7 de julho de 2011

Informe da CAS

FÁBIO BORGES DA SILVA

convida para a defesa de dissertação de mestrado sobre a literatura de João Guimarães Rosa.

O REAL DAQUELA TERRA:
no tempo em que tudo era falante no inteiro dos Campos Gerais
DATA: 15/07/11
HORÁRIO: 14 horas.
LOCAL: Auditório Agostinho da Silva (Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília/TEL – ICC, B1, Ala Centro, Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília, DF)

5 de julho de 2011

Solidariedade ou conformismo?

"O perigo destes alertas é que nos adormeçam porque felizmente vivemos muito melhor do que todos os fotografados, nos felicitemos por isso e fiquemos paralisados no que é mais importante: contribuir de alguma maneira para que sejam minimizadas em todo o mundo as situações denunciadas.

Afinal, este email fala em solidariedade, mas, depois, é muito mais um apelo à caridade do que um incentivo à luta. Convida ao conformismo com o que temos porque há milhões de outros que nada têm que olhar em redor.

Que este email não conduza à inércia de deixar correr, mas que nos obrigue a refletir sobre o que está ao nosso alcance para não sermos apenas um ponto de vista. E agirmos em conformidade."

Amândio Silva (Presidente da Associação Mares Navegados)


________________________________

"Solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos apenas pontos de vista."
(Votado como o melhor e-mail deste ano).

Você se acha infeliz?














Você acha que seu salário é baixo?














Você acha que tem poucos amigos?




















Você acredita que seu trabalho é exaustivo?













Você reclama sobre o seu sistema de transporte?















A vida é injusta com você?





















Aproveite a sua vida como ela é. E lembre de sempre agradecer a Deus por tão grande generosidade e misericórdia.Existem muitas coisas na vida que irão surpreender os seus olhos mas poucas coisas irão surpreender o seu coração...
Este email precisa circular sempre...

























































CAS noticia

A Casa Agostinho da Silva lamenta o falecimento de Otto von Habsburg.

Retransmitimos a notícia que nos chegou da equipa MVASM (www.expresso.pt)
5 de julho de 2011
A equipa do MVASM não poderia deixar de prestar esta homenagem a quem contribuiu para divulgar o acto de Aristides de Sousa Mendes.

Otto von Habsburg estava destinado a ser rei da Áustria, da Hungria, da actual República Checa, da Croácia, da Eslovénia, da Eslováquia, e da Bósnia-Herzegovina. No entanto, as convulsões e as guerras na Europa, assim o não permitiram e, em 1961, renuncia a todas as suas pretensões monárquicas e declara-se "um leal cidadão da república".
1940 - Fragmento de um visto de trânsito emitido por Aristides de Sousa Mendes
Mémorial de la Shoah - Musée Centre de Documentation Juive Contemporaine Nascido em 1912, Franz Joseph Otto Robert Maria Anton Karl Max Heinrich Sixtus Xavier Felix Renatus Ludwig Gaetan Pius Ignatius, designado como arquiduque Otto, filho do Imperador Carlos I, trazia a promessa de um grande futuro à Casa Real.
No entanto, com a Primeira Grande Guerra dá-se o desmembrar do império austro-húngaro e a família real é obrigada a exilar-se, na Madeira, durante algum tempo. Otto tinha, então, sete anos.
O tempo vai passando e a restauração da monarquia na Áustria e na Hungria parecia cada vez mais distante. É, em 1938, com a anexação da Áustria pela Alemanha nazi que terminam as expectativas de uma possível restauração.
A família von Habsburg está, novamente, a caminho do exílio; primeiro a Bélgica e, depois, a França. Mas, com a ocupação da França pelos nazis e a assinatura do armistício, os von Habsburg são obrigados, em Junho de 1940, a escolher, mais uma vez, um novo país de acolhimento.
Portugal foi o destino eleito e, com os vistos passados por Aristides de Sousa Mendes, então cônsul de Portugal em Bordéus, os vários membros da família real conseguem chegar salvos ao nosso país, onde permanecem por vários anos.
Após o final da guerra, Otto von Habsburg viria a viver, durante vários anos, em França e em Espanha. Em 1971, é eleito deputado europeu, pelo partido da direita bávara - o CSU, ocupando o cargo durante vinte anos, até 1999.
Otto von Habsburg morreu a 4 de Julho de 2011, com 98 anos.
O MVASM presta-lhe homenagem pela forma como, ao longo dos anos, contribuiu para a divulgação do acto de Aristides de Sousa Mendes.
(Fonte: RTP - Rádio Televisão Portuguesa)

