http://www.youtube.com/watch?
2 de julho de 2012
30 de junho de 2012
SABER LER
A maior parte das imagens que
circulam hoje são frutos
de um impulso econômico, para criar
produtos e mercados de consumo,
não para celebrar o espírito humano
ou para aprendermos mais ou sermos melhores.
É pura e simplesmente para fazer mais dinheiro.
Então, neste sistema,
se você lê profundamente uma imagem publicitária,
você a destrói, como diz Alberto Manguel.
A publicidade
– é claro que não digno nada de novo –
é feita para “convencer”,
manipular as emoções mais primárias
e, muitas vezes, para enganar.
E para tapear um povo prostrado
e sem cultura não é difícil.
Vejam as tantas igrejas
(o super-mercado universal da fé),
os tantos políticos, os tantos bingos camuflados,
os tantos sindicalistas, os tantos banqueiros,
os tantos usineiros, os tantos grileiros,
os tantos marqueteiros: todos impunes.
Enfim, é o reino da trambicagem.
Então
– seguindo as pegadas do autor citado –
é fundamental que possamos novamente
recuperar a dignidade humana de ler imagens
para buscar as verdadeiras,
para voltarmos a ser criaturas da memória.
Precisamos “saber ler”.
Sabendo ler, aprendemos com as gerações passadas
e com a nossa própria.
O que quero dizer?
Uma mulher não é solitária
porque não usa o sabonete tal,
o perfume daquela marca.
Não vai ser “amada”’ se usar aquele jeans.
O sorriso da “felicidade plena”
(que você obterá se conseguir tal produto)
é pura enganação.
Todos os carros são maravilhosos,
cada banco é melhor do que o outro.
Quando vemos as propagandas de mil cervejas,
com mulheres gostosonas,
malhadas e sorridentes, a mensagem é essa:
se bebermos tais produtos,
viveremos naquele clima de festa eterna.
E tudo isso vai entrando no inconsciente.
É subliminar, é lavagem cerebral.
Na segunda-feira temos o resultado no noticiário:
carros que viraram ferro retorcido
dirigidos por motoristas bêbados.
Não, não é moralismo: é defesa da vida.
E atores famosos, que já tem muito dinheiro,
fazem as tais propagandas de bebida alcoólica.
Exagero? Não creio.
Acho, no mínimo, anti-ético. É pura cobiça.
Quem faz propaganda de remédio,
deveria ingerir antes o produto e
só depois fazer a publicidade.
A Xuxa, Luciano Hulk
e tantos outros que ganham muito dinheiro
fazendo publicidade,
usam aqueles serviços dos quais dizem mil maravilhas?
A partir deste aprendizado,
poderemos enfrentar
as imagens da Coca-Cola e de todas as marcas.
Lendo “Madame Bovary”, de Flaubert,
você percebe que a infelicidade da mulher
não deriva do fato dela não usar o perfume tal.
As razões são outras, muito mais profundas.
O problema é que estamos vivendo
um momento de enorme velocidade e de
pouca concentração.
(Emanuel Medeiros Vieira)
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Escritor Emanuel Medeiros Vieira
28 de junho de 2012
DESCARTÁVEL
(E os 15 minutos de fama)
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA*
“Um homem sensato acreditará que é mais importante
o que o
destino lhe concedeu do que o ele lhe negou.”
(Baltasar Gracian)
Vivemos num tempo de enorme velocidade
e de escassa
concentração.
Tudo parece descartável,
como as engenhocas eletrônicas que
tantos amam.
Pois se você não tem uma vida interior profunda,
vai buscar
no “exterior” o que não consegue dentro de si.
Tem medo de sua própria interioridade.
Buscará o que não tem de si, “saindo de si mesmo”,
em festas
e baladas contínuas, em drogas de todas as espécies.
Não digo nada de novo?
Eu sei. Parece platitude sentimental?
Paciência.
É o chamado mecanismo de alienação
(no conceito usado por
Marx).
“Transfiro” para a vida dos outros
(celebridades, cantores
famosos) a minha própria vida.
Renuncio a ela.
Cristo se recolheu no deserto para pensar.
Buda também.
E apesar de todo o maquinário,
poucas vezes as pessoas
pareceram
tão solitárias e tão pouco solidárias.
É preciso começar lá de baixo.
É necessário educar nossos filhos desde cedo.
Não há milagre. É
trabalho lento,
paciente, difícil. Que não cessa.
Mas as pessoas preferem os tais 15 minutos de fama.
E depois? O que resta?
As meninas querem serem
modelos,
garotas do “Fantástico”,
e os garotos jogadores de futebol.
É importante que nos fixemos em outro tipo de “tempo”
(que
fica internalizado através da memória).
Um tempo que preserve para os jovens o que
Italo Calvino
deixou escrito
sobre essa “rapidez” do milênio no qual viveu.
Esse é o tempo
que importa:
“O tempo que flui sem
outro intento
que o de deixar as ideias
e sentimentos se sedimentarem,
amadurecerem,
libertarem-se de toda a impaciência
e de toda contingência
efêmera.”
*Escritor
26 de junho de 2012
Avião do futuro com mãos portuguesas e brasileiras
25 de Junho, 2012 - notícia do jornal 'Sol'
Cinco empresas portuguesas vão produzir o interior de um novo jacto executivo, em parceria com a brasileira Embraer.
Isto é apenas uma pequena amostra do que poderia acontecer se portugueses e brasileiros emparceirassem mais...
Razão tinha el-Rei D. João VI, quando criou o Reino Unido de Portugal e do Brasil (e que anos depois o filho e José Bonifácio desfizeram...)
