22 de outubro de 2012

Galiza URGENTE


Assimilação da Galiza
Artur Alonso

Galiza, vive hoje uma tendência de assimilação linguística e cultural,
que as eleições de estes dias não fazem mais que reforçar e que 
submerge suas raízes desde que no medievo o Reino da Galiza, 
tentou hegemonizar o domínio peninsular, e este projeto cheio de azar,
teve continuidade e sucesso, no projeto de dominação castelhano,
como muito bem tem estudado autores como
José Manuel Barbosa e Anselmo López Carreira, entre outros...
De haver sido nós os dominadores talvez agora estaríamos nós,
precisamente, assimilando cultural e linguisticamente outros povos
(algo que também não seria desejável). No entanto a história virou 
de costas para nós... mesmo antes da Doma e Castração de Isabel e Fernando... 
mesmo antes do esvaziamento do nosso poder nobiliar e substituição 
no cimo do controle de poder galego por aliados diretos do poder castelhano 
aragonês... mesmo de antes de impossibilitar as famílias galegas exercer 
cargos públicos no seu próprio território... etc.
Esta falta dum poder galego identificado com o país é o que levou a 
dia de hoje, a reafirmar essa velha tendência secular de integração, 
na unidade maior centralista espanhola, baixo a visão de 
unidade linguístico - cultural castelhana... Ao invés do que está a suceder 
em Catalunha e em Euskadi – este ultimo território cujas recentes 
eleições coincidiram com as galegas – processos, que pela contra, 
mostram uma consolidação lenta, não isenta de problemas de 
lutas com poder central – também com força assentado nestas nações-, 
mas com capacidade autóctone de comandar um projeto de 
recuperação identitária, que pouco a pouco vai sendo assente em 
mais e mais camadas da população; o qual afunila, de cada passo em 
favor da cultura vasca e catalã, um pouco mais a margem de manobra 
dos partidos estatais e das visões “espanholistas”  que certos setores 
sociais, ainda conservam, em ambas nacionalidades.

Outra tendência: a de Unidade Espanhola na diversidade fica ferida morte, 
e sendo já residual, desde que a oposição do PP impedira em épocas anteriores 
um redesenho do marco estatal espanhol, reforma constitucional incluída; 
situa em cima da mesa um debate que o próprio PP (antes Aliança Popular), 
tenta evitar desde o inicio da democracia: o modelo adequado de Estado, 
para a convivência pacifica entre os distintos povos da Espanha. 
Frustrado esse debate desde a constituição das autonomias como 
um “café para todos” Euskadi e Catalunha, são cientes a dia de hoje, 
que no marco atual Espanhol, seu acomodo passa, pela lenta mais 
continua substituição lingüística, assim como a perda de valores culturais 
que os identifica  como povos, dado o que está a acontecer em Valencia, 
Baleares e Galiza; onde a chamada língua mãe, já é muito minoritária 
nas novas gerações, e onde como no caso galego 
tão só o 3% dos meninhos e meninhas em idade de pré-escolar 
são escolarizados na língua do país. Assemade com a visão imposta, 
tempo atrás, do castelhano como língua espanhola... e pelo tanto 
única língua de comunicação entre as distintas comunidades do Estado, 
as outras línguas também espanholas ficam subordinadas a mal chamada 
“língua comum”... que em nenhum período histórico, 
foi aceite democraticamente pelo resto dos territórios do Estado, 
como a língua franca de uso na península...

Deste jeito, sem capacidade de auto governo real, Galiza, 
avança neste novo marco nascido destas eleições, 
a passos cada vez mais firmes, para a unidade linguístico e cultural, 
como o resto do estado, baixo domínio do castelhano; 
enquanto Catalunha e Euskadi, avançam para a tentativa de consolidar 
uma identidade própria, que na curta ou na longa - tudo vai depender 
dos tempos políticos na Espanha e na Europa - terão de desembocar, 
de facto ou realmente, em a consecução dum Estado Soberano...
No referente à Galiza, o abandono da tradicional via de reintegração do galego 
no seu sistema linguístico galaico-português, visão majoritária no exílio 
e dentro do galeguismo histórico; e o inicio do processo de isolamento 
- e subsidio linguístico, da nossa língua do castelhano, que rematou 
no decreto Filgueira e as ainda vigentes Normas Ortográficas e Morfológicas 
do Idioma Galego (ILG-RAG); que foram de grande dano para cultura galega, 
ao impedir que o galego virasse em língua internacional, com todas as possibilidades 
e potencialidades que isso com leva; facilita claramente a expansão do castelhano, 
que conta com redes poderosas internacionais audiovisuais, 
com as quais nossa língua não pode concorrer.

