2 de julho de 2011

Informe da CAS

Falece, hoje, a 2 de julho, Itamar Franco que assumiu a Presidência da República em 1992, após impeachment de Collor. Itamar Franco foi um dos promotores da CPLP junto com o amigo mineiro José Aparecido de Oliveira, ex-Embaixador do Brasil em Lisboa.

poétiCAS

José Lourenço
1 de julho de 2011 12:04

Aqui reside o sentido mais apurado da civilização que nós humanos buscamos;

"Por este rio acima
isto que é de uns
Também é de outros
Não é mais nem menos
Nascidos foram todos
Do suor da fêmea
Do calor do macho
Aquilo que uns tratam
Não hão-de tratar
Outros de outra coisa
Pois o que vende o fresco
Não vende o salgado
Nem também o seco
Na terra em harmonia
Perfeita e suave
das margens do rio
Por este rio acima:
intemporal, até ao dia que se saiba que isto que é de uns, também é de outros ...

CAS em convergência lusitânia

Tereza Salgueiro "Por este Rio acima" MATRIZ com Lusitânia Ensemble
Música e Letra: Fausto Bordalo Dias Arranjo, Jorge Varrecoso Gonçalves







A irreverência do Maestro Jorge Antunes no cenário polítco de Brasília

O DVD com a minha ópera de rua Auto do Pesadelo de Dom Bosco, em sua primeira versão de 2010, ficou com qualidade excepcional. Ele foi gravado em 12 de março do ano passado no câmpus da Universidade de Brasília.
Em 29 de maio último foi filmada, com 4 câmeras, a apresentação da nova versão na cidade de Planaltina, DF. Nessa nova versão são acrescentados dois novos personagens. O trabalho de edição e legendagem desse novo vídeo está sendo realizado. Estará pronto em agosto, quando o divulgarei.
Para mostrar minha produção musical e minhas ideias tenho pirateado a mim mesmo. Assim, alegro-me quando outros piratas se apossam do meu trabalho para difundí-lo.
Como aperitivo do novo vídeo profissional que vem por aí, divulgo aqui cenas de filmagem amadorística que descobri na internet.
O blog Gamalivre colocou no Youtube algumas cenas da ópera de rua, filmadas na apresentação de 5 de junho de 2011, no Gama.

Ária do réu
Reverendo Junior Embromelli (Timm Martins, barítono)
http://www.youtube.com/watch?v=5AhHujjv6vY&feature=related

Ária da ré
Bruxa Ouvides Grito (Karina Martins, soprano)
http://www.youtube.com/watch?v=uLpguineoh4&feature=player_embedded#at=15

Ária do réu
Reverendo Benedictus Dormindo (Felipe Delfino, barítono)
http://www.youtube.com/watch?v=5Xw2jLVuQSk&NR=1

Ária do réu
Vassalo O Vilão Aires (Gabriel Estrela, tenor)
http://www.youtube.com/watch?v=omnGCfHAjc8&NR=1

Duo em órganum da Princesa-Vampira Jaqueladra Horroriz (Natasha Salles, soprano)
e do Pajem Mano-a-Mano El Neto (Jorge Bruno, barítono)
http://www.youtube.com/watch?v=xMOjdlH7qCo&NR=1

Ária do réu
Vassalo Rogê Rolices (Reuler Ferreira, tenor)
http://www.youtube.com/watch?v=I_bqriLuLUU&feature=related

Ária do Veredito Final do Juiz Voxprópolis (baixo-barítono Hugo Lemos)
http://www.youtube.com/watch?v=ptPBNSDJ6vk&NR=1

Conceição Silva, 93 anos

(Correio Braziliense/Brasília, sexta-feira, 1º de julho de 2011. Cidades. 23)
Divulgação: Luiz Filipe Barcelos (neto do professor Conceição Silva)

CAS cultural - Ieda Vilas-Bôas

Com imenso orgulho, a CASA AGOSTINHO DA SILVA compartilha com os amigos da CAS que a professora Ieda Vilas-Bôas estará apresentando, de 19 a 27 de julho, trabalho em Huancayo-Perú com o título de:


TEMPO DE LER - A LEITURA DA LITERATURA NA ESCOLA



Neste Congresso, a estudiosa e pesquisadora da obra de Cora Coralina receberá o Título de Cidadã Honrosa de Huancayo-Peru

1 de julho de 2011

Homenagem da UnB ao Professor Conceição Silva

A CASA AGOSTINHO DA SILVA, desde sua constituição, tem como prioridade fazer constante a divulgação e o resgate da memória cultural e intelectual de personalidades lusófonas que chegaram à UnB no período de sua criação. Os intelectuais que estiveram em Brasília ofereceram a essa instituição de ensino superior feição inovadora no que tange até mesmo à transformação das mentalidades intelectuais brasileiras.

