2 de julho de 2011
poétiCAS
1 de julho de 2011 12:04
Aqui reside o sentido mais apurado da civilização que nós humanos buscamos;
"Por este rio acima
isto que é de uns
Também é de outros
Não é mais nem menos
Nascidos foram todos
Do suor da fêmea
Do calor do macho
Aquilo que uns tratam
Não hão-de tratar
Outros de outra coisa
Pois o que vende o fresco
Não vende o salgado
Nem também o seco
Na terra em harmonia
Perfeita e suave
das margens do rio
Por este rio acima:
intemporal, até ao dia que se saiba que isto que é de uns, também é de outros ...
CAS em convergência lusitânia
Música e Letra: Fausto Bordalo Dias Arranjo, Jorge Varrecoso Gonçalves
A irreverência do Maestro Jorge Antunes no cenário polítco de Brasília
Em 29 de maio último foi filmada, com 4 câmeras, a apresentação da nova versão na cidade de Planaltina, DF. Nessa nova versão são acrescentados dois novos personagens. O trabalho de edição e legendagem desse novo vídeo está sendo realizado. Estará pronto em agosto, quando o divulgarei.
Para mostrar minha produção musical e minhas ideias tenho pirateado a mim mesmo. Assim, alegro-me quando outros piratas se apossam do meu trabalho para difundí-lo.
Como aperitivo do novo vídeo profissional que vem por aí, divulgo aqui cenas de filmagem amadorística que descobri na internet.
O blog Gamalivre colocou no Youtube algumas cenas da ópera de rua, filmadas na apresentação de 5 de junho de 2011, no Gama.
Ária do réu
Reverendo Junior Embromelli (Timm Martins, barítono)
http://www.youtube.com/watch?v=5AhHujjv6vY&feature=related
Ária da ré
Bruxa Ouvides Grito (Karina Martins, soprano)
http://www.youtube.com/watch?v=uLpguineoh4&feature=player_embedded#at=15
Ária do réu
Reverendo Benedictus Dormindo (Felipe Delfino, barítono)
http://www.youtube.com/watch?v=5Xw2jLVuQSk&NR=1
Ária do réu
Vassalo O Vilão Aires (Gabriel Estrela, tenor)
http://www.youtube.com/watch?v=omnGCfHAjc8&NR=1
Duo em órganum da Princesa-Vampira Jaqueladra Horroriz (Natasha Salles, soprano)
e do Pajem Mano-a-Mano El Neto (Jorge Bruno, barítono)
http://www.youtube.com/watch?v=xMOjdlH7qCo&NR=1
Ária do réu
Vassalo Rogê Rolices (Reuler Ferreira, tenor)
http://www.youtube.com/watch?v=I_bqriLuLUU&feature=related
Ária do Veredito Final do Juiz Voxprópolis (baixo-barítono Hugo Lemos)
http://www.youtube.com/watch?v=ptPBNSDJ6vk&NR=1
Conceição Silva, 93 anos
Divulgação: Luiz Filipe Barcelos (neto do professor Conceição Silva)
CAS cultural - Ieda Vilas-Bôas
Com imenso orgulho, a CASA AGOSTINHO DA SILVA compartilha com os amigos da CAS que a professora Ieda Vilas-Bôas estará apresentando, de 19 a 27 de julho, trabalho em Huancayo-Perú com o título de:1 de julho de 2011
Homenagem da UnB ao Professor Conceição Silva
HOMENAGEM/UnB - 30/06/2011
João Campos - Da Secretaria de Comunicação da UnB

A luta de José Luís Poças Leitão Conceição e Silva por justiça social no campo e pela integração entre Brasil e Portugal chegou ao fim na manhã da última terça-feira, 28 de junho. Pioneiro do extinto Centro Brasileiro de Estudos Portugueses (CBEP) da UnB, o professor Conceição morreu aos 93 anos em Brasília, cidade que adotou como lar há mais de 40 anos, quando deixou sua terra natal. Ele estava internado desde a última sexta-feira em consequência de complicações pulmonares.
A chegada do docente lusitano ao Brasil ocorreu em 16 de maio de 1967. Naquele dia, Conceição desembarcou em Brasília com mais seis familiares: esposa, quatro filhos menores de idade e o sogro. A vinda para o país sul americano surgiu do convite do filósofo lusitano Agostinho da Silva, fundador do CBEP da UnB. Logo que chegou à capital, Conceição assumiu a direção-executiva do antigo centro.
Professor pioneiro da UnB, José Santiago Naud lembra que a vinda do amigo foi um presente para a universidade. “Ele saiu de Portugal na época do regime autoritário de Salazar, que não deixou espaços para o pensamento libertário”, conta. “Ao lado de Agostinho e Eudoro (de Sousa), Conceição nos presenteou com uma interpretação única da arte portuguesa durante o Renascentismo”, completa.
Arquivo pessoal
Professor Conceição com os quatro filhos, nos primeiros anos de Brasília
A passagem pela UnB teve um intervalo em 1972, com a demissão por motivos políticos e ideológicos. Influenciado pelo pensamento Marxista, Conceição teve uma história de dedicação à emancipação rural em Portugal e no Brasil. Em 1989, por recomendação do reitor Cristovam Buarque, ele entrou com um processo de reintegração à universidade com base na anistia concedida na Constituição de 1988.
Um dos trabalhos mais conhecidos do professor é a interpretação dos painéis de Nuno Gonçalves, pintor lusitano do século XV, publicados no livro Os Painéis de Dom Afonso V e o Futuro do Brasil. Mas o professor Conceição não se dedicou apenas à escrita. Conhecido pela versatilidade, ele também atuou como matemático, violinista, tenista, entre outras atividades. “Era um militante de diversas áreas”, conta Santiago.
ÚLTIMA ENTREVISTA – A UnB Agência fez a última entrevista concedida por Conceição. Em meados de abril deste ano, ele recebeu repórter e fotógrafo na sala do apartamento onde viveu com a esposa, Dona Celestina, na Asa Norte. Ali, com a ajuda da companheira, o docente relatou episódios que marcaram sua rica trajetória dentro e fora do país, como o que inspirou a música Refazenda, de Gilberto Gil.
Na ausência do trabalho acadêmico após a demissão da UnB, Conceição e os amigos Roberto Pinho e Luiz Pontual decidiram comprar uma fazenda próximo à Luziânia (GO) para a produção de alimentos e pesquisas tecnológicas: a Fazenda Guariroba. “Lá tinham duas casas onde ficavam os trabalhadores da propriedade e uma exuberante área verde espalhada pelos seus 1.300 hectares”, contou Conceição.
A fartura de Guariroba – palmeira nativa do Cerrado – era uma das marcas da propriedade. “Era uma área muito bonita e agradável”, ressaltou Conceição. Amigo de Roberto Pinho, o cantor Gilberto Gil fez uma visita à propriedade em meados da década de 1970. “Ele ficou impressionado com a beleza do lugar e com a proposta alternativa que tínhamos", lembrou Conceição. Com o violão a tiracolo, o músico acabou compondo os versos de Refazenda durante a visita:
“(...) Refazendo tudo;
Refazenda;
Refazenda toda;
Guariroba (...)”.
Assim como a propriedade de Conceição e companhia deixou saudades no compositor baiano, a morte do professor conhecido pelos poucos sorrisos, mas pela imensa capacidade de se relacionar deixou saudades nos familiares, amigos e admiradores. “Conceição nunca vai morrer. Para a felicidade de todos, seu pensamento ficará para sempre”, conclui o professor e amigo José Santiago Naud.
(UnB Agência)

