30 de junho de 2011
CAS apoia biblioteca digital: domínio público
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:
www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes, conhecidos e alunos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!
principalmente aos nossos professores e alunos.
poétiCAS
que a vida não é uma sonata que,
para realizar a sua beleza,
tem de ser tocada até o fim.
Dei-me conta, ao contrário,
de que a vida é um álbum de mini-sonatas.
Cada momento de beleza vivido e amado,
por efêmero que seja,
é uma experiência completa
que está destinada à eternidade.
Um único momento de beleza e amor
justifica a vida inteira.
(Rubem Alves)
29 de junho de 2011
Ao amigo Conceição Silva
noutras terras com outras sementes
e cultiva suas flores em você e em mim.
esperando nossos brotos,
aguardando a primavera,
pois tem certeza de que
as nossas flores um dia vão nascer
em paz
e seu perfume vai se espalhar.
E será festa em cada coração
em que nascer a flor
plantada pelo Mestre com amor.
... lembro das tardes que passamos juntos
mas eu sei
que você está bem agora.
Só que esse ano o verão acabou
cedo demais.
(Lúcia Helena Sá)
28 de junho de 2011
In Memoriam: Revisitando o pensamento do professor José Luis Poças Leitão Conceição Silva
- nosso amigo e professor luso brasileiro -
José Luís Poças Leitão Conceição Silva
está na presença do Deus infinitamente eterno.

Os estudiosos do problema da fome declaravam no final do século XX (segundo milênio) que no século XXI a alimentação de toda a população mundial estaria garantida não só porque a produção de alimentos seria suficiente, mas também, que a sua distribuição equitativa estava garantida. Perspectiva que foi acordada amplamente pela Food and Agriculture Organization (FAO). Infelizmente, parece que está sucedendo precisamente o contrário.
O problema da fome em quase todo o mundo tende a agravar-se. Dos quase sete bilhões de habitantes a que em breve chegará a população mundial, pelo menos dois bilhões passam fome ou são mal alimentados. Esse extraordinário número de indivíduos se encontra, sobretudo, na África e na Ásia. Ao contrário da Europa e das Américas que têm alimentação farta e podem até mesmo exportar. No entanto, também ali mesmo, registram-se problemas por falta de poder de compra de alimentos, como, por exemplo, nos EUA onde cerca de trinta milhões de pessoas recorrem à distribuição de “sopa gratuita” para evitar ou, pelo menos, amenizar a fome.
Esse grave problema é, constantemente, analisado e discutido e propostas de solução são apresentadas. Contudo, não se chega jamais a uma solução definitiva. Parece mesmo que o velho Malthus tinha razão e acertou na sua previsão. Mas, em minha opinião (já publicada várias vezes) a solução existe podendo e devendo ocorrer a partir do Brasil.
Essa posição é sustentada por um estudo experimentado e exposto no livro Manejo Ecológico do Solo (1979) da professora Ana Primavesi. Grande mestra no estudo da agronomia que antes de morrer publicou uma espécie de Relatório no qual se queixava da total falta de iniciativa por parte do Governo e dos órgãos técnicos especializados em tentar, de qualquer maneira, levar à prática a sua proposta, provando que sua adoção em todo o mundo acabaria, definitivamente, com o problema da fome.
Eu tentei de várias formas conseguir alguém com condições para praticar essa nova tecnologia e que se interessasse pelo assunto, mas também não consegui qualquer apoio. Contatei com diversas organizações desde o “Movimento dos Sem Terra” (MST) ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), mas nada consegui. Agora, no entanto, como a idade e o estado de saúde já não me vão permitir ir para o campo e orientar um grupo de trabalhadores interessados no novo processo usando a tecnologia estudada por Ana Primavesi, resolvi expor aqui o melhor que puder, resumidamente, o esquema de trabalho a realizar e tentar a divulgação e a sua publicação no MIL, mantendo, assim, a esperança de iniciar a salvação da humanidade, riscando de seu destino a miséria provocada pela fome. Na tecnologia proposta por Ana Primavesi, dispensa-se o uso de mecanização pesada, agrotóxicos e monocultura em áreas grandes.
Um grupo de agricultores (mais de 4) trabalhando coletiva e comunitariamente executará o projeto. Não haverá “patrão” comandando (um trabalho executado por um grupo de trabalhadores comandados por um patrão é uma prática que lembra a escravatura). O solo será cavado com enxada até uns 15 cm de profundidade e ajuntado para formar camalhões (canteiros) com o máximo de largura de 1,8 metros (180 cm) considerando-se 1,6 metros (160 cm) a área produtiva. O camalhão terá cerca de 35 a 40 centímetros de altura.
