado 
do texto, pois a própria lei, no seu preâmbulo, reconhece a singular relação 
entre a variedade portuguesa e a variedade galega da língua comum, 
assinalando o facto de existir uma fácil “intercompreensão” entre os 
falantes de aquém e além Minho. Ficou estabelecida, deste modo, uma 
fórmula de compromisso aceitável por todas as partes que não acarreta 
mudanças na legislação vigorante, amparando a promoção da língua portuguesa 
nas “competências em línguas estrangeiras” da Comunidade Autónoma Galega.
Aceite este princípio, com um consenso alargado a todas as forças políticas e 
administrações implicadas, estamos certos que este passo legal facilitará a 
criação de fórmulas institucionais para que o amplo abano de associações 
e instituições culturais e cívicas lusófonas da Galiza possam desenvolver em 
pleno todas as suas potencialidades, e a sociedade venha tirar proveito 
da nossa língua comum como instrumento eficaz de comunicação 
e vertebração nacional.
A situação faz virar a atenção para diversos reptos, dificuldades e 
carências que se abrem nesta altura. É preciso perceber adequadamente a 
relação da língua portuguesa com os cidadãos galegos. Atendendo à realidade 
social, sabemos que podem existir vários tipos de motivações para aprender o 
português padrão. Enquanto para alguns é adquirir conhecimentos da língua 
nacional da Galiza, que lhes permite usar o galego com plenitude, para outros 
será uma língua de relação instrumental, laboral ou cultural. 
Todos são legítimos e coexistem na nossa sociedade. Uma grande maioria 
se aproxima do português com um nível alto de compreensão prévia, 
por conhecimento da variedade galega. Poderíamos dizer que, em termos gerais, 
os galegos não começam no grau zero, mas no nível intermédio. Dar aulas de 
português padrão na Galiza não é o mesmo que ministrar noutras latitudes 
linguísticas. Os docentes conhecem este facto e são conscientes da necessidade 
de adaptar os manuais escolares ou criar uns novos, específicos, para os nossos estudantes.
Por outro lado, a ninguém escapa que o período de políticas antilusófonas, 
desenvolvidas durante as últimas 3 décadas pelos sucessivos governos autónomos, 
criou uma rede de interesses que, nesta altura, manifesta uma evidente resistência 
à mudança, resultando difícil de ultrapassar no curto prazo. Será preciso tê-lo 
em conta e fazer uma gestão apropriada desta questão.
A necessidade de promover uma norma do português galego, ideia até agora 
restrita a poucas entidades, começará a ter em breve uma maior audiência pela 
força do desenvolvimento dos factos. Precisa-se entender que a norma galega se 
insere no português europeu e dentro dos critérios aprovados pelo Acordo Ortográfico 
de 1990, mas apresenta características próprias na pronúncia, léxico, algumas 
formas verbais e, em geral, uma maior proximidade do antigo galaico-português. 
A articulação de fórmulas para a participação galega nos foros internacionais da 
língua portuguesa leva consigo esta opção que, como oportunidade, se revela 
também de grande versatilidade discursiva, entre a unidade gráfica e o necessário 
reflexo de traços identitários da Galiza. A este respeito, cabe lembrar que a 
utilização do português padrão em foros internacionais é cada vez mais normal 
entre os representantes políticos eleitos, como se tem evidenciado no 
Parlamento Europeu, e não só.
A recente revisão, ampliação e adaptação do Dicionário Estraviz ao Acordo Ortográfico, 
primeiro dicionário galego da língua portuguesa, é mostra do empenho e bom fazer 
