30 de maio de 2011

Carta Vária XI

Há, talvez, duas espécies de revolução: Uma é a de mudar o mundo, como tanto tem sido tentado, sempre com resultados muito aquém das levantadas esperanças; a outra a de mudar cada pessoa, já que as perspectivas da transformação oposta ou parecem muito exageradas, muito desmentidas pelos resultados cotidianos, ou envolvem tais dificuldades e tais riscos, mesmo vitoriosas, e sobretudo quando vitoriosas, que parece melhor tentar a alternativa. É isto o que diríamos da revolução pessoal que tem, no ocidente, os exemplos de São Paulo ou São Francisco, no Oriente, e por exemplo também, o caso de Buda e de, quase em nosso tempo, Ramakrishna que experimentou as três vias do Hinduísmo, do Cristianismo e do Islão, nelas três atingindo suas metas. Quem sabe, se não haveria ainda de trilhar novo caminho: o de, tomando toda a simplicidade, todo o despojamento, toda a disciplina toda a dedicação do que foi citado - e bem sabendo das nossas inferioridades e limitações -, ninguém se retirar do mundo, como muito deles fizeram, ninguém se recolher a convento algum, mas no século permanecer, com bom humor, paciência e entusiasmo, fé no triunfo e absoluta confiança nas qualidades do homem, quaisquer que sejam as aparências. Combater sem agressividade, esperar sem se tornar passivo, acreditar haver saída para tudo, conservar-se na marcha geral, embora escolhendo seu próprio caminho e jamais esquecendo o seu rumo, abertos sempre a todas as ideias e acolhedores de todos os estímulos. Sem internas quebras, navegar ao que parece impossível sem desânimo, adiantar a tarefa sem temer o paradoxo, dar toda a eternidade a corrida do tempo, sem pressa, nunca cessando a marcha. E ver em todos os companheiros não um grupo que se guia, o que logo faz surgir hierarquias, mas o nosso amparo, o nosso incitamento: mestres, afinal, não discípulos.

1º de julho de 1986

Agostinho da Silva

Texto para Reflexão

Isso, sim, é uma chancela à ignorância!


