28 de setembro de 2013
27 de setembro de 2013
Há factos históricos irrefutáveis, simplesmente porque aconteceram...
Intervenção do deputado António Filipe em 18 de Julho de 2008, nos 90
anos de Nelson Mandela na Assembleia da República.
"(...) aquilo que os senhores não querem que se diga, lendo os vossos
votos, é que Mandela esteve até hoje na lista de terroristas dos
Estados Unidos da América. Mas isto é verdade! É público e notório -
toda a gente o sabe!
Os senhores não querem que se diga que Nelson Mandela conduziu uma
luta armada contra o apartheid, mas isto é um facto histórico. Embora
os senhores não o digam, é a verdade, e os senhores não podem omitir a
realidade.
Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia
Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a
libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram
contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha,
de Thatcher, e o governo português, da altura.*
Isto é a realidade! Está documentado!
Não querem que se diga que, em 1986, o governo português tentou
sabotar, na União Europeia, as sanções contra o regime do apartheid.
Não querem que se diga que a imprensa de direita portuguesa titulava,
em 1985, que: «Eanes recebeu em Belém um terrorista sul-africano».
Este «terrorista» era Oliver Tambo!
São, portanto, estes embaraços que os senhores não querem que fiquem
escritos num voto.
Não querem que se diga que a derrota do apartheid não se deveu a um
gesto de boa vontade dos racistas sul-africanos mas à heróica luta do
povo sul-africano, de Mandela e à solidariedade das forças
progressistas mundiais contra aqueles que defenderam até ao fim o
regime do apartheid.(...)"
*SABEM QUEM ERA O GOVERNO PORTUGUÊS EM 1987 E QUE VOTOU CONTRA? ERA
CAVACO SILVA!
Intervenção do deputado António Filipe em 18 de Julho de 2008, nos 90
anos de Nelson Mandela na Assembleia da República.
"(...) aquilo que os senhores não querem que se diga, lendo os vossos
votos, é que Mandela esteve até hoje na lista de terroristas dos
Estados Unidos da América. Mas isto é verdade! É público e notório -
toda a gente o sabe!
Os senhores não querem que se diga que Nelson Mandela conduziu uma
luta armada contra o apartheid, mas isto é um facto histórico. Embora
os senhores não o digam, é a verdade, e os senhores não podem omitir a
realidade.
Os senhores não querem que se diga que, quando, em 1987, a Assembleia
Geral das Nações Unidas aprovou, com 129 votos, um apelo para a
libertação incondicional de Nelson Mandela, os três países que votaram
contra foram os Estados Unidos da América, de Reagan, a Grã-Bretanha,
de Thatcher, e o governo português, da altura.*
Isto é a realidade! Está documentado!
Não querem que se diga que, em 1986, o governo português tentou
sabotar, na União Europeia, as sanções contra o regime do apartheid.
Não querem que se diga que a imprensa de direita portuguesa titulava,
em 1985, que: «Eanes recebeu em Belém um terrorista sul-africano».
Este «terrorista» era Oliver Tambo!
São, portanto, estes embaraços que os senhores não querem que fiquem
escritos num voto.
Não querem que se diga que a derrota do apartheid não se deveu a um
gesto de boa vontade dos racistas sul-africanos mas à heróica luta do
povo sul-africano, de Mandela e à solidariedade das forças
progressistas mundiais contra aqueles que defenderam até ao fim o
regime do apartheid.(...)"
*SABEM QUEM ERA O GOVERNO PORTUGUÊS EM 1987 E QUE VOTOU CONTRA? ERA
CAVACO SILVA!
experiência Grameen-Danone
http://www.youtube.com/watch?
Há os que pedem subsídios, outros só refilam e há os que fazem!
26 de setembro de 2013
Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação – objetivo da CPLP
Em Defesa da Língua Portuguesa, Língua Portuguesa Internacional a 24 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged:ciência e tecnologia, CPLP, educação, Língua Portuguesa, Lisboa, Lusofonia
Lúcia Vinheiras Alves
do sítio da TV Ciência, do IICT (Portugal)
20 de setembro de 2013
do sítio da TV Ciência, do IICT (Portugal)
20 de setembro de 2013
A II Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial vai realizar-se em Lisboa nos dias 29 e 30 de outubro de 2013, com especial enfoque na utilização da Língua Portuguesa como Língua de ciência e inovação.