do seu autor, Isaac Alonso Estraviz, e da capacidade de colaboração entre 
entidades galegas (AGAL, AGLP e Fundação Meendinho) para contribuir 
de forma eficaz e atual a este património comum. Com 130 000 entradas é o 
maior dicionário produzido na Galiza, sendo atualizado diariamente. 
Em breve o Vocabulário Ortográfico Galego, em cuja elaboração está trabalhando 
uma comissão da AGLP sob a direção do académico Carlos Durão, 
com um número similar de entradas, virá completar o perfil lexicográfico galego.
A mudança que se está a operar na Galiza, com a aprovação da lei Paz-Andrade, 
não pode deixar indiferentes as instituições da CPLP nem os governos 
representados. Especialmente Portugal, que tem, nesta altura, uma dupla 
responsabilidade. Os redatores da lei Paz-Andrade quiseram manter e consolidar 
um dos signos mais enraizados na tradição da cultura galega, assinalando 
Portugal como sócio preferente da Galiza. Um privilégio que, em ocasiões, 
não tem encontrado correspondência em determinados governos portugueses. 
São umas relações alicerçadas no intercâmbio cultural que, desde meados 
do século XIX se vem produzindo entre intelectuais galegos e portugueses, 
e que, no nosso entender, ninguém tem direito a dilapidar.
Vistos os factos e consideradas as condições atuais, podemos dizer 
que a posição galega no contexto da língua portuguesa foi representada 
até agora por entidades privadas, da sociedade civil e de cariz claramente 
reintegracionista, participando em numerosos eventos de âmbito cultural 
ou académico, estabelecendo relações perduráveis, criando iniciativas 
transfronteiriças, tecendo relações e amizades. O Parlamento aprovou uma
 lei que assume e legitima este longo percurso histórico. Em breve serão também 
outros atores, como o Governo Galego, a manter uma posição e um discurso 
institucional público em relação à língua portuguesa. Não é previsível que 
esta coincida com a da Academia Galega da Língua Portuguesa, pois aquele 
tem outros compromissos e atende outros critérios, menos técnicos, mais políticos. 
Contudo o interesse geral aponta para a necessidade de manter esta 
colaboração mútua, já solicitada e confirmada publicamente pelo Secretário-Geral 
de Política Linguística do governo autónomo, durante a sua intervenção no 
Seminário que sobre a Lei Paz-Andrade organizou a AGLP em Santiago de Compostela 
em 26 de junho de 2014.
O grande repto que temos pela frente é manter a coordenação 
entre todos os atores galegos, 
o que reforçaria esta posição já conhecida e elaborada durante as
últimas décadas 
por diversos agentes culturais, universitários e intelectuais galegos 
no espaço da língua portuguesa.
A estratégia da Galiza no processo de aproximação da Lusofonia 
beneficia desta tradição consolidada, do facto fazer parte do 
território originário da língua comum, da sua localização geográfica, 
da longa tradição de país com vocação marítima e atlântica, das amplas 
redes tecidas pela emigração nos quatro cantos do mundo, da ausência 
de conotações históricas negativas no imaginário coletivo dos falantes de 
português, e de ser um espaço com um alto nível económico e de 
desenvolvimento humano próximo da média europeia, o que poderá 
resultar atraente para os países emergentes e em vias de desenvolvimento.
A Galiza conta, portanto, com uma boa posição de partida, com vantagens 
claras que deverá saber maximizar, mesmo em relação a outros atores próximos, 
no desejável horizonte de um relacionamento triangular estável entre a Europa, 
América e África, sem esquecer Timor, Macau e os territórios de 
língua portuguesa da Ásia. (Fonte MIL)

