13 de julho de 2011

As canéforas de Tomar

As canéforas de Tomar
Ou a “Festa dos Tabuleiros de Tomar”

Ou ainda a Festa em honra do Divino Espírito Santo, que teve lugar no passado fim de semana naquela cidade, que foi sede da Ordem dos Templários em Portugal, a cuja extinção o rei D. Dinis se opôs, negociando com o Papa, entre 1300-1309, logrando transformá-la em Ordem de Cristo e salvando os Templários.

Muitos ignoram que foram os Templários que introduziram em Portugal o culto ao Divino Espírito Santo, cerca de 1180, culto esse que a Rainha Santa Isabel, esposa de D. Dinis, depois apadrinhou e patrocinou. E tal devoção foi levada para o Brasil, onde até existe um estado que se chama precisamente Espírito Santo, existindo também tal culto no estado de Stª Catarina, devido aos nossos emigrantes açorianos, e no da Bahia.

Uma ilustre professora universitária de Brasília, de quem tenho a honra de ser amigo, Lúcia Helena Alves de Sá, que foi discípula de Agostinho da Silva, acaba de me remeter um bonito e expressivo poema de Cecília Meireles, bem a propósito e que passo a transcrever:

"Festa dos Tabuleiros de Tomar"

As canéforas de Tomar
levam cestos como coroas,
como jardins, castelos, torres,
como nuvens armadas no ar.

Estas gregas do Ribatejo,
nesta procissão, devagar,
não são apenas de Tomar:
são as canéforas dos tempos...

Para onde vão, com o mesmo andar
de milenares portadoras,
levando pão, levando flores,
as canéforas de Tomar?

Para que sol, para que terra,
para que ritos, a que altar,
as canéforas de Tomar
os primores do mundo levam?

O pombo cristão vem pousar
no altar dos cestos: pães e rosas
ides dar aos presos e aos pobres,
as canéforas de Tomar?

(poema incluído na obra Poemas de Viagem)

Nota: ‘canéfora’ é uma palavra antiga que significa figura humana esculpida, representando uma mulher com uma cesta à cabeça ou mulher que carrega cestos, tal como sucede em Tomar, em que as jovens carregam à cabeça um tabuleiro com a altura de cada uma delas.

Publicado no blogue ‘Brutus’ do site www.sol.pt

Link:



Delícias Portuguesas

As “7 Maravilhas da Gastronomia” são um promotor por excelência da identidade nacional de Portugal. Após a divulgação e promoção do património histórico e natural do nosso país, para consolidar os grandes valores e paixões dos portugueses, reconhecido e apreciado em todo o mundo pela sua diversidade, pelos sabores únicos e qualidade dos produtos e em que o público participa através do voto, desta promoção da Presidencia da Republica, Turismo de Portugal e quasde uma centena de entidades e imprensa.
Numa primeira fase foram selecionados 70 pratos, dos quais sairam 21 semi finalistas dos quais, dia 7 de setembro, serão obtidos 7 dos mais dignos representantes da culinária lusitana. As 21 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa selecionadas são:
Alheira de Mirandela, Açorda à Alentejana, Amêijoas à Bulhão Pato, Bacalhau à Gomes de Sá, Coelho do Porto Santo à Caçador, Chanfana, Pastéis de Tentúgal, Pastel de Belém, Pastel de bacalhau, Caldo Verde, Arroz de Marisco, Polvo Assado no Forno, Coelho à Caçador, Leitão da Bairrada, Queijo Serra da Estrela, Sopa da Pedra, Xarém com Conquilhas, Sardinha Assada, Perdiz de Escabeche, Tripas à Moda do Porto, Pudim Abade de Priscos
Já divulgados aqui alguns dos semi-finalistas (Polvo Assado no Forno, Caldo Verde, Sardinha Assada na Brasa,Leitao à Bairrada,Pasteis de Tentugal, e hoje trazemos mais uma indicação em forma de doceria.
PASTEL DE BELEM (Pastel de Nata)
No início do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado. Como consequência da revolução liberal ocorrida em 1820, são em 1834 encerrados todos os conventos em Portugal, sendo expulsos o clero e os trabalhadores. Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro põe à venda nessa loja uns doces pastéis, rapidamente designados por “Pastéis de Belém”. Na época, a zona de Belém era distante da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos de vapor.
No entanto, a imponência do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém atraíam os visitantes que depressa se habituaram a saborear os deliciosos pastéis originários do Mosteiro. Em 1837 inicia-se o fabrico dos “Pastéis de Belém”, em instalações anexas à refinação, segundo a antiga “receita secreta”, oriunda do convento, a qual é exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente, na “Oficina do Segredo”. Esta receita mantém-se igual até aos dias de hoje.
De facto, a única verdadeira fábrica dos “Pastéis de Belém” consegue, através de uma criteriosa escolha de ingredientes, proporcionar hoje o paladar da antiga doçaria portuguesa.
Mas os cearenses poderão apreciar esta delicioso doce. A Panificadora Nogueira produz aqui em Fortaleza com boa qualidade e por isso é fornecedora aos melhores hoteis e restaurantes portugueses como “Marques da Varjota”, “El Rey”, “Timoneiro” ou “João do Bacalhau”. A “Nogueira” tem fábrica em Mesejana, (3276-6061) mas já nos próximos dias abre moderna casa na Aldeota.

