26 de setembro de 2013

Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação – objetivo da CPLP

Lúcia Vinheiras Alves
do sítio da TV Ciência, do IICT (Portugal)
20 de setembro de 2013
II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial vai realizar-se em Lisboa nos dias 29 e 30 de outubro de 2013, com especial enfoque na utilização da Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação.
No programa da Conferência, agora apresentado, constam dezenas de comunicações de proeminentes académicos e estudiosos da Língua Portuguesa que irão refletir porque a Língua Portuguesa perdeu espaço como Língua de ciência.
Ivo Castro, professor da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, e membro da comissão científica da Conferência, explicou à TV Ciência que “desde o século XVI que a Língua Portuguesa é uma Língua de conhecimento e de ciência. Quando as várias Línguas principais de cultura da Europa substituíram o latim como a Língua da ciência, o português foi uma delas e tem sido sempre desde então.”
O professor acrescentou que existe “produção científica em Língua Portuguesa quer nas ciências exatas, quer no pensamento em Língua Portuguesa”, mas “agora, no tempo em que estamos, a força de outras línguas é tão grande que muitas vezes nos esquecemos do passado e do património que possuímos”.
“O sentido comum é que hoje em dia o inglês é a língua dominante e que não vale a pena fazer ciência noutra língua que não seja o inglês, e nós somos interpelados a esse respeito muitas vezes”, afirmou o especialista.

Para o professor Ivo Castro, o objetivo do novo Plano de Ação para a Língua é “de defender um território, um património e uma herança”, pois “desde o século XVI que a Língua Portuguesa é uma Língua de conhecimento e de ciência”.

Ao colocar a Língua Portuguesa enquanto Língua de ciência na agenda académica, mas também política dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Ivo Castro referiu que o objetivo não é competir com outras línguas.
“O objetivo é o de não entregar os pontos, o de defender um território, um património e uma herança”, afirmou o especialista e acrescentou que esta “é a obrigação de quem se dedica ao português. Não é o desistir do que é português, não é desistir por Portugal, mas é o de se bater pela manutenção dos nossos recursos.”
Recursos que são essenciais para a produção de ciência em Língua Portuguesa, já que “pensar ciência em português não é o mesmo que pensar ciência portuguesa noutra língua”, explicou, e referiu que “se estivermos na pele da nossa Língua, temos recursos criativos e de definição que não temos se estivermos em tradução”.
E o professor exemplificou que para muitas pessoas “é uma experiência deprimente estar numa sala em que se está a discutir um tema científico, onde, por exemplo, estão apenas portugueses e brasileiros a falar de questões científicas uns com os outros em inglês” e, “por vezes, mau inglês”. Por isso, disse, “um debate entre portugueses e brasileiros em inglês é normalmente uma experiência a não repetir”.
Mas a verdade, é que em Portugal, a comunidade científica e académica comunica quase exclusivamente em inglês.
“Os próprios autores das teses pensam, no momento em que as escrevem, que, se as escreverem em inglês, vão gozar de uma audição internacional mais fácil. São os próprios que fazem essa opção de escrever em inglês. O que em certos domínios faz sentido, noutros pode fazer menos”, referiu.
Ivo Castro disse, no entanto, que “mesmo quando faz sentido, ir ao encontro de um público mais vasto escrevendo em inglês, não podemos esquecer aquele pensamento um pouco melancólico e amargo, de que cada gesto desses é uma facada na Língua Portuguesa”.
–– Terminologias em comum para a ciência ––

Para a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, é possível comunicar ciência em várias línguas – e também em português.

