5 de maio de 2012

Projeto Antologia Literária dos Países de Língua Portuguesa

Por Drielly Jardim
No dia 5 de maio, data em que é comemorado o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a Fundação Cultural Palmares (FCP), em parceria com as Embaixadas dos países pertencentes à CPLP, apresentará o projeto de publicação ‘Antologia Literária dos Países de Língua Portuguesa’. O evento será realizado na Embaixada de Portugal, a partir das 9h30.
A Antologia, que reunirá textos em verso e prosa de quatro autores de cada país da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e Timor-Leste), tem como objetivo a valorização cultural e o resgate das culturas no campo da literatura de língua portuguesa manifestada por brasileiros, africanos, timorenses e portugueses.
De acordo com o presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, “ a Antologia será mais um traço de união entre os países de língua portuguesa”, destaca. O coordenador geral do Centro Nacional de Informação e Referência da Cultura Negra (CNIRC) da FCP, Carlos Moura, explica que a publicação é muito importante porque o Português está na América do Sul, na África, na Ásia e é preciso que haja um maior intercâmbio, não só do ponto de vista do idioma, mas também para propiciar a participação dos povos de língua portuguesa no cenário internacional.
Durante o evento, muita música e poesia marcarão as apresentações culturais típicas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Serviço:O quê: Lançamento do Projeto Antologia Literária dos Países de Língua Portuguesa
Quando: 5 de maio, às 9h30
Onde: Embaixada de Portugal – Setor Embaixadas Sul, Avenida das Nações, Quadra 801 – Lote 2, Brasília – DF
Ate: Alessandro Naves Resck / FCP

1 de maio de 2012

INSPIRAÇÃO E TRANSPIRAÇÃO




Perguntaram-me  numa escola em Brasília:
“Como se faz um bom livro?”
Eu sorri, sala cheia, jovens de 20 anos.
Sabia de cor a resposta de Somerset Maugham:
“Há três regras para se escrever um bom livro.
Infelizmente, ninguém sabe quais são.”
Porque escrever não tem receita. Tem inspiração sim.
Mas tem muito trabalho. “Transpiração”, disciplina.
Há que começar a faina diária mal rompe a aurora.
Todos os dias, todos.
E ler, muito. Reler. Ler mais. Sempre. Até o último suspiro.
Se pararmos de ler, vamos morrer.
O aprendizado da escrita é misterioso.
“O processo de aprender a escrever é desanimador porque é inexplicável”,
afirma Alberto Manguel.
Ele complementa: “A leitura é uma atividade pela qual os governos
sempre manifestaram um limitado entusiasmo”
É claro. A leitura abre os espíritos.
A literatura “revela”.

(Roda de leitura, professora Ieda Villas-Boas)

A verdade liberta.
Com ela no seu coração,
você não votaria mais por ter recebido uma esmola,
um saco de cimento ou algumas telhas.
Ler sempre incomoda os ditadores, os napoleões tupiniquins,
desagrada os poderosos, os idiotas e medíocres de plantão.
E, no geral, eles estão nos órgãos ditos culturais,
com o seu vasto número de funcionários entediados,
seus burocratas mesquinhos e seus lanches vespertinos,
suas panelinhas burlescas,
que querem camuflar o seu enorme vazio
com roupas chics ou retóricas e preciosismos.
Não enganam.  Não adianta.
São figuras que merecem a piedade.
Serão varridos por qualquer vento sul.
Podem receber prebendas, se acham “sérios”,
às vezes assinam colunas diárias.
Mas serão sempre figuras menores:
aquelas que morrerão sem a solidariedade de si mesmas.
Manguel lembra que Pinochet proibiu “Dom Quixote”, de Cervantes.
Lógico, o leitor lendo Quixote descobriria a alma nazista
do facínora sanguinário que foi o ditador chileno,
uma besta do Apocalipse sul-americano.
Penso no que disse um republicano espanhol (pai de um escritor)
que passou muitos anos numa prisão política:
“Até na cadeia vocês serão mais felizes se gostarem de ler.”
(Emanuel Medeiros Vieira)