(*) Comunicação ao XXII Colóquio da Lusofonia  - Seia, Portugal - 29 setembro 2014

8 de outubro de 2014

A língua portuguesa

A língua portuguesa, junto com a francesa, são as ÚNICAS línguas neolatinas 
na face da Terra que são completas em todos os sentidos... quem fala português 
ou francês de nascimento, é capaz de fazer proezas como esse texto com a 
letra "P". Só o português e o francês permitem isso...  a língua inglesa, 
se comparada com a língua portuguesa, é de uma pobreza de palavras 
sem limites... portanto, antes de estudar uma outra língua, 
se aperfeiçoe na sua, combinado?!
 

A LETRA "P"

"Apenas a língua portuguesa nos permite escrever isso...
     
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, 
pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para 
parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo 
para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir.

Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, 
prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar 
pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, 
porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém 
posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas.
Pálido, porém personalizado, preferiu partir para 
Portugal para pedir permissão para Papai para 
permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, 
Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, 
pois pretendia pintá-los.

Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu 
penhascos pedregosos, preferindo pintá-los 
parcialmente, pois perigosas pedras pareciam 
precipitar-se principalmente pelo Pico, porque 
pastores passavam pelas picadas para pedirem 
pousada, provocando provavelmente pequenas 
perfurações, pois, pelo passo percorriam, 
permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, 
permissão para pintar palácios pomposos, procurando 
pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, 
precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, 
perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se.
Profundas privações passou Pedro Paulo. 
Pensava poder prosseguir pintando, porém, 
pretas previsões passavam pelo pensamento, 
provocando profundos pesares, principalmente 
por pretender partir prontamente para Portugal. 
Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... 
Preciso partir para Portugal porque pedem 
para prestigiar patrícios, pintando principais 
portos portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo.

Parto, porém penso pintá-la permanentemente, 
pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo 
procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira 
para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, 
pois precisava pedir permissão para Papai Procópio 
para prosseguir praticando pinturas.
Profundamente pálido, perfez percurso percorrido 
pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão 
principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo 
pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar 
pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca 
pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? 
Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, 
porém, preferindo, poderei procurar profissão própria 
para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer 
por Portugal.

Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, 
procurando pelos pertences, partiu prontamente, pois 
pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: 
pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para 
poderem prosseguir peregrinando.

Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco 
prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo 
pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, 
para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por 
pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, 
primo próximo, pedreiro profissional perfeito.

Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar 
pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. 
Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles 
pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar 
pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar 
prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois 
precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo. 
Pereceu pintando...
Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois 
pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. 
Pensei. Portanto, pronto pararei.

26 de setembro de 2013

Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação – objetivo da CPLP

Lúcia Vinheiras Alves
do sítio da TV Ciência, do IICT (Portugal)
20 de setembro de 2013
II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial vai realizar-se em Lisboa nos dias 29 e 30 de outubro de 2013, com especial enfoque na utilização da Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação.
No programa da Conferência, agora apresentado, constam dezenas de comunicações de proeminentes académicos e estudiosos da Língua Portuguesa que irão refletir porque a Língua Portuguesa perdeu espaço como Língua de ciência.
Ivo Castro, professor da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, e membro da comissão científica da Conferência, explicou à TV Ciência que “desde o século XVI que a Língua Portuguesa é uma Língua de conhecimento e de ciência. Quando as várias Línguas principais de cultura da Europa substituíram o latim como a Língua da ciência, o português foi uma delas e tem sido sempre desde então.”
O professor acrescentou que existe “produção científica em Língua Portuguesa quer nas ciências exatas, quer no pensamento em Língua Portuguesa”, mas “agora, no tempo em que estamos, a força de outras línguas é tão grande que muitas vezes nos esquecemos do passado e do património que possuímos”.
“O sentido comum é que hoje em dia o inglês é a língua dominante e que não vale a pena fazer ciência noutra língua que não seja o inglês, e nós somos interpelados a esse respeito muitas vezes”, afirmou o especialista.

Para o professor Ivo Castro, o objetivo do novo Plano de Ação para a Língua é “de defender um território, um património e uma herança”, pois “desde o século XVI que a Língua Portuguesa é uma Língua de conhecimento e de ciência”.