Para conhecer a obra de Aristides Sousa Mendes, visitar o MUSEU VIRTUAL ARISTIDES SOUSA MENDES
http://aeiou.expresso.pt/museu-virtual-aristides-de-sousa-mendes=s25139#ixzz1RF7R2l2y

A língua portuguesa


Nossa Língua portuguesa: imaginem explicar isto para um estrangeiro...


Pergunta: Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão: No frigir dos ovos?

Resposta:
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida, seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos.
Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal, não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas, como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente. Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha não. O pepino é só seu e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal, pimenta nos olhos dos outros é refresco…
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda...
(Autor: Guaraci Neves)

4 de julho de 2011

Do Agostinho em torno do Pessoa

Poema único de Bernardo Soares

Vida foi gratuita e pobre
quando se apanhava fruta
ou se catavam raízes
ou tola caía fruta

depois a pagou bem caro
escravo ou funcionário
nem tempo para pensar
porquê tão triste fadário

mas outro tempo virá
de vida gratuita e boa
para comer regalado
e ler Fernando Pessoa.


(recolhido de SILVA, Agostinho da. Do Agostinho em torno do Pessoa. Lisboa: Ulmeiro, 1997, p. 15.)

3 de julho de 2011

CARITAS

INCA - URGENTE - Instituto Nacional do Câncer

Quem tiver contatos no Rio de Janeiro, por favor, retransmitir a mensagem. É importante.
O INCA - Instituto Nacional do Câncer - fica na Praça da Cruz Vermelha - 23, no Centro do Rio).

O Instituto Nacional do Câncer - INCA - está precisando urgentemente de doadores de sangue.
O banco de sangue está quase vazio e o Hospital enfrenta dificuldades, até para marcar cirurgias, muitas vezes, precisando recorrer a outros bancos de sangue da cidade que, também, passam pela mesma dificuldade: falta de doadores.
A transfusão de sangue para pessoas com câncer é muito importante.
Sem ela, muitos pacientes não conseguiriam sobreviver aos tratamentos que envolvem drogas pesadas.
Para doar, basta chegar na portaria do Hospital com sua carteira de identidade ou qualquer documento similar, apresentando-se como doador.

NÃO vá em jejum, alimente-se de coisas leves e não gordurosas (evite derivados de leite), evite o álcool por pelo menos 12 horas.
Você deve estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 60 anos e pesar 50kg ou mais.
É uma causa importante, todos podem colaborar de alguma maneira.
ENDEREÇOS - RJ:

RIO DE JANEIRO

Hospital Universitário Graffree e Guinle
Rua Mariz e Barros, 775 -Tijuca - Rio de Janeiro - RJ CEP: 22290-240
Hospital Mário Kroeff - Associação Brasileira de Assistência ao Câncer Rua Magé, nº326 - Penha Circular - Rio de Janeiro-RJ
CEP 21020-130
Instituto Nacional de Câncer - INCA - Hospital do Câncer I
Pça. Cruz Vermelha, 23 - Centro - Rio de Janeiro - RJ CEP: 20230-130


Instituto Nacional de Câncer - INCA - Hospital do Câncer II
Rua Equador, 831 - Santo Cristo - Rio de Janeiro-RJ
CEP 20220-410