Assisti recentemente a dois programas de entrevistas da Globo News (Entre Aspas, com Mônica Waldvogel, e Espaço Aberto, com Alexandre Garcia) que se propuseram a discutir a tal polêmica do livro didático “Por uma vida melhor” da professora Heloisa Ramos.
O formato dos dois programas é bem parecido: escolhe-se um tema que está tendo grande repercussão na mídia e convidam-se dois “especialistas” para debatê-lo. O jornalista conduz o debate, fazendo algumas contextualizações e problematizações.
Mônica Waldvogel debateu o tema com dois escritores, Cristóvão Tezza e Marcelino Freire, e Alexandre Garcia convidou Maria do Pilar Lacerda – Secretária de Educação Básica do MEC, que tem formação em História, e o senador Cristovam Buarque, com tem formação em Economia.
Lamentavelmente, o tema Educação Linguística é um daqueles em que os especialistas da área, pessoas com graduação em Letras e formação em Linguística Teórica e Aplicada (Mestrado e Doutorado), não são levados em conta no debate. Dos quatro convidados, nenhum era linguista, de fato. O único que apresentou saber técnico e estrito para debater a questão foi Cristóvão Tezza, que lecionou, por algum tempo, a disciplina de Introdução à Linguística, na UFPR. O interessante é que ele não foi apresentado como professor de português, mas sim como escritor. Achei muito estranho que os dois programas (e tantos outros da mídia brasileira) não tenham considerado a necessidade de um ouvir um especialista em Educação Linguística, e nem a própria autora do livro. É no mínimo uma incompetência de quem elaborou a pauta.
Quando digo que é preciso ouvir o especialista em Linguística (Teórica ou Aplicada), não estou dizendo que pessoas não formadas em Letras e com Pós-Graduação em outras áreas não sejam capazes de debater a questão. Até seria interessante ver o posicionamento de pessoas ligadas a outras áreas e setores da sociedade falando sobre o tema. O problema é que, em geral, quando o assunto é língua, o discurso dos não especialistas provém de uma matriz não científica.
Existem basicamente duas matrizes de discurso sobre as questões linguísticas. A primeira delas, com maior penetração na escola, na mídia e na sociedade em geral, origina-se dos estudos clássicos greco-latinos. Vigora-se nessa matriz uma visão normatizada de língua; concebe-se os estudos linguísticos, ou melhor, os estudos gramaticais, como um agente regulador da língua. Nesse caso, o especialista, o gramático, tem o papel de julgar, legitimar e promover as formas linguísticas que deverão ser aceitas como cultas, elegantes, corretas.
A segunda matriz de discurso sobre língua é bastante recente. A publicação póstuma do livro Curso de Linguística Geral, de Ferdinand de Saussure, em 1916, é tomada como marco inaugural de um novo modelo e método de investigação linguística. Segundo essa matriz, o papel do especialista em estudos linguísticos, o linguista, é descrever os fenômenos regulares que ele encontra no comportamento linguístico dos falantes/escreventes da língua. Diferentemente do gramático, o linguista não julga e nem prescreve comportamento verbal aos falantes/escreventes. Ele apenas descreve o objeto, como deve fazer o cientista. Quem julga e regulamenta comportamentos não adota o método científico.
Toda essa divagação é para dizer que a mídia e escola brasileira ainda têm o seu discurso sobre língua fundado numa matriz não científica, a da gramática tradicional. É impressionante o fato de que pessoas com um razoável capital intelectual, quando opinam sobre questões linguísticas, abrem mão do discurso científico, de uma percepção mais aprofundada da realidade, para enveredar pelo discurso da tradição e do senso comum. Fiquei meio decepcionado com a fala do senador Cristovam Buarque. Ele tem certos posicionamentos bastante interessantes, especialmente no que diz respeito a políticas públicas para educação. Mas a fala dele sobre Educação Linguística é um mar de senso comum. Vê-se que o nobre senador não teve a menor preocupação em se preparar minimamente para o debate. Poderia ter lido o que os documentos oficiais como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, PCNEM, PCN +) e Orientações Curriculares Nacionais (OCN) dizem sobre o tema. Também poderia ter lido o que alguns especialistas vêm dizendo sobre o assunto desde a década de 1980. Eis algumas sugestões de leitura (aos jornalistas e ao senhor senador) para um próximo debate sobre o tema:

ANTUNES, I. Aulas de português: encontro & interação. 2. ed. São Paulo: Parábola, 2003.
BAGNO, M. Dramática da língua portuguesa. São Paulo: Loyola, 2000.
______. (Org.). Norma linguística. São Paulo: Loyola, 2001.
______. A língua de Eulália. 11. ed. São Paulo: Contexto, 2001.
BORTONI-RICARDO, S. M. Variação linguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2003.
______. Nós cheguemu na escola. e agora? São Paulo: Parábola, 2005.
BUNZEN, C.; MENDONÇA, M. (Org.). Português no ensino médio e formação de professor. São Paulo: Parábola, 2006.
GERALDI, J. W. Linguagem e ensino: exercícios de militância e divulgação. Campinas: ALB/Mercado de Letras, 1996.
______. Portos de passagem. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
______ (Org.). Texto na sala de aula. 3 ed. São Paulo: Ática, 2002.
ILARI, R. A linguística e o ensino da língua portuguesa. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
POSSENTI, S. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado de Letras/Associação de leitura do Brasil, 1996.
SHERRE, M. M. Doa-se filhotes de poodle: Variação linguística, mídia e preconceito. São Paulo: Parábola, 2005.
SOARES, M. B. Linguagem e escola: uma perspectiva social. São Paulo: Ática, 1985.

