22 de janeiro de 2013

Catedral de Formosa-GO

«Petição contra a derrubada das 28 árvores da Catedral de Formosa-GO.» 

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2013N34938 

Assina o abaixo-assinado aqui http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2013N34938 e divulga-o por teus contatos. 

serviço http://www.peticaopublica.com.br em relação ao abaixo-assinado http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2013N34938

Professores para Maputo/Dili 2013

Recrutamos professores lusófonos para o ano lectivo de 2013/14  em
regime temporário e com permanência de pelo menos 6 meses.

As candidaturas podem ser feitas aqui, sendo que os profissionais
serão requisitados para ensino superior, em cursos de bacharelato e
licenciatura.

Podem igualmente candidatar-se docentes Doutorados ou com Mestrado e
que tenham, preferencialmente, dois anos de experiência docente
comprovada na área em que se candidatam.

Os professores receberão uma mensalidade de 4500¤.

Será paga também a passagem aérea, em classe económica, de ida e volta
do porto / lisboa para Luanda / Maputo / Dilí, assim como o regresso.

Iniciar Processo de candidaturas através do endereço:

world_recruitment@teachers.org

Mónica Azevedo

Coordenadora Equipa Comunitária

Programa K'CIDADE

Rua Luís Piçarra, nº 6A |

1750-101 Lisboa

Tm: 96.8630101

monica.azevedo@kcidade.com

20 de janeiro de 2013









Portugal vai acolher no 2.º semestre de 2013 a 
II Conferência Internacional sobre a Língua Portuguesa no Sistema Mundial concretizando, assim,
 uma deliberação do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa 
reunido em Brasília a 31 de Março de 2010.
Cerca de duas dezenas de organizações da Sociedade Civil manifestaram a intenção de coordenar
esforços no intuito de poderem dar a sua contribuição ao evento, tendo, nesse sentido,
 designado uma Comissão coordenada pelo OLP – Observatório da Língua Portuguesa e integrada,
 igualmente, pela Academia das Ciências de Lisboa,
 a APEDI – Associação de Professores para a Educação Intercultural,
o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa e a Priberam, a quem incumbiram de
estabelecer os requisitos necessários a tal participação.
A Conferência “A Sociedade Civil no Plano de Ação de Brasília” responde, assim, 
ao intuito de sensibilizar e mobilizar a Sociedade Civil para o papel que lhe cabe na promoção,
difusão e projeção da Língua Portuguesa.
Propõe-se evidenciar o sentir da Sociedade Civil acerca do ensino,
da presença nas Organizações Internacionais e da difusão pública da Língua Portuguesa,
tanto na perspetiva de balanço da implementação já alcançada do Plano de Ação de Brasília,
como de enunciação de novas e relevantes medidas para o futuro.

31 de dezembro de 2012


Agostinho da Silva: “Não há dúvida nenhuma de que o futuro do mundo, a civilização do desenvolvimento, da cultura, do homem superior vai surgir no Brasil – e é por isso que está sendo tão difícil fazer o Brasil”

Agostinho da Silva (http://www.educ.fc.ul.pt)
Agostinho da Silva (http://www.educ.fc.ul.pt)
“Não há dúvida nenhuma de que o futuro do mundo, a civilização do desenvolvimento, da cultura, do homem superior vai surgir no Brasil – e é por isso que está sendo tão difícil fazer o Brasil.”
Agostinho da Silva
O “Homem Superior” é aquele que consegue vencer todos os complexos de superioridade rácica ou religiosa, num verdadeiro e pleno cumprimento dos grandes temas do Culto do Espírito Santo e que realiza assim – pelo tolerância e incorporação do Outro – a promessa do Quinto Império.

