3 de setembro de 2012
31 de agosto de 2012
AGREGAR
“Não Matarás”: não basta.
Teu mandamento será este: farás tudo para que o outro viva.
É vero sim o que quero:
não me importa o estoque de teu capital, Brasil,
mas tua capacidade de: amar
lavrar
aspirar
compreender.
Esse estatuto de miséria não é o nosso,
e a tecnologia da última geração não me sacia:
meu coração navegador quer mais.
A Ética – cuspida, debochada, no reino do simulacro,
Virou produto supérfluo porque não tem valor contábil.
Tempo dessacralizado e sem utopia:
a esperança é um cavalo cansado?
A aventura acabou no mundo?
Seremos apenas meros grãos de areia na imensa praia global?
Habitantes de um mundo virtual neste mercado sem cara?
Soará pomposo, eu sei:
não deixemos que nos amputem a alma
(e que acolhamos o outro).
Ser gente: não mera massa abúlica, informe, com os olhos colados
no retângulo luminoso de todas as noites.
O tempo é apenas dos alpinistas sociais?
Sou bom porque apareço, não apareço porque sou bom.
Na internet a solidão é planetária.,
mas do abismo – fragmento – irrompe um menino eterno,
e sentes o cheiro de uma manhã fundadora.
(A Morada do Ser é mais importante que o poder/glória.)
E o poema resiste,
singra a eternidade,
despista a morte,
seu estatuto não é mercantil.
Já não esqueces o essencial:
Na estrada de pó e de esperança, acolhes o outro.
*Este texto obteve o Primeiro Lugar no Concurso Nacional de Poemas,
promovido pela Associação de Cultura Luso-Brasileira, de Juiz de Fora,
Minas Gerais, sendo contemplado com a Medalha de Ouro “Jacy
Thomaz Ribeiro.”
O tema do concurso foi “Solidariedade: Por um Mundo Melhor.”
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POEMA DE EMANUEL MEDEIROS VIEIRA
30 de agosto de 2012
Agostinho da Silva
“O Portugal de que tratam em geral nossos economistas
(…) já está realizado e com um êxito político de que
é o Brasil segunda prova; juntar numa unidade
permanente dois países tão distintos um do outro
como o Norte e o Sul, fazendo dela a nação mais antiga
da Europa e provando, pela tarefa pronta,
a capacidade de outras unidades que
estarão no futuro, foi o primeiro grande
feito dos portugueses, herdeiros aí do génio
romano para a agregação e a paz”

Agostinho da Silva (http://img.youtube.com)
“O Portugal de que tratam em geral nossos economistas (…) já está realizado e
com um êxito político de que é o Brasil segunda prova; juntar numa unidade
permanente dois países tão distintos um do outro como o Norte e o Sul,
fazendo dela a nação mais antiga da Europa e provando, pela tarefa pronta,
a capacidade de outras unidades que estarão no futuro, foi o primeiro grande
feito dos portugueses, herdeiros aí do génio romano para a agregação e a paz.”
Educação de Portugal
Agostinho da Silva
É certo que os portugueses estão sempre prontos a buscarem e a realçarem
os defeitos da sua Nação… e esquecem frequentemente que somos um dos
países mais antigos da Europa, com fronteiras mais antigas e estáveis
(excluindo esbulho espanhol de Olivença) e um dos raros países médios
(em critérios demográficos e económicos não somos nunca um “pequeno país”)
que têm o seu espaço físico conforme a uma só e mesma nação, cultura e língua.
Portugal consegue assim vários plenos e a esta acumulação notável há ainda que
somar dois grandes milagres unicamente portugueses: o facto de erguido
solidamente um dos maiores países do mundo, o Brasil e o facto de ser
um dos raros Estados-Nação da Europa que, além de tudo o mais,
conseguiu o feito notável (e hercúleo…) de resistir a essa grande centrifugadora
de povos que foi a Espanha e manter-se livre e independente
dessa grande “império” castelhano ibérico.
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25 de agosto de 2012
Que dizem deste artigo do SOL?
Portugueses no Brasil alertam os novos imigrantes que podem encontrar
vários problemas na busca de oportunidades no país, sobretudo no que
diz respeito à regularização de sua situação e à burocracia pesada.
"Em Portugal, passa-se uma informação muito errada de como funciona o
mercado de trabalho no Brasil, repetem-se os mesmos chavões de que o
país é um bom mercado por excelência, mas para todos os efeitos, um
português no Brasil é um estrangeiro como qualquer outro", alerta
Marcelo Cerqueira, moderador do grupo "Novos Patrícios", que reúne
portugueses no Rio de Janeiro, na rede social Facebook.
Para o português, que está a abrir um negócio de importação de
vestuário, o maior problema para quem quer abrir uma empresa está na
morosidade do sistema brasileiro.