A fala dos dois jornalistas é ainda mais carregada de senso comum. Não é de hoje que linguistas como Marcos Bagno (UNB), Sirio Poissenti (UNICAMP), Marta Scherre (UFRJ, UNB, UFES), Carlos Alberto Faraco (UFPR), só para citar alguns, vem denunciando o tratamento enviesado que mídia jornalística tem dado às questões linguísticas. Fiquei triste, mas não decepcionado com as colocações de Mônica Waldvogel e Alexandre Garcia. Eu realmente não esperava que fosse diferente.
Para ilustração, seguem alguns trechos da fala dos dois jornalistas que, vistas sob luz da Linguística moderna, soam como uma coletânea de obscurantismo medieval.

Vejam essa fala de Alexandre Garcia:

“Nesse livro, disse assim, que desde que o artigo esteja no plural o substantivo ou o verbo podem estar no singular, não importa a concordância. Eu me pergunto o seguinte: a escola não é um lugar que ensina pensar e pensar não demanda uma organização lógica, e a concordância não estimula a lógica no cérebro de um aluno? Eu tenho que pôr o verbo no plural, na terceira pessoa do plural, porque o objeto está no plural, porque o sujeito está no plural; o artigo tem que ir para o plural, tem que ser feminino se o sujeito é feminino. Isso demanda já trabalhar uma lógica. Se permite qualquer coisa, nós pega o peixe, e aí...”

Vejam se eu entendi as implicações teóricas da interrogação “A concordância não estimula a lógica no cérebro de um aluno?”. Isso quer dizer que o falante de uma língua com morfologia flexional abundante como o latim leva vantagem, em temos de ‘lógica cerebral’, sobre um falante do português, que por sua vez leva vantagem sobre um falante do inglês? É esse mesmo o arcabouço teórico que está por trás da fala do jornalista?

Na afirmação “Eu tenho que pôr o verbo no plural, na terceira pessoa do plural, porque o objeto está no plural”, de que língua ele está falando? Certamente não é do português.

Apresento a seguir algumas declarações e perguntas de Mônica Waldvogel:

“Ninguém fala o tempo todo segundo a regra culta. Mas caberia à escola aceitar outras variantes da língua indiferentes à regra gramatical? O jeito de falar do brasileiro, a forma como driblamos a norma, comemos os ‘s’ e desprezamos a conjugação dos verbos mostra uma língua viva ou uma gramática agonizante? Se a língua escrita, para ser compreendida, não aceita a falta de regras, é possível escrever direito sem falar em bom português? O poeta Fernando Pessoa, patriota da nossa língua, jamais condenou quem se expressava mal ou de forma incorreta, mas declarava seu ódio à página mal escrita, à ortografia errada, e explicava por quê: ‘Que não vê bem uma palavra, não vê bem a alma’ (Fernando Pessoa)”.
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_ Mas é uma gramática certa ou uma gramática errada? A gramática errada deve ser permitida na escola, ser aceita pela escola, ou não?

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Quem fala errado consegue escrever certo?

A interpretação que Mônica Waldvogel dá para o trecho do livro de Heloisa Ramos que despertou a polêmica é “super interessante”. A entrevistadora apresenta o fragmento do livro:

Mas eu posso falar ‘os livro’?
Claro que pode. Mas fique atento, porque dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico. Muita gente diz o que se deve o que não se deve falar e escrever, tomando as regras estabelecidas para a norma culta como padrão de correção de todas as formas linguísticas. O falante, portanto, tem de ser capaz de usar a variante adequada da língua para cada ocasião.

Na sequência, Waldvogel faz a seguinte paráfrase:

Trocando em miúdos, ela quer dizer você pode falar errado no seu ambiente a vontade porque afinal de contas você faz a escolha da língua que você quer falar, da maneira que você quer falar, mas convém aprender a norma culta ou alguém vai te dizer, você não serve pra esse emprego.

Qualquer aluno de graduação, que tenha feito a disciplina Introdução à Linguística, é capaz de rebater com razoável propriedade científica essas colocações.