O apocalipse em banho-maria
                                              Alberto Dines
Os ingleses são decididamente diferentes. Assim é que na véspera da passagem do ano, quando todos tentam se embalar com champanhe e esperanças, o  “Economist”, seu mais importante semanário e um dos mais lidos em todo o mundo, circula com uma capa mefistofélica. O  “Breve Guia para o Inferno” é uma engraçada e elaborada charge onde diabinhos, diabos e asquerosas criaturas exibem os pecados capitais interpretados pelos players da cena mundial.
Ninguém escapa: a Luxúria é representada pelo general Petraeus e Berlusconi, banqueiros são engolidos pelo monstro da Cobiça, Satanás, diabo-mor, maneja um painel denominado “mudanças climáticas” enquanto segura a própria capa da revista. O único risonho, Barak Obama, não obstante ostentar o pecado do Orgulho parece inebriado pela auto-estima, sem reparar no abismo fiscal. Ao fundo, atolado no lodaçal, um camburão designado como “jornalismo inglês”.  A auto-flagelação faz sentido: os editores preferiram poupar o premiê britânico a brigar com o governo. Ninguém é de ferro.
 A virada da ampulheta na próxima segunda, 31, será iluminada pelos fogos de artifício, artificiosos e enganosos, pois o Dia Seguinte já se prenuncia comprometido. Como numa tela do nosso conhecido Caravaggio, o claro-escuro está mais escuro do que claro. O apocalipse esquenta em banho-maria – devagar, infalível.
A crise econômica deixou de ser notícia de jornal, é realidade palpável, concreta, brutal. Uma generalizada sensação de década perdida está tirando dos jovens o gosto de começar e, dos velhos, o prazer de contemplar.
O mundo enrolou -- evaporaram-se edens e eldorados, sumiram as doutrinas messiânicas, as utopias estão aposentadas, emergentes e submergentes empacaram. A democracia está em crise, a prova é o tremendo aumento das manifestações de rua. O capitalismo está em crise, a prova é a sua incapacidade para medicar-se, o socialismo está em crise, a prova é a sua canibalização pelo corporativismo, o liberalismo está enfezado, a prova é a submetralhadora debaixo do braço, a religião está em crise, a prova é o seu apego ao poder temporal.
Isso é grave: os escritores avisam que vão parar de escrever porque nada mais merece ser contado. Mais grave ainda é o embaçamento do espelho da crise -- a mídia -- desconectada pelo excesso de conexões.
A Europa, mostruário da paz, derrubou fronteiras e agora está às voltas com  secessões na Bélgica e Espanha (a fome espanta qualquer disposição para a fraternidade). Venezuela, Argentina e Paraguai estão matando a pauladas o Mercosul sonhado por Bolívar.
BRICS não são exceção: o estupro de uma jovem na Índia e as gigantescas manifestações de protesto exibem a enorme distância entre crescimento e real desenvolvimento. O terror político entranhado na Rússia é um remake tenebroso e gelado do fascismo mediterrâneo. Agarrados à doida locomotiva chinesa voamos em direção de monumental incógnita que chinês algum é capaz de deslindar.
E nós, privilegiados brasilianos, entre apagões e ilusões, mas sempre abençoados pelos deuses, vamos enfim desfrutar o gosto de viver sob o manto da lei. Sensação nova, estranha, complicada, penosa, com um  travo do ceticismo no tocante a crimes e castigos. Sem alternativas. 

26 de dezembro de 2012


A par de Aristides e por terem agido de forma idêntica, entendo justo e necessário lembrar e homenagear aqui também dois ilustres brasileiros, que igualmente merecem a designação de heróis lusófonos. Desobedecendo a ordens do Presidente Getúlio Vargas, o então Embaixador do Brasil em França, Luiz de Souza Dantas, concedeu centenas de vistos a judeus até 1942, e D. Aracy de Carvalho Guimarães Rosa (infelizmente falecida em 2011, em São Paulo), encarregada de vistos no Consulado do Brasil em Hamburgo, logrou igualmente vistos para salvar dezenas de judeus. Ambos ficaram para a História da Humanidade, entre outros, como “Justos entre as Nações” e estão lembrados, tal como Aristides, no Museu do Holocausto, em Jerusalém.

Acresce que, no domingo passado (23-12-2012), foi noticiado num jornal e numa TV portuguesas (Publico e SIC respetivamente), que apareceram documentos e testemunhos de um outro ‘Aristides’ português, até aqui desconhecido, que terá salvo em Roma, então ocupada pelos nazis, dezenas de pessoas perseguidas por estes, entre os quais judeus, e que, se capturadas, iriam ser mortas num campo de concentração. Trata-se do padre Joaquim Carreira, então diretor do Colégio Eclesiástico português em Roma, que nele acolheu e deu esconderijo seguro a esses perseguidos.

Jorge da Paz Rodrigues