Ao colocar a Língua Portuguesa enquanto Língua de ciência na agenda académica, mas também política dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Ivo Castro referiu que o objetivo não é competir com outras línguas.
“O objetivo é o de não entregar os pontos, o de defender um território, um património e uma herança”, afirmou o especialista e acrescentou que esta “é a obrigação de quem se dedica ao português. Não é o desistir do que é português, não é desistir por Portugal, mas é o de se bater pela manutenção dos nossos recursos.”
Recursos que são essenciais para a produção de ciência em Língua Portuguesa, já que “pensar ciência em português não é o mesmo que pensar ciência portuguesa noutra língua”, explicou, e referiu que “se estivermos na pele da nossa Língua, temos recursos criativos e de definição que não temos se estivermos em tradução”.
E o professor exemplificou que para muitas pessoas “é uma experiência deprimente estar numa sala em que se está a discutir um tema científico, onde, por exemplo, estão apenas portugueses e brasileiros a falar de questões científicas uns com os outros em inglês” e, “por vezes, mau inglês”. Por isso, disse, “um debate entre portugueses e brasileiros em inglês é normalmente uma experiência a não repetir”.
Mas a verdade, é que em Portugal, a comunidade científica e académica comunica quase exclusivamente em inglês.
“Os próprios autores das teses pensam, no momento em que as escrevem, que, se as escreverem em inglês, vão gozar de uma audição internacional mais fácil. São os próprios que fazem essa opção de escrever em inglês. O que em certos domínios faz sentido, noutros pode fazer menos”, referiu.
Ivo Castro disse, no entanto, que “mesmo quando faz sentido, ir ao encontro de um público mais vasto escrevendo em inglês, não podemos esquecer aquele pensamento um pouco melancólico e amargo, de que cada gesto desses é uma facada na Língua Portuguesa”.
–– Terminologias em comum para a ciência ––

Para a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, é possível comunicar ciência em várias línguas – e também em português.

Para Ana Paula Laborinho, presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, há espaço na ciência para comunicar nas várias línguas, não desprezando o português.
“Não há conflito nesse sentido. Achamos que as duas coisas são conciliáveis”, afirmou a responsável, e acrescentou que, dependendo “dos nichos de ciência, compreende-se perfeitamente que também possa haver esse objetivo, que é o de chegar a públicos mais vastos, e não há uma incompatibilidade. E é importante também para os nossos investigadores e para as nossas universidades essa oferta.” No entanto, ressalvou, relativamente à utilização do português como Língua de conhecimento, que, “a par dessa oferta, há outra oferta que temos de consolidar de uma forma que possa ser mais internacional”.
Para alcançar este objetivo, existem recomendações práticas que poderão vir a fazer parte do novo Plano de Ação para o Futuro da Língua Portuguesa, que será definido em Lisboa.
Ivo Castro referiu por exemplo, a “criação de terminologias, de bases terminológicas comuns aos vários países de Língua Portuguesa, nos domínios técnico, cientifico, etc. Para que o mesmo conceito, o mesmo objeto ou o mesmo processo não tenha designações diferentes em Portugal, no Brasil e nos outros países.”
Para o especialista, este é “um objetivo prático que se pode aplicar gradualmente domínio a domínio e que dá resultados garantidos”.
Por outro lado, acrescentou o professor, “um outro aspeto concreto é o de as políticas científicas dos vários países respeitarem a Língua Portuguesa. Em Portugal, um projeto científico só pode ganhar apoios governamentais, das agências de financiamento, se for elaborado em língua inglesa, se for defendido em língua inglesa, se for depois objeto de relatórios em língua inglesa. Isso sobretudo terá mais vantagens se o seu desenvolvimento decorrer em língua inglesa, e nem sempre isso é compatível com os interesses científicos do projeto.”
Uma situação para a qual o professor recomendou uma solução: “Na avaliação das candidaturas e da execução dos projetos, não ser penalizado um projeto que é apresentado em Língua Portuguesa”.
A 29 e 30 de outubro, estes são temas de debate e reflexão em Lisboa, sobre o futuro da Língua Portuguesa no sistema mundial.  :::
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ALVES, Lúcia Vinheiras. Língua portuguesa como Língua de ciência e inovação é objetivo da CPLP.
Extraído do sítio da TV Ciência – seção Notícias.do Instituto de Investigação Científica Tropical – IICT
Lisboa, Portugal.
Publicado em: 20 set. 2013.
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A Korsang di Melaka - ONGD, associa-se e divulga:
                            
CONFERÊNCIA - LÍNGUA PORTUGUESA, SOCIEDADE CIVIL E CPLP
                                     Dia 11 de Outubro de 2013 na Universidade do Algarve 
                                           (Grande Auditório - Campus Gambelas - Faro)
                                          Aceda ao programa e Inscrição no site: A Q U I

30 de julho de 2013

Para embaixador português, o crescimento da língua “é imparável”