Para finalizar, retomo uma expressão que o jornalista Alexandre Garcia usou, em uma das edições do Bom Dia Brasil, para rotular parte do conteúdo do livro da professora Heloisa Ramos. Garcia disse que isso é uma chancela à ignorância. A expressão foi, lamentavelmente, copiada e endossada por Lya Luft em seu artigo de Veja dessa semana (22 de maio de 2011). Vou dizer o que eu creio ser uma chancela à ignorância: repetir ladainhas do senso comum e se recusar a estudar o que a ciência linguística diz sobre o tema. Isso, sim, é uma chancela à ignorância, senhor Alexandre Garcia e senhoras Lya Luft e Mônica Waldvogel.

Sóstenes Lima
Professor de Linguística e Língua Portuguesa – UEG/UniEVANGÉLICA
Doutorando em Linguística - UNB
Links para assistir aos dois programas:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1512056-7823-ESCRITORES+FALAM+SOBRE+O+ENSINO+DA+LINGUA+PORTUGUESA+NO+BRASIL,00.html
http://g1.globo.com/videos/globo-news/jornal-globo-news/v/v/1512976/

Agostinho da Silva em Vida Conversável



"[...] São Francisco de Assis tinha uma qualidade que hoje voltamos a ver em vários grupos de pensadores. Quer dizer, ao passo que muita gente acha que o que há a fazer no mundo são as grandes obras, tomar medidas universais, lançar as ideologias que possam envolver todo o mundo, outros pensadores declaram que small is beautiful, que a beleza e a eficiência final residem nas pequenas coisas, que se possam ir fazendo no mundo. Então São Francisco de Assis aparece-nos dizendo à maneira dele que small is beautiful. Embora o small dele seja toda a vida e até mais do que a vida, porque por exemplo ele abençoa a morte e todas as coisas do mundo, a irmã água e o irmão luar e os bichos irmãos, etc., etc., etc."










trecho recolhido de SILVA, Agostinho. Vida conversável. Brasília: Núcleo de Estudos Portugueses; CEAM/UnB, 1994, p. 70

24 de maio de 2011

poétiCAS

“Agorapocalipse”

Agora fui
Agora estou
Agora fiquei

Agora ali
Agora aqui
Agora nunca

Agora era
Agora é
Agora sempre

Agora fala-se
Agora cala-se
Agora grita-se

Agora persiste-se
Agora insiste-se
Agora quiçá

Agora marca-se
Agora apaga-se
Agora manifesta-se

Agora há
Agora talvez
Agora acaba

Agora nasce-se
Agora vive-se
Agora definha-se

Agora parte-se
Agora chega-se
Agora jamais

Agora voa-se
Agora pousa-se
Agora pensa-se

Agora limitado
Agora enfim
Agora eternizado...

Escrito em Luanda, Angola, por Manuel Duarte d’Sousa, a 20 de Maio de 2011, em alusão ao “Eterno Agora”...em que vivemos, desde que vimos a luz do dia até ao dia em que voltamos a recolher e à consciência cósmica da central alma eterna...

23 de maio de 2011

Quiosque da CAS

(os textos assinados são da exclusiva responsabilidade dos seus autores)

Crise na Igreja (!)

LANCES E RELANCES, 4




«CRISE NA IGREJA» (!)

Eduardo Aroso
«Nós os vencidos do catolicismo

Nós os vencidos do catolicismo
que não sabemos já donde a luz mana
haurimos o perdido misticismo
nos acordes dos carmina burana

Nós que perdemos na luta da fé
não é que no mais fundo não creiamos
mas não lutamos já firmes e a pé
nem nada impomos do que duvidamos

Já nenhum garizim nos chega agora
depois de ouvir como a samaritana
que em espírito e verdade é que se adora
Deixem-me ouvir os carmina burana

Nesta vida é que nós acreditamos
e no homem que dizem que criaste
se temos o que temos o jogamos
«Meu deus meu deus porque me abandonaste?»