Esta separação da nossa língua do seu tronco comum acelera 
a visão de inutilidade do galego, de impossibilidade na comunicação 
com o mundo lusófono e de incapacidade para criar "gírias urbanas" 
ou novo léxico, que obriga mesmo a mocidade galeguista 
a "copiar" léxico urbano castelhano, acelerando a substituição linguística, 
que hoje mesmo se da no meio rural... onde as poderosas redes audiovisuais castelhanas, 
que dominam o panorama jornalístico e televisivo na Galiza, chegam com facilidade... 
enquanto a Mídia lusófona que poderia igualar este processo, não pode ser recebida, 
e mesmo sendo recebida seria percebida como uma língua estranha, não nossa; 
como hoje a percebe o português a maior parte dos galegos e galegas....

O real é, pois, que não sendo uma aprofundação da grave crise económica, 
e certo contágio nos processos de Catalunha e Euskadi, se estes tiveram sucesso, 
tanto no político como na viabilidade económica; em um breve o menos breve futuro, 
Galiza se encaminha diretamente a seu encaixe dentro da Espanha, numa unidade cultural, 
sem diversidade linguística, com predomínio total do castelhano, 
e assunção de normalidade e naturalidade, neste processo.
Mesmo em poucos anos, de seguir está tendência, o antinatural e o anormal, 
seria "impor o galego".

20 de outubro de 2012


O historiador Daniel António Pereira nos brinda com mais uma obra de referência para o conhecimento de Cabo Verde, sua terra, sua gente.Cidade da Praia de Santiago: no compasso do tempo coloca o leitor diante da história de um patrimônio, a princípio arquitetônico e, de forma mais ampla, cultural que merece ser preservado pelas águas do tempo e pelo limo da memória, convocando a uma reação-ação no presente que, efetivamente, possa construir um futuro condizente com a dignidade do passado.
A defesa do patrimônio é a bandeira deste livro, que faculta ao leitor referências fulcrais, de 1497 a nossos dias, para a compreensão de como nasceu e se tem desenvolvido a urbe que hoje sedia a capital da República de Cabo Verde.
Viajar no tempo e pelos espaços da cidade da Praia (acompanhando o dilema de um país de desenvolvimento médio que busca manter os pilares de sua identidade singular em meio à pressão homogeneizante da globalização) resume a aventura a que nos desafia Daniel Pereira ao longo de sua macronarrativa, estimulando uma leitura crítica e uma atitude de respeito para com um dos centros históricos mais relevantes de Cabo Verde.
Para os que amam o chão crioulo e para os que ainda não o conhecem (e certamente amarão), considero obrigatória a fruição deste livro.

Simone Caputo Gomes
Universidade de São Paulo, Brasil

18 de outubro de 2012


lemos e assinamos este abaixo-assinado online: «Não uso de igreja em campanha politica» 

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N29700 

concordamos com este abaixo-assinado, por isso, o divulgamos. 

16 de outubro de 2012


CONVITE
 
 
O Instituto Camões  - Centro Cultural Português e a Cátedra Agostinho da Silva da UnB têm o prazer de convidar
para o lançamento do livro O LIVRO DO RIO MÁXIMO DO PADRE JOÃO DANIEL, publicado pela  EDUC da PUC-SP, no dia 18 de outubro, quinta-feira, às 19h30.
 