(Informação enviada por Jorge da Paz Rodrigues, Amigo da CAS)

11 de julho de 2011

Festa dos Tabuleiros em Tomar

A grande festa em honra do Espírito Santo, em Tomar, cidade bem no centro de Portugal.
Mais de 700 tabuleiros desfilam hoje pelas ruas.

De Lisboa, comentário de Jorge da Paz Rodrigues, amigo da Casa Agostinho da Silva:

" Tomar foi a sede da Ordem dos Templários em Portugal e foram eles que instituíram o culto do Espírito Santo no país, cerca de 1180.
Tal Ordem foi depois transformada na Ordem de Cristo, a partir de 1300, mercê de laboriosas negociações de El-Rei D. Dinis com o Papa (o rei era por certo um Cavaleiro Templário e daí ter-se oposto à extinção).
Este Rei era precisamente o esposo da Rainha Santa Isabel, que apadrinhou a devoção ao Espírito Santo.
A chamada Festa dos Tabuleiros, em honra do Divino Espírito Santo, só se realiza de 4 em 4 anos e certo é que Tomar, conhecida como cidade Templária, continua a comemorar tal Festa."
JPR








Tomar
Milhares de pessoas assistiram ao cortejo dos Tabuleiros
por Lusa 10 de julho de 2011