(Ruy Belo «A solidão dos filhos de Deus» )


«Crise na Igreja». Três palavras enormes. Li-as numa das paredes exteriores de um templo, como anúncio de encontro/colóquio. Algo surgiu em mim instantaneamente, embora esta palavra seja pouco propícia ao pensamento filosófico ou reflexivo. Todavia, o instantâneo pode não ser intuição, faculdade esta a que Bergson deu bastante luz e revestiu de uma mais alta compreensão, sobretudo no mundo académico.

O meu coração, intuitivamente, só não se amargurou por saber que Deus não tem crise e, assim, a frase só pode espelhar a crise da Igreja enquanto instituição, coisa aliás de importância secundária. A crise na Igreja pode ser sintoma de um modo de ser que oscila entre a conveniência da moda e o que, ao invés de ser afastado, urge doutrinalmente aproximar do público, pelo menos daquele que mostre inclinação para tal. Se assim não for, quanto a este último ponto, teremos muita ênfase na instituição e pouca no «corpo espiritual» de que falava S. Paulo, muito embora ele lá esteja, perene, irradiante e irradiando.

Este quadro, o da crise da Igreja como instituição (ou de qualquer escola de pensamento onde há, de facto, espírito) deve por certo ser considerado como, de tempos a tempos, cuidamos da nossa casa e porventura a arrumamos de modo diferente. Mas numa crise (!) da Igreja enquanto «ecclesia » ou «corpo místico», que está nos antípodas do efémero, só podemos admitir o absurdo de que o Criador está afectado também pela dita crise! Deus está entre e para além do primeiro e do último suspiro. Agostinho da Silva disse haver pessoas que, por tanto atribuírem importância ao diabo, acabam por desvalorizar Deus, expressão que pode ilustrar, com o humor sério e profundo do saudoso professor, o tema deste pequeno artigo.

Os modos de pensar e agir automáticos tomaram conta da sociedade, até em sectores onde era suposto não dever acontecer, dado o carácter intrínseco de permanência em grau considerável que doutrina e filosofia possuem, realidade que não choca com a frase camoniana «o mundo é composto de mudança», se interpretada no devido ponto. A verdade é que as grandes provas são, antes de mais, lançadas aos guardiões do sentido sagrado da Palavra, e só depois aos que a escutam. O Mestre sabia do que falava quando lançou o repto a Pedro que, afirmando sempre que jamais negaria o seu Senhor, acabou por negá-lo, por mais que uma vez. Afinal, tudo são passos no caminho da realização.

Sabemos que a crise portuguesa, no seu mais profundo sentido, tem pouco a ver com os últimos anos de governos e desgovernos, mas que é o desfecho irreversível de um ciclo que se iniciou com o Marquês de Pombal e que agora agoniza em toda a diversidade das instituições, realidade histórica esta que Joaquim Domingues, com o rigor que lhe assiste, tem assinalado nos últimos tempos. Quem se considera na medula da crise fica apenas na instituição ou ao sabor do mercado, ou então, internamente, é impelido a uma reviravolta (se a sua consciência o mortificar), e aí temos o sentido grego de crise como crescimento. Ou então há que escutar de novo «Bem -aventurados os que têm fome e sede de justiça».

Crise na Igreja ou Crise da Igreja? Crise da filosofia ou crise na filosofia? Crise da poesia ou crise na poesia? Um pretenso pensador internamente desorganizado não invalida a irradiância de um corpo de ideias estruturado; versos brejeiros não anulam um sublime poema de amor. Como os limos que crescem e se agarram às paredes húmidas, ao longo da História também os milenarismos têm agarrado conceitos diversos. No que actualmente vivemos, espera-se que não seja nenhuma teria económica a salvar doutrinas religiosas, filosofias e artes.

Eduardo Aroso

22 de maio de 2011

CAS cultural

ESTE VÍDEO MERECE SER ASSISTIDO DE PÉ! - (Vozes: Mercedes Sosa e Beth Carvalho )