O embaixador Álvaro Mendonça e Moura (Embaixada de Portugal)
importância geoestratégicados países que falam o português vai ajudar o idioma a crescer no mundo. A estimativa partiu do novo embaixador de Portugal junto às Nações Unidas.
Em entrevista à Rádio ONU, Álvaro Mendonça e Moura lembrou que o português está presente em todos os continentes com um destaque para África, que concentra cinco nações de língua portuguesa.
Mundo Diferente
Para o embaixador a demografia lusófona é jovem e está em pleno desenvolvimento. “A importância crescente do português é imparável. Mesmo que não fizéssemos nada, ela ia se verificar. Ou seja, nós temos o tempo a correr a nosso favor. Basta olhar para as projeções demográficas a longo prazo para nos darmos conta de como o mundo vai ser diferente.”
Especialistas afirmam que até 2050, o português terá mais de 300 milhões de falantes nativos, 50 milhões acima do número atual de pessoas que utilizam o português como primeira língua.
Ásia
Segundo o embaixador, o mais novo país de língua portuguesa, Timor-Leste, ajuda a ampliar a presença do idioma até a Ásia, uma condição vital para o aspecto global da língua.
“Ora o português está na Europa, onde nasceu. Está em África, onde temos o maior número de países lusófonos. Está na Ásia com o Timor-Leste, mas também em Malaca, em Macau, para já não falar de outras comunidades mais pequenas, e está obviamente na América Latina, onde reside o maior número de falantes. Ou seja, é uma língua de dimensão mundial.”
A promoção do português como idioma internacional é uma das prioridades da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A entidade também se ocupa de aumentar a utilização do português em organizações internacionais como as Nações Unidas.
A medida é parte de uma estratégia de promoção, proposta durante a presidência rotativa de Portugal no bloco em 2008, e endossada por todos os países-membros da CPLP.
Esta matéria foi originalmente publicada pela ONU Brasil.

27 de maio de 2013


O objectivo da iniciativa é "medir a dimensão
económica da língua portuguesa no mundo"

A universidade parisiense Sorbonne Nouvelle organiza,
na terça e quarta-feira, duas jornadas de conferências sobre
"A língua portuguesa no mundo", para discutir, refletir e
debater questões socioculturais do ensino do português,
disse hoje à Lusa fonte da organização.
Segundo Isabelle Oliveira, diretora do departamento
de Línguas Estrangeiras Aplicadas, na Sorbonne Nouvelle,
e coordenadora do evento, pretende-se com estas conferências
"medir a dimensão económica da língua portuguesa no mundo".
"As autoridades francesas ainda não têm noção do impacto
da língua portuguesa no mundo", acrescentou.
Com a presença de vários atores e decisores da lusofonia,
este fórum tem como objetivo fazer um balanço da situação
da língua portuguesa no mundo e de suscitar o debate entre
os diferentes atores da cooperação linguística, política e económica.
"Demonstrar como o ensino da língua e da cultura portuguesas
podem reforçar o diálogo, em França, de trocas económicas e
culturais, e contribuir para a emergência de uma identidade mediterrânica",
disse Isabelle Oliveira.
O evento surge na sequência de uma campanha levada a cabo
pelo departamento de Línguas Estrangeiras e Aplicadas da
Sorbonne Nouvelle de sensibilização e de defesa das línguas minoritárias.
Pretende-se "valorizar e divulgar a língua portuguesa e
colocá-la no patamar que merece", acrescentou a diretora.
As "conferências da língua portuguesa no mundo" são organizadas
pela Sorbonne Nouvelle em parceria com a secretaria de
Estado das Comunidades Portuguesas e a delegação permanente
do Brasil na Organização das Nações Unidas para a Educação,
Ciência e Cultura (UNESCO).
De acordo com o programa da conferência, estarão presentes
a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, o ministro da
Economia português, Álvaro Santos Pereira, o secretário
de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, a
ssim como vários ministros brasileiros e angolanos e um
representante da Comunidade dos
Países de Língua Portuguesa (CPLP).
*Este artigo foi escrito ao abrigo do
novo acordo ortográfico aplicado pela Agência Lusa