30 de abril de 2012

A PROPÓSITO do 1º de MAIO, PENSEMOS o FUTURO




1.       Comemora-se mais um 1º de Maio – consagrado como “O Dia do Trabalhador”. Mas, para além da festa, da confraternização e do anúncio da continuação das “lutas dos trabalhadores”, é também data de comemoração e, por isso, convém relembrar que esteve na sua origem a chamada “Jornada dos Mártires de Chicago”, de 1/5/1886, que foi uma luta pelas 8 horas de trabalho diário, ou 48 horas semanais, que levou a uma tremenda repressão sobre os trabalhadores americanos que a desencadearam naquela cidade, com enforcamento público dos seus líderes. Outros depois se apoderaram da data, mas manda a verdade dizer que o 1º de Maio e tudo quanto representa se deve aos trabalhadores americanos.

2.       Manda também a verdade dizer que, tal luta permanece actual, pois muitos trabalhadores continuam a laborar mais de 8 horas por dia ou são obrigados a fazer horas extraordinárias sem a devida retribuição - basta ir a um centro comercial e ver -, para além de outras formas de exploração, a que urge por cobro.

3.       Se quisermos recuar no tempo, não podemos deixar de nos lembrar como o trabalho tem sido sofrimento e pena, desde a antiguidade, bastando lembrarmo-nos dessa iniquidade que foi a escravatura, em que homens compravam ou vendiam outros homens, como se mercadorias ou coisas fossem, o que ainda hoje existe em vários países, sendo praticado por quem não tem escrúpulo algum em se dedicar a esse tipo de comércio nojento e o quanto há a fazer para espalhar, esclarecer, informar e educar a humanidade nos valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade.

Paradoxalmente, existem pessoas que se esmagam a trabalhar, por sua vontade, para atingirem os seus sonhos de questionável felicidade e, como não têm discernimento, vivem escravos de si próprios ou nos seus limiares – a escravatura moderna é a do consumismo.
  
4.       Foi em 1835, com Mouzinho da Silveira, um dos poucos governantes portugueses merecedor do epíteto de reformador, que foi reconhecido o direito de associação e daí o nascimento das primeiras associações de trabalhadores portugueses, não ainda sindicatos, mais como defesa na doença e na assistência aos mais carenciados, sendo já no princípio do século XX, com D. Carlos I, que os sindicatos foram reconhecidos, mas, pouco depois, com a I República, perante o desencadear de greves por tudo e por nada, surgiu uma repressão feroz, de tal forma que um dos políticos que a encetou e mais vezes foi 1º Ministro na I República ficou com o epíteto de “racha sindicalistas”. Refiro-me a Afonso Costa.

5.       Sintetizando: árdua, longa, dura e difícil tem sido a luta dos trabalhadores pela sua libertação de todas as formas de opressão, exploração e alienação e para que lhe seja reconhecido o seu papel indispensável num país mais livre, mais justo e mais solidário, onde a cada um seja reconhecido o mérito que lhe é devido e reconhecida a sua dignidade como ser humano com direito a ser feliz.

6.       Porém, boa parte das organizações sindicais limita-se, em cada 1º de Maio, a gritar contra os patrões e o Governo, clamando pela contratação colectiva e especialmente por melhores salários. Ora, embora tal seja importante, está longe do que um sindicalismo moderno exige. Com efeito, se os direitos ao trabalho e ao salário são fundamentais, não menos fundamentais são os direitos à vida, à educação e à saúde, mas, infelizmente, boa parte dos sindicatos pouca atenção dispensa ao ambiente, às condições de segurança e higiene no trabalho em muitos locais e à própria realização do trabalhador como Homem.

