15 de janeiro de 2012

In Memoriam: Seu Teodoro, Mestre de Bumba

Com pesar despedimo-nos do nosso amigo e Mestre Seu Teodoro.
Seu Teodoro fez a passagem na madrugada de hoje, com 91 anos de idade.

A Casa Agostinho da Silva vem preparando um documentário sobre a trajetória de Seu Teodoro e o mito do Bumba meu Boi. Seu falecimento representa uma grande perda para a cultura popular em Brasília. 

Façamos presente sempre sua memória, levando adiante a tradição do Boi que mantém acesa a esperança pelo renascimento, pelos dias melhores que estão por vir.


Foto: FC Lopes/Divulgação




9 de janeiro de 2012

ATENTADO POLÍTICO À LUSOFONIA?! EXPANSÃO OU EXTINÇÃO DA LIVRARIA CAMÕES

  "Fechar a Livraria Camões seria um problema e não uma solução"

    José J.Peralta

Acabo de tomar conhecimento de um infausto projeto do governo português, que pretende o fechamento da Livraria Camões, do Rio de Janeiro. Sabendo dos altos serviços prestados à Cultura Portuguesa e Brasileira, pela referida Livraria, não posso deixar de me manifestar e de conclamar os lusófonos do mundo inteiro a tomarem alguma atitude, para evitar o desmonte de espaços da Cultura Lusófona, atuantes em muitos cantos do mundo. 
Economizar! Sim, é preciso economizar, onde há esbanjamento. Mas o esbanjamento ocorre em outros lugares onde deve ser evitado.
A presença das Livrarias Camões deve ser urgentemente equacionada, mas em busca de maior produtividade e dinamismo.
Fechamento é, no mínimo, um ato irracional e impróprio de qualquer estratégia viável, dentro da dinâmica de nosso tempo.
Penso que o Movimento Internacional Lusófono- MIL  não poderá  silenciar ante mais este descaso, pela presença da cultura portuguesa no Brasil.
Até porque sabemos que, na cultura portuguêsa, se encontram algumas das forças matricias essenciais da cultura brasileira.
Por isto podemos afirmar, sem meias palavras, que tão inoportuna atitude ofende a própria cultura brasileira e lusófona, arranhando ainda mais a nossa identidade comum.
Gostaríamos de que alguém explicasse a quem interessa tão inoportuna atitude do atual governo de Portugal, enquanto outros países fazem exatamente o contrário. É inacreditável que o governo português desconheça o importância decisiva da presença da uma Livraria, como a Camões, no Brasil, e da impotância do Brasil, no mundo da cultura lusófona. 
Abandonar um espaços desta qualidade, seria algo sem qualificativo adequado, nestes tempos mundializados. 
A França tem aqui boas Livraria; A Inglaterra e a Espanha também; outros países também as têm. Por que Portugal quer fechar o pouco que aqui tem?!
A Livraria Camões deveria ser erigida como uma grande e competente Embaixada Cultural da Cultura Portuguesa no Brasil.
Estamos em tempo de expandir entidades como a Livraria Camões, por todo o Brasil e não de  cuidar de fechar o pouco que ainda resta, de um passado mais consciente, mais dinâmico e mais eficiente da cultura lusófona.
Lembramos que o Brasil é, há muitos anos, e continuará a ser, no futuro, o grande baluarte da Língua Portuguesa, no mundo.
Gostaria de saber se os burocratas de Portugal sabem  os consequências nefastas de tão canhestra atitude.
O desprezo às questões culturais é o grande vício dos burocratas de plantão.
Não sei quais os problemas da Livraria Camões, que motivaram o projeto de fechá-la. Se problemas há, que sejam sanados. 
Conheço o sr. Estrela há muitos anos, e pude testemunhar o desvelo dele e de  sua família,  pela causa da cultura Portuguesa, no Brasil.
Sanear a economia, cortando desperdícios e gastos perdulários, é algo da maior urgência. Fechando Livrarias necessário?! Nunca. 
Penso que o governo português terá muitos outros setores para fazer economia.
 Por que Portugal tem quase o dobro dos Deputados, em relação à média Europeia?! Cortem-se então os gastos perdulários. Só estes.
Decididamente, economizar, fechando um Livraria a Camões, do Rio de Janeiro, seria uma atitude insensata de algum míope burocrata, que não vê nada além das questões econômicas ou políticas. Alguém que vê na economia o valor maior  da humanidade, embora este seja um setor nevrálgico da nossa sociedade Mas não é o único.
A lusofonia não pode continuar a fechar espaços de difusão. Antes, deve expandi-los, consolidá-los e torná-los mais eficientes.
Que seja repensada, revitalizada, consolidada e expandida a Livraria Camões. Fechá-la? Nunca.
Fechar a Livraria Camões não seria uma solução para nada. Seria antes, a criação de mais um problema.
Observe-se que nem o PS, com todos os seus desmandos, cogitou tal atentado à nossa cultura lusófona. 
Repito: Desconheço os eventuais problemas que motivaram a decisão de fechar a Livraria Camões.
Apenas considero que o fechamento nunca seria uma solução aceitável ou o mais recomendável. 
É urgente que se faça alguma intervenção junto às autoridades governamentais, para que se encontre uma  
solução mais digna, para a Livraria Camões do Rio de Janeiro. 
Aqui afirmamos com toda a convicção: 
Fechar a Livraria Camões, seria criar um problema e não encontrar uma solução. A opção pelo eventual fechamento seria 
o última opção, depois de se esgotarem todas as alternativas. Posso garantir que há muitas outras alternativas dignas, viáveis e honrosas.