Instituto Nacional de Câncer - INCA - Hospital do Câncer III
Rua Visconde de Sta. Isabel, 274 - Vila Isabel -Rio de Janeiro-RJ
CEP 20560-120

Hospital Universitário Clementino Fraga Filho-UFRJ
Avenida Brigadeiro Trompowski, s/n - Ilha do Fundão - Rio de Janeiro–RJ
CEP 21949-900

Hospital Universitário Pedro Ernesto - UERJ
Avenida 28 de setembro, 77 - Vila Isabel - Rio de Janeiro-RJ
CEP 20555-030

Instituto de Hematologia do RJ - Hospital de Hematologia - HEMORIO
Rua Frei Caneca, 8 - Centro - Rio de Janeiro-RJ
CEP 20211-030


Volta Redonda
Radiclin
Rua 26, nº3 - Vila Santa Cecília - Volta Redonda-RJ
CEP 27260-270
RIO DE JANEIRO

Campos
Hospital Geral Dr. Beda - Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia LTDA.
Rua Conselheiro Otaviano, 129 - Centro - Campos-RJ
CEP 28010-272

Clínica Santa Maria Ltda.
Rua Conselheiro Otaviano, 195 - Centro - Campos-RJ
CEP 28010-140

Niterói
Hospital Universitário Antonio Pedro - UFF
Rua Marques do Paraná, 303 - Centro - Niterói-RJ
CEP 24030-210

Nova Iguaçu
Hospital Universitário de Nova Iguaçu
Avenida União, 673 - Nova Iguaçu–RJ
Instituto Oncológico Ltda.
Rua Dr. Barros Junior, 1135 - Nova Iguaçu-RJ
CEP 26215-070