7.       Daí me parecer dever fazer-se mais pedagogia a favor de mais e melhor fiscalização das condições de trabalho, especialmente no que tange à saúde, higiene e segurança, sem esquecer as indispensáveis medidas de prevenção, no que respeita a acidentes de trabalho e a doenças profissionais, e sem nunca olvidar a vergonhosa exploração do trabalho infantil e o chamado assédio no trabalho, que não é apenas o sexual, mas que engloba também o “terrorismo psicológico” (reprimenda, desprezo, isolamento, desocupação, desqualificação, etc), em violação flagrante da dignidade de cada trabalhador.

8.       Num mundo cada vez mais globalizado, mas só em termos económicos, onde o lucro e a ganância são “deuses” (com “d” pequeno), convém também lembrar a todos, a começar pelo Governo, que o aumento da produtividade e da competitividade exigem soluções corajosas e rápidas, mas em concertação social.

Começaria pela reforma da chamada formação profissional dispersa e descoordenada e num melhor sistema educativo-profissional integrado, com novas escolas técnico-profissionais até ao nível universitário, não só para os jovens que vão entrar no mercado de trabalho, como para os trabalhadores em geral, a começar pelos desempregados, e até para os empresários, pois ninguém nasce empresário, também é preciso aprender a investir e a gerir e aqui vale também a tradição: qualquer empresário deveria começar por ser aprendiz de empresário.

9.       Afigura-se-me que este novo ensino técnico poderia resultar de parcerias entre o Estado, os Municípios e as Associações Sindicais e Empresariais, sem prejuízo de outros contributos e de se adaptarem outras experiências de sucesso, mormente na Europa (exº: Irlanda e Finlândia).

10.   Mas se quisermos ir mais fundo, isto é, à causa de tantos conflitos, teremos de abordar a estrutura empresarial que temos, pelo menos aquelas empresas a partir de 10 trabalhadores, nelas não abrangendo as chamadas microempresas ou de tipo familiar.

O que se passa, desde a chamada revolução industrial, é que os detentores do capital, vulgo patrões, pelo facto de terem investido e arriscado as suas economias num empreendimento, o que por si é louvável, raramente encaram a função social de qualquer propriedade e todos quantos vão para eles laborar fazem-no sob as suas ordens e direcção, de forma inteiramente subordinada, como é caracterizado essencialmente o designado contrato de trabalho.

11.   Na verdade, não é bem assim, pois quem vende a força do seu trabalho ou do seu intelecto também arrisca uma carreira profissional e investe parte da sua vida numa empresa e muitas vezes tem de tomar decisões, quando investido em cargos de chefia.

Assim, refletindo um pouco sobre as formas societárias empresariais existentes, penso noutra ou noutras, que designaria por empresas mistas, de capital e de trabalho, aproveitando o que de bom já existe, nas empresas de tipo cooperativo, teorizadas por António Sérgio, e nas experiências co-gestionárias ou mesmo auto-gestionárias, pugnando por uma nova forma de empresa, onde cada um fosse tido por colaborador interessado e tivesse direito a participar proporcionalmente no desenvolvimento da sua empresa, pelo menos com voto nas grandes decisões.

Penso que é desejável superar o conflito permanente entre o capital e o trabalho e mesmo a chamada trégua nesse conflito, traduzida na contratação colectiva, o que, a meu ver, será possível se for assumido que o “capital” humano é mais importante que o capital monetário e que, em solidariedade, podem cooperar num novo tipo de empresa, sem prejuízo de cada um ser retribuído pelo seu mérito e por aquilo que investiu na empresa e até as grandes multinacionais não desdenhariam ver tanto os seus accionistas como os seus trabalhadores empenhados na melhoria das suas empresas e nos seus proveitos, mas, para isso, teriam todos de ter voz ativa e de colaborar, naturalmente de forma livre, como parceiros. Não vou, por ora, mais longe, deixo apenas aqui esta minha reflexão.  