Este lançamento esta inserido na programação do colóquio
 
"Agostinho da Silva e os 50 anos da UNB"
 
Na ocasião será apresentada uma exposição bibliográfica de obras de Agostinho da Silva
 
Local: IC- Centro Cultural Português / Embaixada de Portugal em Brasília
         SES - AV. Nações Quadra 801, Lote 02
Fone:  (61)3032-9636
 
 
 
O LIVRO DO RIO MÁXIMO DO PADRE JOÃO DANIEL 
Henryk Siewierski (prólogo, seleção e posfácio)
EDUC, 2012
ISBN 978-85-283-0441-1
 
 
 
O Padre João Daniel, cronista da Companhia de Jesus, que viveu na Amazônia no período de 1741 a 1757, precisa mesmo ser recuperado, a partir da violência de seu degredo e prisão em Portugal, onde morreria, e do alcance de sua obra, pensamento e legado que nos atingem e informam sobre o presente e se projetam ainda ao futuro.
Muitos pesquisadores e historiadores têm se debruçado sobre ele, e, para isso, é fundamental a edição recente de Tesouro descoberto no máximo rio Amazonas, onde se pode acompanhar desde algumas singularidades a preciosos comentários.
À maneira de um antropólogo que foi, conseguiu expressar observações minuciosas e seus aturdimentos a respeito dos costumes da terra, da vida dos índios, das diversas maneiras de cultivo e comportamento. Tratou das plantas e preparos de cura, práticas da antropofagia e mecanismos de ocupação da terra e organização da economia. Diante do máximo rio, do mar doce, experimentaria o espanto e a opção pelo ingresso em territórios que lhe trouxeram descobertas importantes, a constituírem o maior tesouro de informações que se tem sobre o mundo amazônico no período colonial. (...)
O trabalho de Henryk Siewierski sobre o Padre João Daniel vai nos mostrar outros aspectos, como a dimensão poética e o olhar de descoberta que nos levam à história pelo poético. Geografia e forma, detalhe e amplitude. O padre e personagem que se fez ator e autor no mundo amazônico nos situa de modo a podermos entender conquistas e impasses de nossa própria construção social e cultural ao longo de séculos.
Por isso, esta sensível antologia nos conduz e aproxima de uma linguagem que busca expressar a grandeza dos espaços que se oferecem em trópicos sem limites, e o exercício da tirania implacável que levaria à prisão e à morte o observador privilegiado, o cronista que conseguiu nos deixar um tesouro incomparável.
 
Jerusa Pires Ferreira
Professora do Programa COS/PUC-SP

15 de outubro de 2012

UnB 50 anos

http://www.youtube.com/watch?v=-51RBy3b6Os

SOU PROFESSORA E ME PARABENIZO.



Não, não estou com surto de egoísmo. 15 de outubro – é o DIA DOS PROFESSORES.
Ops: DIA DAS PROFESSORAS.

Sem exclusividade de sexo, no meu texto homenageio a todos,
basta fazer as adaptações pelas categorias.
Vou dizer o óbvio, mas vou dizer.

Pelo sentido canônico, professora ensina, mas, há anos e anos
na profissão de docente, confirmo que ensinar é,
antes de tudo, aprender. Aprendi a estudar para ensinar,
aprendi a pesquisar para ensinar a pesquisar.
Aprendi que cada aluno é um,
porque nenhum modo de me olhar é igual.
Aprendi que avaliar um aluno é, antes de tudo,
autoavaliar-nos pra descobrir se sabemos ensinar para que
um estudante aprenda e seja avaliado.
Descobri que professor não reprova,
quem se reprova é o aluno,
porque não aprendeu o que a professora ensinou
- e ensinou bem -,
pois sempre prepara suas aulas sabendo o que vai ensinar e para quem.

Olhando o passado e rememorando os muitos e muitos alunos
que estiveram em minhas salas de aula,
para quase todos eu daria a carteirinha de estudante;
para uns poucos eu daria a de aluno.

Adquiri a certeza de que ler é um processo
que vem de dentro da mente (coisa que nenhum dicionário diz),
pelo exercício da descoberta e pelo desejo de crescimento.
Todo mundo quer descobrir, todo mundo quer crescer,
todo mundo quer ler. Diga que um livro é raro,
que é difícil de encontrar, e logo todos querem reserva
para que só um não seja beneficiado.
Se o livro está fora da estante (sumido) na biblioteca, bate o desespero...

Meus alunos me conduziram a aprender que
a generosidade no repasse do conhecimento
é o maior mérito de uma professora,
que estuda a vida toda pra deixar um legado do saber aos que nela confiam.

Teresa de Ávila – a Santa Doutora da Igreja –
revelou que “ensinar”, longe de teorizar,
é transmitir convicções e comunicar experiências.
O dia 15 de outubro é consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila.
Eu tenho convicção. Parabéns, Professoras!  Parabéns, Professores!

Profa. Enilde Faulstich