Para Ana Paula Laborinho, presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, há espaço na ciência para comunicar nas várias línguas, não desprezando o português.
“Não há conflito nesse sentido. Achamos que as duas coisas são conciliáveis”, afirmou a responsável, e acrescentou que, dependendo “dos nichos de ciência, compreende-se perfeitamente que também possa haver esse objetivo, que é o de chegar a públicos mais vastos, e não há uma incompatibilidade. E é importante também para os nossos investigadores e para as nossas universidades essa oferta.” No entanto, ressalvou, relativamente à utilização do português como Língua de conhecimento, que, “a par dessa oferta, há outra oferta que temos de consolidar de uma forma que possa ser mais internacional”.
Para alcançar este objetivo, existem recomendações práticas que poderão vir a fazer parte do novo Plano de Ação para o Futuro da Língua Portuguesa, que será definido em Lisboa.
Ivo Castro referiu por exemplo, a “criação de terminologias, de bases terminológicas comuns aos vários países de Língua Portuguesa, nos domínios técnico, cientifico, etc. Para que o mesmo conceito, o mesmo objeto ou o mesmo processo não tenha designações diferentes em Portugal, no Brasil e nos outros países.”
Para o especialista, este é “um objetivo prático que se pode aplicar gradualmente domínio a domínio e que dá resultados garantidos”.
Por outro lado, acrescentou o professor, “um outro aspeto concreto é o de as políticas científicas dos vários países respeitarem a Língua Portuguesa. Em Portugal, um projeto científico só pode ganhar apoios governamentais, das agências de financiamento, se for elaborado em língua inglesa, se for defendido em língua inglesa, se for depois objeto de relatórios em língua inglesa. Isso sobretudo terá mais vantagens se o seu desenvolvimento decorrer em língua inglesa, e nem sempre isso é compatível com os interesses científicos do projeto.”
Uma situação para a qual o professor recomendou uma solução: “Na avaliação das candidaturas e da execução dos projetos, não ser penalizado um projeto que é apresentado em Língua Portuguesa”.
A 29 e 30 de outubro, estes são temas de debate e reflexão em Lisboa, sobre o futuro da Língua Portuguesa no sistema mundial.  :::
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ALVES, Lúcia Vinheiras. Língua portuguesa como Língua de ciência e inovação é objetivo da CPLP.
Extraído do sítio da TV Ciência – seção Notícias.do Instituto de Investigação Científica Tropical – IICT
Lisboa, Portugal.
Publicado em: 20 set. 2013.
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Como é que esta Mulher foi Deputada pelo "centrão"???


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As premonições de Natália 
"A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista".

"A sua influência (dos retornados) na sociedade portuguesa não vai sentir-se apenas agora, embora seja imensa. Vai dar-se sobretudo quando os seus filhos, hoje crianças, crescerem e tomarem o poder. Essa será uma geração bem preparada e determinada, sobretudo muito realista devido ao trauma da descolonização, que não compreendeu nem aceitou, nem esqueceu. Os genes de África estão nela para sempre, dando-lhe visões do país diferentes das nossas. Mais largas mas menos profundas. Isso levará os que desempenharem cargos de responsabilidade a cair na tentação de querer modificar-nos, por pulsões inconscientes de, sei lá, talvez vingança!"

"Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente".

"Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica".

"Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão".

"Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?"

"As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir"."

Natália Correia
Fajã de Baixo, São Miguel, 13 de Setembro de 1923 — Lisboa, 16 de Março de 1993

Todas as citações foram retiradas do livro "O Botequim da Liberdade", de Fernando Dacosta.