12.   Existem, por enquanto, muitas “grilhetas” por quebrar, umas mais visíveis, outras mais sofisticadas, neste mundo onde ainda reina a exploração da mão-de-obra barata. Cabe aos homens livres, justos e de bons costumes pugnar pelo fim do atual sistema e de pensar numa nova empresa, mais amiga do ambiente e da qualidade de vida, como uma comunidade de pessoas, onde cada um se realize e se sinta mais satisfeito e creio que todos me acompanharão se concluir que ainda existe muito a pensar e a fazer para o desenvolvimento socioeconómico e para o progresso da Humanidade. É tempo de (re)começarmos.


Lisboa, 30-04-2012, Jorge da Paz Rodrigues

Dia da Língua Portuguesa e da Cultura nos Países Lusófonos

COMUNICADO DE IMPRENSA/ASSUNTOS: 

1. Celebrar o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura nos Países Lusófonos- 5 de Maio 

2. Apresentação do projeto “ ai Maria “ 

Contatos: aimaria@10pt.org;
telemóvel: (Miguel Pinheiro) 963 734 434

27 de abril de 2012

Notícia da Guiné-Bissau

Presidente interino e primeiro-ministro foram libertados
O Presidente interino da Guiné-Bissau, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, ambos detidos desde o golpe de Estado de 12 de abril, foram hoje libertados, disse à Lusa um familiar do chefe do Governo. Dezenas de pessoas estão concentradas em Bissau na sede do PAIGC, no poder até dia 12, a festejar estas libertações.

Consulte o artigo completo em: http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=2445595&seccao=cplp

Comentário:
Parece que o bom senso começou a chegar às cabecitas dos militares na B.G., embora Cadogo (Carlos Gomes Junior) não seja nenhuma flor que se cheire.
JPR

Apelo ao fim da escravidão no Brasil

Caros amigos do Brasil,

Em poucos dias, o Congresso pode votar uma histórica reforma constitucional que pode punir pessoas que mantenham escravos e confiscar terras onde forem encontradas pessoas escravizadas para reforma agrária. É a legislação mais forte que já propuseram para lutar contra o flagelo do trabalho escravo no Brasil. 

É inaceitável que, no século 21, o horror da escravidão ainda assombre todos os cantos do país -- à medida que centenas de milhares pessoas são escravizadas atualmente. No mês passado, adultos e crianças foram resgatados de uma fazenda cujo proprietário era um deputado estadual! Eles moravam em pequenas barracas e bebiam da mesma água suja que as vacas e outros animais. 

Agora é hora de agir. Nosso protesto em todo o país pode forçar o Congresso a fazer os donos de fazenda pagarem o preço por torturarem ou escravizarem seus concidadãos. Clique abaixo para se juntar e construir um protesto ensurdecedor antes da Avaaz se reunir pessoalmente com o Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, para entregar nossa mensagem: 

http://www.avaaz.org/po/stop_slavery_in_brazil/?tta

Os livros escolares nos ensinam que a escravidão foi abolida há 124 anos pela princesa Isabel, mas a verdade é que ainda hoje há pessoas que vivem na escravidão -- os mais pobres de nós são levados a acreditar em empregos prósperos, mas acabam arriscando suas vidas em plantações de cana-de-açúcar, carvoarias, criação de gado, prostituição e outras atividades. Muitas vezes eles são literalmente forçados a trabalhar com uma arma apontada para suas cabeças. 

Uma chave para acabar com a escravidão está prestes a ser entregue ao Congresso. Vamos abafar o lobby dos ruralistas, que querem acabar com essa PEC, e aumentar o coro retumbante para derrotar o vergonhoso mercado da escravidão do Brasil de uma vez por todas. Assine a petição e encaminhe para todos: 

http://www.avaaz.org/po/stop_slavery_in_brazil/?tta 

Cada vez mais, vemos que o poder popular pode fazer o impossível. A escravidão é uma crise que afeta todo o planeta e temos uma chance de encabeçar a abolição. O Congresso deu o primeiro passo, agora podemos ajudar a alcançar um Brasil livre de escravos. 

