15 de julho de 2012

Para conhecer Portugal


                           
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Portugal  

30 de junho de 2012

SABER LER


                                           
                   A maior parte das imagens que circulam hoje são frutos
de um impulso econômico, para criar
produtos e mercados de consumo,
não para celebrar o espírito humano
ou para aprendermos mais ou sermos melhores.
É pura e simplesmente para fazer mais dinheiro.
Então, neste sistema,
se você lê profundamente uma imagem publicitária,
você a destrói, como diz Alberto Manguel.
A publicidade
– é claro que não digno nada de novo –
é feita para “convencer”,
manipular as emoções mais primárias
e, muitas vezes, para enganar.
E para tapear um povo prostrado
e sem cultura não é difícil.
Vejam as tantas igrejas
(o super-mercado universal da fé),
os tantos políticos, os tantos bingos camuflados,
os tantos sindicalistas, os tantos banqueiros,
os tantos usineiros, os tantos grileiros,
os tantos marqueteiros: todos impunes.
Enfim, é o reino da trambicagem.
Então
– seguindo as pegadas do autor citado –
é fundamental que possamos novamente
recuperar a dignidade humana de ler imagens
para buscar as verdadeiras,
para voltarmos a ser criaturas da memória.
Precisamos “saber ler”.
Sabendo ler, aprendemos com as gerações passadas
e com a nossa própria.
O que quero dizer?
Uma mulher não é solitária
porque não usa o sabonete tal,
o perfume daquela marca.
Não vai ser “amada”’ se usar aquele jeans.
O sorriso da “felicidade plena”
(que você obterá se conseguir tal produto)
é pura enganação.
Todos os carros são maravilhosos,
cada banco é melhor do que o outro.
Quando vemos as propagandas de mil cervejas,
com mulheres gostosonas,
malhadas e sorridentes, a mensagem é essa:
se bebermos tais produtos,
viveremos naquele clima de festa eterna.
E tudo isso vai entrando no inconsciente.
É subliminar, é lavagem cerebral.
Na segunda-feira temos o resultado no noticiário:
carros que viraram ferro retorcido
dirigidos por motoristas bêbados.
Não, não é moralismo: é defesa da vida.
E atores famosos, que já tem muito dinheiro,
fazem as tais propagandas de bebida alcoólica.
Exagero? Não creio.
Acho, no mínimo, anti-ético. É pura cobiça.
Quem faz propaganda de remédio,
deveria ingerir antes o produto e
só depois fazer a publicidade.
A Xuxa, Luciano Hulk
e tantos outros que ganham muito dinheiro
fazendo publicidade,
usam aqueles serviços dos quais dizem mil maravilhas?

A partir deste aprendizado,
poderemos enfrentar
as imagens da Coca-Cola e de todas as marcas.
Lendo “Madame Bovary”, de Flaubert,
você percebe que a infelicidade da mulher
não deriva do fato dela não usar o perfume tal.
As razões são outras, muito mais profundas.
O problema é que estamos vivendo
um momento de enorme velocidade e de
pouca concentração.
(Emanuel Medeiros Vieira)


                  

28 de junho de 2012

DESCARTÁVEL



(E os 15 minutos de fama)
EMANUEL MEDEIROS VIEIRA*
“Um homem sensato acreditará que é mais importante
o que o destino lhe concedeu do que o ele lhe negou.”
                         (Baltasar Gracian)
Vivemos num tempo de enorme velocidade
e de escassa concentração.
Tudo parece descartável, 
como as engenhocas eletrônicas que tantos amam.
Pois se você não tem uma vida interior profunda, 
vai buscar no “exterior” o que não consegue dentro de si.
Tem medo de sua própria interioridade.
Buscará o que não tem de si, “saindo de si mesmo”, 
em festas e baladas contínuas, em drogas de todas as espécies.
Não digo nada de novo? 
Eu sei. Parece platitude sentimental? Paciência.
É o chamado mecanismo de alienação
 (no conceito usado por Marx).
“Transfiro” para a vida dos outros 
(celebridades, cantores famosos) a minha própria vida. 
Renuncio a ela.
Cristo se recolheu no deserto para pensar.
Buda também.
E apesar de todo o maquinário,
 poucas vezes as pessoas pareceram 
tão solitárias e tão pouco solidárias.
É preciso começar lá de baixo.
É necessário educar nossos filhos desde cedo.
Não há milagre.  É trabalho lento,
 paciente, difícil. Que não cessa.
Mas as pessoas preferem os tais 15 minutos de fama.
E depois? O que resta?
As meninas querem serem  modelos,
 garotas do “Fantástico”,
 e os garotos jogadores de futebol.
É importante que nos fixemos em outro tipo de “tempo” 
(que fica internalizado através da memória).
Um tempo que preserve para os jovens o que
 Italo Calvino deixou escrito 
sobre essa “rapidez” do milênio no qual viveu.
 Esse é o tempo que importa:
 “O tempo que flui sem outro intento 
que o de deixar as ideias
 e sentimentos se sedimentarem, 
amadurecerem,
 libertarem-se de toda a impaciência 
e de toda contingência efêmera.”
*Escritor

26 de junho de 2012

Avião do futuro com mãos portuguesas e brasileiras


25 de Junho, 2012 - notícia do jornal 'Sol'
Cinco empresas portuguesas vão produzir o interior de um novo jacto executivo, em parceria com a brasileira Embraer.

Isto é apenas uma pequena amostra do que poderia acontecer se portugueses e brasileiros emparceirassem mais...
Razão tinha el-Rei D. João VI, quando criou o Reino Unido de Portugal e do Brasil (e que anos depois o filho e José Bonifácio desfizeram...)

Jorge da Paz

http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=52786#.T-juAH2ibiY.email