Mês do Brasil na China e Semana da Cultura Brasileira em Macau

Da Rádio China Internacional e do Ministério da Cultura do Brasil
Entre os dias 3 e 29 de setembro, oito cidades chinesas, Pequim, Xangai, Hangzhou, Chongqing, Nanquim, Wuxi, Hong Kong e Macau, receberão mais de 50 eventos culturais: é o Mês da Cultura Brasileira na China. Através de diversas expressões artísticas como concertos musicais, apresentaçao de filmes, espetáculos de dança e mostras fotográficas, de literatura e de gastronomia, os chineses poderão conhecer a cultura diversificada do Brasil.
E entre 15 de outubro e 11 de novembro, será a vez de a China apresentar aos brasileiros sua programação: o Mês da China no Brasil.
A abertura da programação se deu a partir de show de Francis e Olívia Hime, em Pequim, dia 3. No espetáculo, Sem Mais Adeus, homenagearam Vinícius de Moraes (1913-1980) – este ano comemora-se o centenário de nascimento do poeta. No dia 7, o mesmo concerto foi apresentado no Festival de Jazz de Xangai.
Entre os dias 13  e 14 de setembro, o escritor, editor e mestre em literatura pela Universidade de São Paulo, Leandro Sarmatz, e a escritora e cronista da revista cultural ‘Piauí’, Vanessa Bárbara, falaram aos chineses de Xangai sobre a nova literatura brasileira. Sarmatz abordou, em especial, a literatura do Rio de Janeiro entre as décadas de 1950 e 1970, com as obras de Vinícius de Moraes e de Clarice Lispector (1920-1977).
E ainda em Xangai, dia 13, iniciou-se o 4º. Brapeq – Festival de Cinema Brasileiro na China, em Pequim.
A embaixada brasileira em Pequim, o Consulado-Geral do Brasil em Xangai e o Consulado-Geral do Brasil em Hong Kong são os responsáveis pela organização dos eventos.
No último dia 12, a Embaixada do Brasil na China realizou uma entrevista coletiva em Pequim para lançar o Mês do Brasil na China.
“A cultura é o que faz a identidade de uma nação”, declarou a ministra da Cultura do Brasil, Marta Suplicy, durante a entrevista em Pequim concedida a mais de 20 veículos de imprensa da China. “A nossa música tem forte raiz africana, a nossa gastronomia também. Ao mesmo tempo, temos bastante influência dos europeus e dos povos indígenas. Muitas palavras do português são de origem indígena. Esta miscigenação é o que forma nossa identidade.”
A realização desse Mês da Cultura Brasileira na China faz parte de um acordo assinado em 2011 pelo então presidente chinês Hu Jintao e a atual presidenta brasileira Dilma Rousseff.  :::
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–– Extraído da Rádio China Internacional e do Ministério da Cultura do Brasil ––
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–– II Semana da Cultura Brasileira começou em Macau ––
Da Agência Lusa
24 de setembro de 2013
O Estado brasileiro de Pernambuco é o tema central da segunda edição da Semana da Cultura Brasileira em Macau, que decorre integrada no Mês do Brasil da China e arrancou hoje.
O evento em Macau é realizado em parceria com o Departamento de Português da Universidade de Macau e na qual participam vários académicos.
Além dos filmes e das exposições, a segunda edição da Semana da Cultura Brasileira trouxe até Macau especialistas da literatura do país para discutirem o Sertão – as zonas áridas do interior do nordeste brasileiro – que “inspiram escritores e é fonte muito rica da imaginação artística” da região, explicou à Agência Lusa Raquel Abi-Sâmara, uma das coordenadoras do evento.
Em destaque estará também a literatura de cordel, um género literário típico do Estado e que “está muito vivo, mantendo a sua tradição de retratar em verso a atualidade”, acrescentou a mesma responsável, salientando que ela própria, numa visita recente a Pernambuco, ouviu e leu muitas crónicas relacionadas com as manifestações no Brasil. “Era o assunto do dia”, explicou.
Ao longo da semana, os alunos dos cursos de português da Universidade de Macau vão ter também oportunidade de contactar diretamente com escritores brasileiros, como Adriana Lisboa, galardoada em 2003 com o Prémio José Saramago, que vai apresentar o seu mais recente romance em Macau no próximo fim de semana.
O livro, intitulado Hanói, será apresentado na Livraria Portuguesa de Macau, no final da primeira viagem da autora à China.
Nascida no Rio de Janeiro, Adriana Lisboa vive há seis anos nos Estados Unidos, e Hanói, o seu sexto romance, apresenta-se como um livro sobre “deslocamentos”, onde a cidade evocada no título “é mais um futuro imaginado do que uma localidade geográfica”.
Em declarações à Agência Lusa, Fernanda Gil Costa, diretora do Departamento de Português da Universidade de Macau, explicou que o objetivo da semana cultural “é contribuir para que o Brasil seja mais conhecido em Macau”.
“É o maior dos países lusófonos e, portanto, temos o maior interesse que Macau – onde o português continua a ser Língua oficial, embora se dê pouco por isso – conheça os países da Língua Portuguesa. O Brasil é aquele que tem mais falantes de português no mundo e, por isso, é bastante representativo, quer no presente, quer daquilo que julgamos poder vir a ser o futuro da Língua Portuguesa”, disse.
A mesma responsável acrescentou que o Brasil é, em termos culturais, “muito diversificado e também muito importante porque a cultura brasileira, sobretudo a música, é um evento mundial. E tudo aquilo que tenha a ver com o conhecimento e reconhecimento do caráter impar da cultura brasileira é extremamente importante.”  :::
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–– Extraído da Agência Lusa ––
A Korsang di Melaka - ONGD, associa-se e divulga:
                            