Com esperança, 

Pedro, Emma, Diego, Laura, Carol, Ricken e toda a equipe da Avaaz 


Mais informações: 

Governo quer votar PEC do Trabalho Escravo até 13 de maio (Rede Brasil Atual)
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/03/governo-quer-votar-pec-do-trabalho-escravo-ate-13-de-maio 

Governo pede agilidade na votação de projeto sobre trabalho escravo (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/poder/1061665-governo-pede-agilidade-na-votacao-de-projeto-sobre-trabalho-escravo.shtml 

Crianças bebiam água do gado em fazenda de deputado flagrada com escravos (Repórter Brasil)
http://www.reporterbrasil.org.br/exibe.php?id=2040 

Comissão: 40 mil foram resgatados da escravidão no Brasil desde 1995 (Terra)
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5718577-EI306,00-Comissao+mil+foram+resgatados+da+escravidao+no+Brasil+desde.html 

PEC do trabalho escravo é prioridade para governo (Congresso em Foco)
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/reportagens-especiais/pec-do-trabalho-escravo-e-prioridade-para-governo/ 

Debate da PEC 438/2001 contra o Trabalho Escravo (e-Democracia)
http://edemocracia.camara.gov.br/web/contra-o-trabalho-escravo/inicio



24 de abril de 2012

Mais um 25 de Abril sem chama nem proveito!


Congregar ou desagregar?
Há um ano o país estava à beira da bancarrota e já só havia dinheiro para pagar os ordenados de Maio aos funcionários públicos, militares e polícias incluídos, isto nas palavras do então ministro das Finanças Teixeira dos Santos. Sócrates teve então de pedir o auxílio do FMI, BCE e EU, a chamada ‘troica’. Mediante um memorando com duras condições, aceite pelo então governo PS, mas com o acordo de PSD e CDS, foi-nos feito um empréstimo e obrigados a uma dura austeridade.
Nessa altura, alguém ouviu a Associação 25 de Abril, Mário Soares ou quejandos a protestarem ou a dizerem que tal era contra o ‘25 de Abril’? Calaram-se que nem "ratos", nem sequer desde então esboçaram uma alternativa, até que “acordaram” agora, vociferando contra o atual governo, que está a tentar cumprir e a fazer cumprir as nossas obrigações internacionais. Por isso, essa gente – e outros, diga-se - que só souberam esbanjar, só merecem desdém, e isto para não ser mal educado.
Alguém viu Mário Soares e os demais a abdicarem, pelo menos em parte, das suas reformas ou subvenções ou dos ‘popós’, motorista, escritório, secretária e guarda-costas que lhe estão atribuídos (pelo menos a Mário Soares) e que nós pagamos? Enquanto estes e outros, incluindo o atual PR, não derem pelo menos um pequenino exemplo, escusam de vir para cá com conversas em “defesa” (?) do 25 de Abril, que ninguém de bom senso vos liga. E escusam de falar em “heróis” do 25 de Abril, pois os únicos heróis nesse dia foram Salgueiro Maia e os 150 militares que trouxe de Santarém até ao Terreiro do Paço e ao Largo do Carmo, fazendo cair a caduca ditadura de 48 anos. Esses sim foram heróis e nunca pediram nem beneficiaram de nada!
Será assim tão difícil aos que tiverem e têm responsabilidades políticas neste país, pelo menos no dia 25 de Abril, proclamarem uma palavra de esperança aos portugueses e uma aposta na democracia, na justiça e no desenvolvimento?
Convém que todos saibam que só faz falta quem está e continua disposto na perenidade da pátria, congregando os portugueses, em liberdade, com ações concretas para a melhoria da educação, da saúde, do desenvolvimento e do emprego, sem prejuízo do governo ter de emagrecer as gorduras do Estado (o que ainda mal começou) e de termos de “apertar o cinto” durante uns tempos.
O resto são tretas e dispensamo-las bem e, entretanto, aconselho uns certos senhores, da pseudo-esquerda, a irem à farmácia e a comprarem uns medicamentos para a amnésia de que padecem.
Jorge da Paz Rodrigues