17 de maio de 2011

Mensagem da CAS

Bolsas de pós-graduação e especialização para estudantes africanos de língua portuguesa e de Timor Leste
12 de Maio de 2011, 10:34
Até 31 de Maio encontram-se abertas as candidaturas para a atribuição de bolsas de pós-graduação e especialização para estudantes africanos de língua portuguesa e de Timor-Leste, com o fim principal de estimular a investigação e a valorização dos recursos humanos.

Estas bolsas são atribuídas pela Fundação Calouste Gulbenkian, no quadro do Programa de Ajuda ao Desenvolvimento, em Portugal, a nacionais dos Estados Africanos de Língua Portuguesa e de Timor-Leste que nestes países exerçam a sua actividade e que pretendam prosseguir, actualizar e especializar os seus conhecimentos, nos vários ramos do saber.

As bolsas de pós-graduação e especialização para estudantes africanos de língua portuguesa e de Timor-Leste, contemplam bolsas para mestrado, doutoramento e de especialização.

As candidaturas devem ser apresentadas online.

Para mais informações: bolsas-pgad@gulbenkian.pt

SAPO TL com Fundação Calouste Gulbenkian

16 de maio de 2011

extra-CAS cultural

Para Saber África

A professora Carmem Batista é uma das pioneiras a divulgar a África no Distrito Federal. Na Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação já formou algumas centenas de professores que devem retornar às salas de aula sem preconceito para bem ensinar a História e a Cultura Africanas.








Fotos cedidas por Carmem Batista






poétiCAS

Exílio*
(Emanuel Medeiros Vieira)

Um Atlântico nesta separação:
batido coração segue as ondas de maio.
Desterros além da anistia,
para lá dos poderes.


Velas ao vento,
não bastam os selos,
a escrita crispada.


Queria os sinais da tua pele,
vacinas, umidades, penugens,
pêlos perdidos no mapa do corpo,
o olhar suplicante, soluços.


Jornadas:
missas de sétimo-dia,
retratos arcaicos.

Outro exílio:
sem batidas na boca da noite, armas, fardas, medos,
clandestinidades.


Sol neste retorno:
casa, guarda-chuva no porão, caneca de barro,
álbuns, abraço agregador,
cheiro de pão, gosto de café,
o amanhã junta os dois nós da memória,

um menino e o seu outro: estou melhor feito vinho velho.


*Poema premiado no Concurso Nacional de Poesias, cujo tema foi “O Mundo do Trabalho”, promovido pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, Paraná.

11 de maio de 2011

Pedagogias conversáveis

Agostinho da Silva apontou-nos para a anagogia: o saber para a liberdade. E, Paulo Freire, a sua maneira, também concebeu uma pedagogia conversável: “É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal forma que, num dado momento, a tua fala seja a tua prática.”

Agostinho e o seu Mistério por Roberto Pinho

Roberto Costa Pinho*

Agostinho e o seu Mistério
Veni Creator Spiritus

Ao contrário daqueles artistas e pensadores cuja vida nega a obra, com Agostinho da Silva dá-se o oposto: a obra só pode ser plenamente compreendida se estiver iluminada pela totalidade da existência. Sua vida confirma e transcende sua obra. A poesia, diria melhor, a utopia que orienta tanto sua ação quanto seu pensamento está solidamente ancorada numa Ética infalível, que pode ser encontrada até nos momentos mais prosaicos da sua vida. A ética, para o cavaleiro Agostinho, era a excalibur com que combatia na sua saga em busca do seu santo graal.
Por ser o símbolo a linguagem que transcende a dualidade verbal, não é possível falar de Agostinho, sendo a unidade que ele é, a não ser em termos simbólicos, a não ser que aceitemos que ao final de sua mensagem ele encanta-se, isto é, transforma-se num símbolo.
Para entendermos este símbolo em que Agostinho se transforma, precisamos daquelas cinco qualidades fundamentais de que fala o Pessoa, sem as quais será inútil interpretá-lo.
Um símbolo é formado por muitos outros símbolos. Agostinho é uma coleção de símbolos a serem interpretados isoladamente, pois cada um tem seu significado, e em conjunto, pois ao unirem-se formam um símbolo único, com significado distinto.
Pensador, filósofo, poeta, político, professor, guia, profeta. Quantos símbolos, quantas faces, quantas existências simultâneas se expressam para formar Agostinho da Silva. Alguma é a dominante? Não. Não é possível compreender a unidade que tal diversidade compõe deixando qualquer delas de lado.
"A verdade não pode estar em faltar ainda alguma coisa".
Por tudo isso, interessa-me em Agostinho o irredutível, o inclassificável, o misterioso.
Agostinho, porém, não tem mistérios!
Bem, este é o seu Mistério! Proponho-me, não a decifrá-lo - correria o risco de ser devorado, como assisti a tantos o serem ao tentar - mas a vivê-lo.
O Espírito Santo - Shekinah é o selo, a cifra, o signo, a chave. Uma chave, não para entender, mas para viver o Agostinho. Trata-se de viver e não de morrer o Agostinho.
Poderemos crucificá-lo no espaço-tempo dos bustos e das biografias ilustres de letras e imagens perecíveis. Ou com ele ascender, transcender, nas asas da sua obra e da sua vida existencial: imortal sempre que vivenciada por nós.
14.05.2005
Véspera de Pentecostes




*Brasileiro, baiano, trabalhou e conviveu com o Professor Agostinho da Silva ao longo de dez anos, na Bahia, em Brasília e em Portugal. Participou da instalação e em projetos do Centro de Estudos Afro-Orientais, do Centro Brasileiro de Estudos Portugueses, do Museu Atlântico Sul, da Casa Reitor Edgard Santos e outros, mas, sobretudo, durante todos esses anos, no Brasil e em Portugal, e até a morte do Professor Agostinho da Silva, manteve, com o mesmo, uma relação, ao estilo tradicional, mestre-discípulo, que determinou em grande parte sua formação e seus interesses existenciais.


Texto recolhido da obra IN MEMORIAM de AGOSTINHO DA SILVA (Portugal: Zéfiro, 2006, p. 403-404).


Foto: Lúcia Helena Sá (2006, no Centro de Cultura Popular de Sobradinho)

10 de maio de 2011

extra-CAS cultural

Extraordinário.
Exercício simples e fundamental para mantermos o Planeta limpo.
Vídeo enviado por Jayme Mathias Andrade.
Pedimos licença aos elaboradores do vídeo para exibi-lo neste espaço que, também, prima por um mundo melhor cuja futura-Idade depende dos pequenos atos que podem tornar-se grandes e exemplares.



Façamos isso em nosso dia-a-dia.