CONFERÊNCIA - LÍNGUA PORTUGUESA, SOCIEDADE CIVIL E CPLP
                                     Dia 11 de Outubro de 2013 na Universidade do Algarve 
                                           (Grande Auditório - Campus Gambelas - Faro)
                                          Aceda ao programa e Inscrição no site: A Q U I

22 de setembro de 2013

Milton Nascimento - Pieta (full concert)

http://youtu.be/ojUKOBqKNOo
Chamada de Trabalhos
IV Congresso Internacional em Estudos Culturais – Colonialismos, Pós-colonialismos e Lusofonias
28, 29 e 30 de abril, 2014
Aveiro, Portugal
+ info: http://estudosculturais.com/congressos/ivcongresso/
1. Colonialismos, Pós-colonialismos e Lusofonias – Descolonizar o pensamento
Descolonizar o pensamento hegemónico onde quer que ele se revele, não pode deixar de implicar as academias, centros de produção do saber e do conhecimento da realidade cultural, política e social, centros a partir dos quais pode e deve ser estabelecida uma práxis que alie o conhecimento científico a uma ação transformadora das realidades sociais, ou, mais do que isso, uma práxis efetivamente inserida nessas realidades. É essa dimensão política da ciência, no sentido de uma ciência que se institui como ação na pólis, como prática que re-imagina e transforma o mundo que o Programa Doutoral em Estudos Culturais UA/UM pretende imprimir a este IV Congresso Internacional.
Uma reflexão pós-colonial no contexto lusófono não pode evitar o exercício da crítica às antigas dicotomias periferia/centro; cosmopolitismo/ruralismo, civilizado/selvagem, negro/branco, norte/sul, num contexto cultural de mundialização, transformado por novos e revolucionários fenómenos de comunicação, que têm também globalizado a marginalidade. Um tal projeto implica, em nossa opinião, trabalhar a ideia de que colonialismos e pós-colonialismos marcam as culturas e as histórias de colonizadores e colonizados, misturando, de diferentes formas, os seus ‘destinos’. Não há colonialismos nem pós-colonialismos iguais. Cada qual tem de reconstruir, conhecer, simbolizar e integrar a sua própria história e definir sentidos possíveis de futuro. Também não há como não o fazer, pois o ‘destino’ que em comum nos coube, para o melhor e o pior, é um dado com o qual podemos e devemos pensar o futuro.
O que será decisivo neste projeto é descolonizar a cultura, o pensamento, as práticas sociais, a política e a ciência: uma tarefa que cabe a colonizados e colonizadores. Em nosso entender, esta é uma das tarefas candentes no processo de re-imaginação da Lusofonia, que passa, atualmente, pela procura de um pensamento estratégico rumo a uma reflexão e a uma práxis descolonialista.