Milhares de pessoas encheram este domingo a cidade de Tomar, que se engalanou para assistir ao mais importante dos cortejos da Festa dos Tabuleiros, que o primeiro-ministro considerou "muito especial".
Pedro Passos Coelho, ao lado da mulher, assistiu, na Praça da República, ao desfile e bênção dos 704 tabuleiros que percorreram cerca de cinco quilómetros de ruas enfeitadas com milhares de flores de papel e ornamentadas com colchas nas varandas e janelas.
"É uma festa muito especial, primeiro porque só ocorre de quatro em quatro anos, segundo porque, como podem ver - e eu também já pude constatar - é uma festa que mobiliza pessoas de todos os pontos do país", disse Pedro Passos Coelho, que se fez acompanhar pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e presidente da Assembleia Municipal de Tomar, Miguel Relvas.
O primeiro-ministro, que pela primeira vez assistiu ao maior dos cortejos da Festa dos Tabuleiros, tendo sido recebido com palmas por muitos populares, acrescentou: "Uma festa realmente impressionante".
A paragem na Praça da República foi um momento de pausa no desfile. Neste local, o bispo de Santarém, Manuel Pelino, procedeu à bênção dos tabuleiros que, depois do terceiro toque do sino, foram, em simultâneo, novamente levantados, prosseguindo o desfile pelas ruas da cidade.
O bispo manifestou o desejo de que a Festa dos Tabuleiros seja inspiradora para a "alegria, justiça e solidariedade".
Nas ruas, repletas de gente que atirava papelinhos de múltiplas cores à passagem dos tabuleiros, houve quem chegasse bem cedo para garantir lugar. Foi o caso de Jaime Rodrigues, oriundo de Santa Maria da Feira, que às 10:40 já tinha tomado lugar próximo da Mata Nacional dos Sete Montes, de onde as centenas de tabuleiros sairiam mais de cinco horas depois.
"Isto é a coisa mais bonita que se faz de quatro em quatro anos. Se não valesse a pena não estaria aqui a fazer o sacrifício que estou a fazer", comentou Jaime Rodrigues à Lusa.
Com uma vista diferente e privilegiada, estava António Guilherme. Nascido em Tomar e a viver em Lisboa, tinha à disposição a varanda da casa da família.
Sem nunca ter falhado o grande cortejo, António Guilherme destacou a originalidade crescente do certame - "sem nunca perder a tradição -, visível na "ornamentação das ruas".
Já Cláudia Silva, de Alcobaça, apontou "a forma como toda a comunidade e os habitantes estão envolvidos".
No cortejo, onde estão representadas as 16 freguesias do concelho, as mulheres, que transportam um tabuleiro com cerca de 15 quilos, desfilam vestidas de branco e com uma fita de cor à cintura ou a tiracolo, a mesma cor da gravata que os respetivos acompanhantes envergam.
Cada tabuleiro, decorado com flores de papel, tem a altura da mulher que o leva à cabeça, sendo constituído por 30 pães e tendo no alto uma coroa com a pomba do Espírito Santo ou a Cruz de Cristo.
A Festa dos Tabuleiros ou Festa do Divino Espírito Santo, retomada no século passado, tem origem pagã relacionada com a época das colheitas e adquiriu caráter religioso na Idade Média, pela Rainha Santa Isabel, que lançou as bases da Congregação do Espírito Santo.
A festa termina na segunda-feira com o cortejo do bodo, onde são distribuídos pão, vinho e carne pelos mais necessitados do concelho. Fonte:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1903313&seccao=centro&page=2












CAS: o uso da língua portuguesa

Aula de língua portuguesa por Miriam Rita Moro Mine (Universidade Federal do Paraná)

A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?


No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:

"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".

8 de julho de 2011

Informe da CAS

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais foi criado, organizado e coordenado por Agostinho da Silva nos idos anos de 1957. Hoje, o CEAO permanece em franca atividade, o que demonstra que as ações do professor Agostinho sempre estiveram à frente do tempo.

Ceao na rede das ações afirmativas no Brasil
Foi lançado o site www.redeacaoafirmativa.ceao. ufba.br , onde constam informações sobre a produção bilbiográfica (dissertações, teses, artigos, capítulos de livros), pareceres, resoluções, vídeos, fotos, textos em jornais, e o quadro das universidades que adotaram as ações afirmativas no Brasil. Trata-se de uma parceria envolvendo pesquisadores de universidades federais (UFBA, Universidade de Brasília, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade Federal de Sergipe) e estaduais (UNEB e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) na criação de uma rede de pesquisa para a avaliação do sistema de cotas e das ações afirmativas para negros e indígenas na educação superior pública.

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais
Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador - Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070

E-mail: ceao@ufba.br




Informe da CAS

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais

Lançamento do livro

Por una recuperación de La historia africana
De África a Haiti a Gaza

e conversa com o autor

Jacques Depelchin
(Historiador Congolês, atualmente professor Visitante da
Universidade Estadual de Feira de Santana)


Onde: Centro de Estudos Afro-Orientais da UFBA
Quando: 8 de julho de 2011
Horário: 18h


Teremos degustação de iguarias da culinária Africana e Afro-Brasileira, ao som de música africana.

No dia do lançamento o livro terá o custo de R$ 20,00.

CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais

Pç. Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho - CEP 40025-010. Salvador - Bahia - Brasil
Tel (0xx71) 3322-6742 / Fax (0xx71) 3322-8070 - E-mail: ceao@ufba.br - Site: www.ceao.ufba.br

7 de julho de 2011

Estarrecedor: a Pátria nossa de chuteiras

A mentalidade intelectual da Academia Brasileira de Letras olvidou-se dos artífices do pensamento da cultura de Língua Portuguesa.