A análise do solo levará à necessidade de juntar minerais (não industrializados) e matéria orgânica. Para garantir a fertilidade os camalhões serão irrigados. Ana Primavesi diz no seu livro que um solo assim preparado terá por área de 0,3 metros quadrados (30 decímetros quadrados) e 50 centímetros de profundidade, cerca de 5 trilhões de microorganismos. São eles que garantem a fertilidade. Todo o camalhão será povoado de minhocas cujo número deverá atingir, antes de um ano de trabalho, 400 a 500 por metro quadrado. Toda a matéria orgânica se transformará em húmus de minhoca. As minhocas aproveitarão, também, as raízes e restos das plantas produzidas, em húmus.
Deve, ainda, juntar-se matéria orgânica vinda de fora, sobretudo lixo orgânico de povoações, para garantir a abundância desse ótimo fertilizante. No camalhão serão plantadas todas as espécies de vegetais adaptados ao clima da região e de acordo com o plano de exploração desejado pelos produtores. Como toda a superfície do camalhão tem o mesmo grau de fertilidade, as plantas, até mesmo árvores e arbustos, serão plantadas o mais perto possível, respeitando apenas a incidência do sol. Do que for produzido, uma parte será para o consumo humano (alimento) e outra para a pecuária. O que restar será para as minhocas.
Admite-se, e tentará provar-se, que a produção nos camalhões poderá ser até dez vezes maior do que de uma área igual cultivado pelo sistema tradicional. Pode concluir-se que, com esta tecnologia, a produção mundial de alimentos que hoje poderá atingir no máximo 8 bilhões de pessoas, alimentará mais de 20 bilhões, mesmo que a área utilizada se reduza a metade da atual. Porém, acredito que muito dificilmente a população mundial poderá atingir este número por razões de dificuldades de povoamento diferentes das da alimentação.
A História de Portugal por Helena Sanceau
Uma das funções da História é assinalar os fatos memoráveis e os exemplos para o presente e futuro. É por estes argumentos que sempre insisto em vos recontar algo do passado.
Na sua obra «Capitães do Brasil» , a escritora inglesa Helena Sanceau, apresenta-nos um quadro sugestivo da epopeia portuguesa em remotas paragens:
«De um lado do Atlântico vemos um pequeno reino agrícola, cuja população era inferior a 2 milhões, mas chegava para lavrar os seus campos. Este pequeno reino, que não possuía riquezas nenhumas, toma a seu cargo a guarnição de seis ou sete praças fortes em Marrocos, mantém uma cadeia de fortalezas e entrepostos comerciais desde África até ao Extremo Oriente, domina o Oceano Índico com seus navios, funda um estado junto da costa indiana e impõe o tributo a uma dúzia de reis hindus. E por uma forma ou por outra consegue fazer isto tudo».
Uma nação completamente ocupada com uma tarefa, acrescenta a escritora, que poderíamos mesmo dizer, demasiado pesada para o poder do Homem! E pergunta Sanceau:
Fonte de informação
26 de junho de 2011
Lucubrações Lusófonas
Estando a trabalhar, às altas horas, as ideias foram acontecendo e correndo a uma velocidade alucinante, verdadeiras lucubrações.
O dia de S. João fez-me recordar a minha cidade natal, o Porto, onde esta festa acontece efusivamente.
Perto desta cidade está Guimarães, onde a Batalha de S. Mamede foi ganha no dia De S. João.
Aí começou Portugal, aí começaram as Festas. Aí começou a Lusofonia.
No entanto, meu coração noturno e inquieto sentiu “tiraram a lusofonia da lusofonia”.
A tiraram
O meu sono era grande, tanto lia da esquerda para a direita como da direita para esquerda, vi então esta expressão ao contrário
Mara Rita
Este nome significa Severa Alegre. Este parecia o estado do meu coração constrangido com a perda desse espírito entre muitos.
Ah, como eu queria que não fosse assim, para que a alegria pudesse estar em primeiro lugar. Para isso bastava colocar os pontos nos is e os is. E ficou
Maria Rita
Mas isso é o que este nome significa: a primeira na alegria.
Lusofonia, Porto, S. João, Maria Rita, foi inevitável lembrar-me da canção do grupo angolano Duo Ouro Negro, onde Maria Rita me pareceu a lusofonia personificada. Aproveitem e vejam imagens bonitas da minha cidade.