2. Organização das sessões
O IV Congresso Internacional em Estudos Culturais – Colonialismos, Pós-Colonialismos e Lusofonias acolhe duas modalidades de apresentações: as Conferências e as Tertúlias.
2.1. As Conferências
As Conferências serão proferidas por convidados cujo trabalho científico se revista de notório reconhecimento nacional e internacional. Terão lugar no auditório do Museu de Aveiro. Os horários e os temas poderão ser consultados no site do IV Congresso.
2.2. As Tertúlias
A tertúlia será o formato de eleição das sessões deste Congresso. A ideia é proporcionar uma versão mais interativa das tradicionais sessões paralelas, com menos trabalhos expostos em simultâneo e maiores possibilidades de aproximação e discussão entre os autores e demais participantes. Cada tertúlia será organizada em torno de um tema e composta por até 5 trabalhos que o abordarão a partir de diferentes perspetivas.
O tempo máximo de apresentação dos trabalhos será de 10 minutos, seguindo-se um período de discussão mais alargado. O modelo de cada apresentação fica a cargo de cada conferencista, sendo incentivada a criatividade e a multiplicidade de formatos. Não há obrigatoriedade de utilização de powerpoints e não haverá projeção de imagens por data-show. Solicitamos a todos os conferencistas que nos enviem as imagens que desejarem compartilhar na apresentação, sejam slides, vídeos, fotografias, etc., até ao dia 30 de janeiro. Elas ficarão disponíveis online no site do IV Congresso e poderão ser visualizadas durante as sessões. Para o melhor andamento dos trabalhos, sugerimos a todos que tragam os seus próprios computadores portáteis.
As submissões de trabalhos deverão ser feitas em português ou em inglês (veja o item 2.2.2), mas todas as línguas serão bem-vindas e poderão ser utilizadas para apresentar trabalhos nas tertúlias. Para tornar possível a comunicação no contexto multicultural em que nos encontraremos, solicitamos, a todos os autores que entreguem uma versão inglesa dos textos até ao dia 30 de janeiro de 2014 (quando esta não for a língua adotada na submissão da proposta). Esta solicitação prende-se com a necessidade de nos fazermos compreender pelos conferencistas de diversas nacionalidades e diferentes línguas maternas. Os textos ficarão disponíveis online no site do IV Congresso e poderão ser consultados no momento da tertúlia. Deste modo, o conferencista poderá fazer a sua apresentação na sua língua de conforto sem prejuízo da compreensão por parte dos demais integrantes do grupo.
2.2.1 Os temas
As tertúlias serão organizadas em torno de temas importantes nos debates sobre Colonialismos, Pós-colonialismos e Lusofonias no contexto dos Estudos Culturais. Privilegiaremos, portanto, as abordagens mais problematizadoras e menos descritivas. Sugerimos aqui algumas temáticas, mas não encerramos nelas o escopo deste IV Congresso, ficando livres os autores para contribuir com outras propostas:
1. Pós-colonialismos e políticas de identidades.
2. Descolonizações ou recolonizações?
3. Emigrantes em contextos coloniais e pós-coloniais.
4. Lusofonias visíveis, lusofonias invisíveis.
5. Questões de género em contextos coloniais e pós-coloniais.
6. Direitos humanos e construção da alteridade em contextos coloniais e pós-coloniais.
7. Pensar a descolonização da cultura: das marcas coloniais à re-imaginação do mundo.


2.2.2 Submissão de trabalhos
Poderão ser submetidos trabalhos individuais que serão agrupados pela organização do Congresso segundo a temática indicada pelo autor, bem como sessões fechadas, com no mínimo 3 e no máximo 5 participantes. Esta proposta (texto completo) deverá ser submetida numa das duas línguas oficiais do IV Congresso (português e inglês). No caso da proposta aceite ter sido redigida em português, uma versão em inglês deverá ser enviada até ao dia 30 de janeiro de 2014.
2.2.3. Regras de edição dos textos e apresentação dos trabalhos
Todas as línguas serão bem-vindas e poderão ser utilizadas na publicação eletrónica das atas do IV Congresso. No entanto, para o alargamento das possibilidades de disseminação do conhecimento no contexto internacional, solicitamos aos autores que entreguem os textos completos em duas versões, sendo uma na língua que preferirem e outra em inglês até ao dia 30 de janeiro.
Os artigos devem ter em 8 e 10 páginas; letra: Georgia 11 (texto), 10 (citações), 9 (notas de rodapé); espaço: 1,5 (texto), 1,0 (citações e notas); parágrafo: 10 pto; referências bibliográficas apenas no fim. 
A submissão dos artigos é feita através de um sistema que implica que os autores façam um registo prévio(http://www.estudosculturais.com/congressos/ocs-2.3.5/index.php/ivcongresso/cpcl/user/account)
4. Publicação
As atas dos trabalhos apresentados no IV Congresso Internacional em Estudos Culturais serão disponibilizadas em formato digital com ISSN já na altura da realização do evento. Alguns trabalhos poderão posteriormente ser selecionados para publicação num número especial da Revista do Programa Doutoral em Estudos Culturais / Universidades de Aveiro e do Minho, Estudos Culturais – Revista Lusófona ou eventualmente num E-Book. Nestes casos, os autores serão devidamente consultados a respeito do seu interesse na referida publicação.
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