"Em Portugal, você cria a empresa na hora, basta apresentar os sócios,
o modelo do contrato social, e faz-se o registo. No Brasil demora uns
dois meses, se tudo correr bem, e ainda tem a figura do despachante
[profissional que faz a intermediação dos pedidos aos órgãos
públicos], o que aumenta os gastos", ressalta.
As dificuldades para conseguir um visto de trabalho estão entre as
principais reclamações, principalmente entre os jovens que fazem
intercâmbio em universidades brasileiras e querem ficar a trabalhar.
"O meu visto demorou cerca de 40 dias para sair, depois que chegou a
Brasília, fora o tempo que gastei antes. Mas dei sorte, tenho amigos
que não conseguiram, e as empresas desistiram de os contratar pela
demora", contou à Lusa o engenheiro José Queiroz, há dois anos no Rio
de Janeiro.
Para obtenção do visto de trabalho é preciso que a solicitação seja
feita pela empresa interessada, e não pelo profissional. A firma
precisa ainda explicar por que está a utilizar uma mão de obra de
fora, em detrimento da nacional.
Segundo os portugueses ouvidos pela Lusa, na maior parte dos casos, as
firmas brasileiras não estão habituadas a esse trâmite e voltam atrás
quando percebem a morosidade do processo.
"Só mesmo os grandes grupos internacionais estão preparados para
contratar estrangeiros porque já fazem isso todos os dias, já têm os
canais certos", afirma Cerqueira.
Queiroz, por sua vez, sublinha que o Brasil pode até ser o "El
Dourado" que se vende em Portugal, mas apenas para alguns setores.
"Não adianta ser formado em artes cénicas e vir para cá achando que se
vai arrumar emprego fácil. Há vagas em engenharia, mas até para outros
setores relacionados, como arquitetura, já é mais difícil", alerta.
Outra exigência para o visto de trabalho é um contrato mínimo de dois
anos, o que muitas vezes também desanima as empresas e dificulta a
vida de profissionais autónomos ou “freelancer”.
O português Pedro Silva, dono de uma empresa de incentivo à prática de
tênis no Rio de Janeiro, alerta ainda para o fato de a economia
brasileira estar começando a enfraquecer, como consequência dos
impactos da crise internacional.
"Não é preciso ser nenhum economista para perceber que um país em
crescimento como o Brasil não tem como não ser afetado pela situação
que a Europa e outros países estão a enfrentar, o país já começa a dar
sinais de fraqueza", constata.
O conselho de Silva para os portugueses que ainda pensam em tentar
oportunidades no Brasil é chegar com a mentalidade aberta, com
disposição para aprender e adaptar-se às exigências do país.
"É preciso ter humildade e vir de peito aberto, com vontade de
aprender o ‘modus operandi', não adianta chegar achando que já conhece
e sabe tudo porque fomos nós que colonizámos o país há 500 anos,
porque cada lugar tem suas regras", completa.
Lusa / SOL
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Portugueses no Brasil,
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24 de agosto de 2012
23 de agosto de 2012
1º Seminário sobre o Imaginário Luso-Afro-Brasileiro
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CPLP,
José Aparecido de Oliveira
18 de agosto de 2012
1º Seminário sobre o imaginário LUSO-AFRO-BRASILEIRO
Em Brasília, de 10 a 12
de Setembro
Congratulo-me com a realização
deste evento, que vai ser com certeza um passo importante na criação de uma
verdadeira comunidade Luso-Afro-Brasileira e não só, pois a Lusofonia dos
cidadãos, a verdadeira e não a dos Governos, já está na Galiza, Índia, China e
Oceania e, por isso, dou disso notícia aqui e agora.
Antes de mais, cumpre-me felicitar
os que meteram ombros a esta organização, pois o evento faz parte das
comemorações dos 50 anos da “UnB” (universidade de Brasília), no qual se vão
homenagear o ‘avô’ e o ‘pai’ da CPLP: Agostinho da Silva (português, filósofo e
professor universitário) e José Aparecido de Oliveira (brasileiro, embaixador e
antigo governante do Brasil).
Por isso, apraz-me destacar a
"Casa Agostinho da Silva", sedeada em Brasília, e os seus parceiros:
"Instituto Espinhaço", "Instituto Mukharajj" e a própria
"UnB" (Universidade de Brasília), da qual o Professor Agostinho da
Silva foi um dos fundadores. E se me é permitido, de entre os organizadores,
destaco a incansável Professora Lúcia Helena Alves de Sá, discípula de
Agostinho da Silva e principal dirigente da "Casa Agostinho da
Silva".
De Portugal vai a colaboração do
“MIL” (Movimento Internacional Lusófono) e da revista “Nova Águia”.
Bem hajam todos!
Jorge da Paz
Rodrigues
(Lusófono vivendo
em Barreiras, oeste do estado da Bahia)
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imaginário LUSO-AFRO-BRASILEIRO
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