2 de julho de 2011

Fernando Pessoa também escreveu argumentos de cinema

De Lisboa, Jorge da Paz Rodrigues informa novidades sobre Fernando Pessoa



Sob o rótulo Film Arguments, Fernando Pessoa deixou escritos e datilografados argumentos cinematográficos em três línguas que só agora serão publicados em Portugal, bem como planos para criar uma produtora de cinema, a Ecce Film, e o respectivo logótipo.
Com edição, introdução e tradução de Patrício Ferrari e Claudia J. Fischer, todos esses textos de Pessoa directamente relacionados com cinema, inéditos em Portugal, foram pela primeira vez reunidos num volume intitulado “Argumentos para Filmes”, que chega a 08 de Julho às livrarias, no âmbito da colecção “Obras de Fernando Pessoa”, coordenada por Jerónimo Pizarro e publicada pela Ática, chancela da Babel.
Aí se podem encontrar seis argumentos cinematográficos incompletos da autoria de Fernando Pessoa, “quase certamente escritos ainda na época do cinema mudo”, indicam os autores da obra no prefácio.
Quatro dos argumentos, “todos datáveis da década de 1920”, foram escritos em inglês – um deles com diálogos em português –, com indicações como “Nota para um ‘thriller’ disparatado. Ou para um filme” ou “Meio plano para peça ou filme.”
Os outros dois, “de data posterior a 1917” e redigidos em francês, já foram publicados, sim, mas apenas em França, em 2007, num pequeno opúsculo da Pléiade, juntamente com a tradução francesa de dois dos argumentos ingleses, e terão agora a respectiva tradução em português.
À Lusa, Claudia J. Fischer, professora e investigadora do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, disse que embora tais argumentos cinematográficos não tenham até agora sido transcritos e traduzidos para português, presume que “já houvesse há algum tempo conhecimento da sua existência no espólio” de Fernando Pessoa (1888-1935).
“É espantoso” que tais textos não tenham ainda sido divulgados em Portugal, tendo em conta o grande número de estudiosos da obra do poeta que já teve acesso à sua famosa arca de papéis, observou a co-autora deste livro, acrescentando que “além destes, há ainda outros textos que nunca foram publicados, contrariamente à ideia que existe de que tudo do Fernando Pessoa já está publicado”.
“Provavelmente, nunca foram levados muito a sério, porque são fragmentados, não são muito completos. Nunca chegou, ele próprio, a avançar com uma proposta de publicação, porque não teriam ainda a sua forma definitiva. Penso que será por isso”, sustentou.
O que Claudia J. Fischer e Patricio Ferrari acharam “particularmente fascinante” nestes argumentos ou planos para argumentos de filmes foi o facto de eles refutarem a tese de que Fernando Pessoa não se interessava por cinema, uma tese que até agora vigorava e era defendida em várias obras, incluindo o “Dicionário de Fernando Pessoa e do Modernismo Português”, um volume publicado em 2008, com quase 600 artigos da autoria de 90 especialistas portugueses e estrangeiros, centrado na obra do poeta e nos traços culturais do seu tempo.
Essa tese tinha como fundamento excertos de alguns poemas de Álvaro de Campos, textos e correspondência de Pessoa em que este expressava uma quase aversão à sétima arte e que estão também incluídos neste livro “Argumentos para Filmes”, para melhor se entender o que afinal pensava o poeta sobre o cinema.
Nesses textos, “há várias referências ao cinema, muitas em tom um pouco depreciativo, mas porque está a referir-se ao cinema hollywoodiano, que considerava superficial – ou seja, há realmente um tratamento do tema do cinema, mas de um ponto de vista crítico”, apontou a investigadora.
Porém, como Pessoa “tinha a preocupação de ‘Fazer pela Vida’ – para citar o título do livro que Mega Ferreira escreveu sobre ele, em que ele apresenta vários projectos, patentes de máquinas, etc. –, como tinha a preocupação de rentabilizar algum produto seu, nós pensamos que estes argumentos, especialmente os ingleses, provavelmente tinham o intuito de ser comercializados no mercado anglófono – e não no português – e por isso é que estão em inglês”, referiu.
“São ‘thrillers’, às vezes lembram um bocadinho comédias de costumes, são sempre brincadeiras em torno de trocas de identidade, o que é muito interessante também para uma poética do Pessoa, toda a questão da identidade está muito iminente. São textos fragmentários, curtinhos, mas podem completar imensamente uma imagem do perfil que tem sido construído de Fernando Pessoa”, defendeu.
Outro dos capítulos do livro é dedicado aos projectos do poeta relacionados com o cinema: em 1919/1920, queria criar uma empresa que se chamaria Cosmopolis e, mais tarde, o Grémio de Cultura Portuguesa, “que eram uma espécie de agências de propaganda nacional” – explicou a professora universitária –, cuja acção passaria necessariamente pelo cinema, que Pessoa descreveu, nos seus planos, como “uma das maiores armas de propaganda que se pode imaginar” e que pretendia usar “para divulgar Portugal no mundo”.
É no âmbito destes dois projectos que tem a ideia – “que passou muito despercebida” – de criar uma produtora cinematográfica, a Ecce Film, sublinhou.
“O logótipo, completamente inédito, que nós reproduzimos no livro é invenção do Fernando Pessoa, incluindo o aspecto gráfico. Ele ensaiou vários logótipos para esta Ecce Film e imaginou já o papel timbrado e os envelopes com uma morada – que nós desconhecíamos se existia e que fomos procurar”, descreveu.
A morada era ‘Rua de S. Bento, números 333 e 335’ e os dois investigadores descobriram que aí existira um estúdio de cinema que era utilizado por importantes produtoras de filmes da época.
O que se conclui, frisou Claudia J. Fischer, e é essa a grande novidade deste livro, é que “Fernando Pessoa estava a par do que se passava no sector cinematográfico em Lisboa, interessava-se por isso e chegou mesmo a projectar qualquer actividade sua ligada ao cinema, fosse produção ou fosse divulgação”.
Fontes:
http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=23104
e
"http://comunidade.sol.pt/blogs/olindagil/default.aspx"