A homenagem justa da UnB ao professor Conceição Silva é uma mostra de que ainda é possível dizer: a Universidade de Brasília nasceu para ser a melhor das universidades brasileiras porque em seu quadro inicial de professores e diretores foi formado por intelectuais da estirpe de um Agostinho da Silva, Eudoro de Sousa, Ciro dos Anjos, Darcy Ribeiro, Santiago Naud, José Leite Lopes e José Luís Poças Leitão Conceição Silva. É o professor Conceição Silva presidente honorário da Casa Agostinho da Silva.

HOMENAGEM/UnB - 30/06/2011



Pioneiro do extinto Centro Brasileiro de Estudos Portugueses da UnB, o docente lusitano dedicou a vida à justiça social no campo e à integração entre Brasil e Portugal

João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB




A luta de José Luís Poças Leitão Conceição e Silva por justiça social no campo e pela integração entre Brasil e Portugal chegou ao fim na manhã da última terça-feira, 28 de junho. Pioneiro do extinto Centro Brasileiro de Estudos Portugueses (CBEP) da UnB, o professor Conceição morreu aos 93 anos em Brasília, cidade que adotou como lar há mais de 40 anos, quando deixou sua terra natal. Ele estava internado desde a última sexta-feira em consequência de complicações pulmonares.
A chegada do docente lusitano ao Brasil ocorreu em 16 de maio de 1967. Naquele dia, Conceição desembarcou em Brasília com mais seis familiares: esposa, quatro filhos menores de idade e o sogro. A vinda para o país sul americano surgiu do convite do filósofo lusitano Agostinho da Silva, fundador do CBEP da UnB. Logo que chegou à capital, Conceição assumiu a direção-executiva do antigo centro.
Professor pioneiro da UnB, José Santiago Naud lembra que a vinda do amigo foi um presente para a universidade. “Ele saiu de Portugal na época do regime autoritário de Salazar, que não deixou espaços para o pensamento libertário”, conta. “Ao lado de Agostinho e Eudoro (de Sousa), Conceição nos presenteou com uma interpretação única da arte portuguesa durante o Renascentismo”, completa.



Arquivo pessoal Professor Conceição com os quatro filhos, nos primeiros anos de Brasília


A passagem pela UnB teve um intervalo em 1972, com a demissão por motivos políticos e ideológicos. Influenciado pelo pensamento Marxista, Conceição teve uma história de dedicação à emancipação rural em Portugal e no Brasil. Em 1989, por recomendação do reitor Cristovam Buarque, ele entrou com um processo de reintegração à universidade com base na anistia concedida na Constituição de 1988.
Um dos trabalhos mais conhecidos do professor é a interpretação dos painéis de Nuno Gonçalves, pintor lusitano do século XV, publicados no livro Os Painéis de Dom Afonso V e o Futuro do Brasil. Mas o professor Conceição não se dedicou apenas à escrita. Conhecido pela versatilidade, ele também atuou como matemático, violinista, tenista, entre outras atividades. “Era um militante de diversas áreas”, conta Santiago.



ÚLTIMA ENTREVISTA – A UnB Agência fez a última entrevista concedida por Conceição. Em meados de abril deste ano, ele recebeu repórter e fotógrafo na sala do apartamento onde viveu com a esposa, Dona Celestina, na Asa Norte. Ali, com a ajuda da companheira, o docente relatou episódios que marcaram sua rica trajetória dentro e fora do país, como o que inspirou a música Refazenda, de Gilberto Gil.
Na ausência do trabalho acadêmico após a demissão da UnB, Conceição e os amigos Roberto Pinho e Luiz Pontual decidiram comprar uma fazenda próximo à Luziânia (GO) para a produção de alimentos e pesquisas tecnológicas: a Fazenda Guariroba. “Lá tinham duas casas onde ficavam os trabalhadores da propriedade e uma exuberante área verde espalhada pelos seus 1.300 hectares”, contou Conceição.
A fartura de Guariroba – palmeira nativa do Cerrado – era uma das marcas da propriedade. “Era uma área muito bonita e agradável”, ressaltou Conceição. Amigo de Roberto Pinho, o cantor Gilberto Gil fez uma visita à propriedade em meados da década de 1970. “Ele ficou impressionado com a beleza do lugar e com a proposta alternativa que tínhamos", lembrou Conceição. Com o violão a tiracolo, o músico acabou compondo os versos de Refazenda durante a visita:

“(...) Refazendo tudo;
Refazenda;
Refazenda toda;
Guariroba (...)”.

Assim como a propriedade de Conceição e companhia deixou saudades no compositor baiano, a morte do professor conhecido pelos poucos sorrisos, mas pela imensa capacidade de se relacionar deixou saudades nos familiares, amigos e admiradores. “Conceição nunca vai morrer. Para a felicidade de todos, seu pensamento ficará para sempre”, conclui o professor e amigo José Santiago Naud.

(UnB Agência)