8 de janeiro de 2012

A Casa Agostinho da Silva lamenta o falecimento de 
 
Maria da Conceição Moreira Salles
Diretora da Biblioteca Demonstrativa de Brasília
 
Jovens leitores, estudantes, artistas, poetas, escritores, intelectuais, amigos e
comunidade da BDB
já compartilham do mesmo sentimento de perda inestimável da
patronete da Cultura de Brasília.
 
 
 
 

31 de dezembro de 2011

Mais uma ação inadequada de Portugal, senão irresponsável


O Primeiro-Ministro do Governo de Portugal incitou recentemente à emigração para outros países lusófonos de técnicos qualificados portugueses desempregados – nomeadamente, de professores. Fê-lo, porém, em termos a nosso ver desadequados.
Sempre defendemos que, na área do ensino – como também em muitas outras áreas –, se deveria estimular a migração lusófona: quer a emigração, quer a imigração, entre todos os países e regiões do Espaço da Lusofonia. Sem que isso desobrigue os vários Governos a, antes de mais, proporcionar condições de vida aos seus concidadãos.
Defendemos, contudo, que essas migrações devem ser reguladas, desde logo por acordos políticos. Nessa medida, incitamos o Governo de Portugal a estabelecer esses acordos que enquadrem devidamente essa emigração – no caso, de professores, sempre que, como é óbvio, haja disponibilidade dos próprios. É sabido que em vários países e regiões do Espaço da Lusofonia há uma real necessidade de professores que possam ensinar, as mais variadas matérias, em Língua Portuguesa. Porque esse é também um interesse estratégico de Portugal, o Estado Português deveria assumir, pelo menos em parte, no âmbito desses acordos políticos a realizar e eventualmente em parceria com outras entidades públicas e particulares, os respectivos encargos financeiros dessa emigração.
Informações recolhidas do MIL

23 de dezembro de 2011

Galiza


Fala um galego muito melhor que o da Galiza...
depois dizem que galego e português não são a mesma língua...



20 de dezembro de 2011

“Mas as crianças, Senhor, porque lhes dais tanta dor?!... Porque padecem assim?!...”

Nesta época natalícia e em plena crise, lembrei-me de citar uns versos do poema Balada da Neve, de Augusto Gil, que aprendi ainda em criança e que me parece adequado lembrar, quando tantos miúdos e os seus pais passam enormes dificuldades e até fome… e não se pense que é só em Portugal ou na Grécia, pois até é muito pior em muitos outros países, especialmente os Africanos, enquanto os magnatas e especuladores financeiros continuam, impávidos e serenos... até quando?

"...
Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança…
E descalcinhos, doridos…
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!…
Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as 
crianças Senhor,
porque lhes dais tanta 
dor?!…
Porque padecem assim?!…”



Aqui ficam esses sublimes versos, cada vez mais atuais, como um grito contra a injustiça e apelando à solidariedade e fraternidade de todos nós, pois Natal é sempre que um homem quiser. Feliz Natal e um 2012 tão bom quanto possível para todos.
Jorge da Paz Rodrigues Publicado em 19-12-2011 no blogue ‘JorgePaz’ do site www.sol.pt Link: http://comunidade.sol.pt/blogs/jorgepaz/default.aspx