Jorge da Paz
http://sol.sapo.pt/inicio/
24 de junho de 2012
'Mundo lusófono tem tudo para ser potência global'
O primeiro-ministro considerou hoje que o mundo lusófono tem tudo se constituir uma potência global e afirmou haver entusiasmo dos presidentes do Brasil, Angola e Moçambique com a ideia de uma «aliança de prosperidade recíproca».
«Imaginem só o potencial humano, empresarial, político, económico, social e cultural que temos aqui em reserva», afirmou Pedro Passos Coelho, durante um jantar com empresários num hotel do Rio de Janeiro.
«Tive, por isso, oportunidade, há alguns meses já de falar, com a presidente Dilma, com o presidente Eduardo dos Santos, com o presidente Guebuza, entre outros, e todos nós, entusiasmados, concordámos sobre as inúmeras vantagens de estabelecer uma aliança de prosperidade recíproca para os nossos empresários e cidadãos, assente numa sólida relação política, social e empresarial», acrescentou.
Segundo o primeiro-ministro, os países de língua portuguesa têm «disponibilidade de capitais, de recursos, de conhecimentos técnicos e humanos únicos em muitos sectores de atividade», ou seja, têm todos os ingredientes para construírem um «grande mercado».
Passos Coelho apontou ainda que cada país lusófono «é uma porta de entrada para uma comunidade maior» e defendeu que, tendo os portugueses sido «pioneiros da globalização», não faz sentido que desperdicem «os maiores proveitos da actual globalização».
Em particular quanto às relações com o Brasil, o primeiro-ministro advogou que está a ser construída «uma verdadeira aliança estratégica», assinalando que escolheu o Brasil para a sua primeira visita fora da Europa, assim como Dilma Rousseff escolheu Portugal para a sua primeira visita fora do continente americano.
Neste jantar com empresários promovido pela Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, estiveram, segundo a organização, cerca de 200 pessoas. O ex-deputado e dirigente do PSD Agostinho Branquinho, que actualmente é administrador da Ongoing Brasil, foi um dos presentes.
Antes, o primeiro-ministro visitou o Real Gabinete Português de Leitura, onde defendeu que a língua portuguesa deve ser vista «também como um factor global em termos de geopolítica» e apontou o Acordo Ortográfico como expressão de «uma visão estratégica» que deve ser prosseguida.
O Real Gabinete Português de Leitura é uma biblioteca criada no século XIX por um grupo de portugueses residentes no Brasil, sediada num edifício de estilo neo-manuelino, no centro do Rio de Janeiro.
Durante a sua visita a esta biblioteca pública, Pedro Passos Coelho destacou o facto de Portugal ter sido «durante treze anos, a parcela europeia de um Império» que tinha o Rio de Janeiro como capital. «Essa situação não tem paralelo na história das nações e continua a constituir-se como um factor de grande interesse e inspirador de reflexões mais vastas», disse.
Por outro lado, a propósito do papel que «a diáspora portuguesa» pode ter face à situação nacional, Passos Coelho considerou que os portugueses e luso-descendentes espalhados pelo mundo são «um dos melhores cartões de visita» de Portugal.
«Mostram a todo o mundo a raça de que somos feitos, a maneira como nunca desistimos de projectos que parecem difíceis», elogiou.
Em seguida, o primeiro-ministro alegou que Portugal está finalmente a encarar de frente os seus problemas e a seguir a direcção certa para os resolver: «Sempre ganhamos tempo quando fazemos o que é preciso, e nós estamos a fazer o que é preciso para colocar Portugal num caminho de crescimento justo».
Lusa/SOL
Comentário de Jorge da Paz:
Inteiramente de acordo com Passos Coelho.
Mas, para tanto, urge reformar a CPLP, que não passa de um grupo de governantes (?) dos 8 países que falam em português e que de vez em quando se reunem em grandes almoçaradas ou jantaradas...
Agora, com presidentes como Zedu ou Guebuza, que só avançam desde que sejam eles a mandar (e a governar-se) ou como Dilma, que só vê o Mercosul e que só "olha para o espelho"...
Mas pode ser que as coisas mudem e para tanto P. Coelho devia desafiar abertamente os líderes dos outros 6 países (não incluo a G.B. por ora, enquanto estiver como está, sendo certo que a CPLP se quisesse já teria livrado este país de ser o que é).
Mas, para tanto, urge reformar a CPLP, que não passa de um grupo de governantes (?) dos 8 países que falam em português e que de vez em quando se reunem em grandes almoçaradas ou jantaradas...
Agora, com presidentes como Zedu ou Guebuza, que só avançam desde que sejam eles a mandar (e a governar-se) ou como Dilma, que só vê o Mercosul e que só "olha para o espelho"...
Mas pode ser que as coisas mudem e para tanto P. Coelho devia desafiar abertamente os líderes dos outros 6 países (não incluo a G.B. por ora, enquanto estiver como está, sendo certo que a CPLP se quisesse já teria livrado este país de ser o que é).
Fernando Pessoa
"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje já não tenho tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo... Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! - Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo. E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos. Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo… Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
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23 de junho de 2012
DO LATIM
Faz muita falta o latinzinho...
Eis uma explicação muito simples
DO LATIM:
O vocábulo "maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do adjectivo "magis" que significa "mais" ou "mais que". Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações!
Por exemplo um "Magister equitum" era um Chefe de cavalaria, e um "Magister Militum" era um Chefe Militar.
Por exemplo um "Magister equitum" era um Chefe de cavalaria, e um "Magister Militum" era um Chefe Militar.
Já o vocábolo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do adjectivo "minus" que significa "menos" ou "menos que". Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.
COMO SE VÊ, O LATIM EXPLICA A RAZÃO POR QUE QUALQUER IMBECIL PODE SER Ministro
(Colaboração de Jorge da Paz)
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