No programa da Conferência, agora apresentado, constam dezenas de comunicações de proeminentes académicos e estudiosos da Língua Portuguesa que irão refletir porque a Língua Portuguesa perdeu espaço como Língua de ciência.
Ivo Castro, professor da Faculdade de Letras, da Universidade de Lisboa, e membro da comissão científica da Conferência, explicou à TV Ciência que “desde o século XVI que a Língua Portuguesa é uma Língua de conhecimento e de ciência. Quando as várias Línguas principais de cultura da Europa substituíram o latim como a Língua da ciência, o português foi uma delas e tem sido sempre desde então.”
O professor acrescentou que existe “produção científica em Língua Portuguesa quer nas ciências exatas, quer no pensamento em Língua Portuguesa”, mas “agora, no tempo em que estamos, a força de outras línguas é tão grande que muitas vezes nos esquecemos do passado e do património que possuímos”.
“O sentido comum é que hoje em dia o inglês é a língua dominante e que não vale a pena fazer ciência noutra língua que não seja o inglês, e nós somos interpelados a esse respeito muitas vezes”, afirmou o especialista.

Para o professor Ivo Castro, o objetivo do novo Plano de Ação para a Língua é “de defender um território, um património e uma herança”, pois “desde o século XVI que a Língua Portuguesa é uma Língua de conhecimento e de ciência”.
Ao colocar a Língua Portuguesa enquanto Língua de ciência na agenda académica, mas também política dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Ivo Castro referiu que o objetivo não é competir com outras línguas.
“O objetivo é o de não entregar os pontos, o de defender um território, um património e uma herança”, afirmou o especialista e acrescentou que esta “é a obrigação de quem se dedica ao português. Não é o desistir do que é português, não é desistir por Portugal, mas é o de se bater pela manutenção dos nossos recursos.”
Recursos que são essenciais para a produção de ciência em Língua Portuguesa, já que “pensar ciência em português não é o mesmo que pensar ciência portuguesa noutra língua”, explicou, e referiu que “se estivermos na pele da nossa Língua, temos recursos criativos e de definição que não temos se estivermos em tradução”.
E o professor exemplificou que para muitas pessoas “é uma experiência deprimente estar numa sala em que se está a discutir um tema científico, onde, por exemplo, estão apenas portugueses e brasileiros a falar de questões científicas uns com os outros em inglês” e, “por vezes, mau inglês”. Por isso, disse, “um debate entre portugueses e brasileiros em inglês é normalmente uma experiência a não repetir”.
Mas a verdade, é que em Portugal, a comunidade científica e académica comunica quase exclusivamente em inglês.
“Os próprios autores das teses pensam, no momento em que as escrevem, que, se as escreverem em inglês, vão gozar de uma audição internacional mais fácil. São os próprios que fazem essa opção de escrever em inglês. O que em certos domínios faz sentido, noutros pode fazer menos”, referiu.
Ivo Castro disse, no entanto, que “mesmo quando faz sentido, ir ao encontro de um público mais vasto escrevendo em inglês, não podemos esquecer aquele pensamento um pouco melancólico e amargo, de que cada gesto desses é uma facada na Língua Portuguesa”.
–– Terminologias em comum para a ciência ––

Para a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, é possível comunicar ciência em várias línguas – e também em português.
Para Ana Paula Laborinho, presidente do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, há espaço na ciência para comunicar nas várias línguas, não desprezando o português.
“Não há conflito nesse sentido. Achamos que as duas coisas são conciliáveis”, afirmou a responsável, e acrescentou que, dependendo “dos nichos de ciência, compreende-se perfeitamente que também possa haver esse objetivo, que é o de chegar a públicos mais vastos, e não há uma incompatibilidade. E é importante também para os nossos investigadores e para as nossas universidades essa oferta.” No entanto, ressalvou, relativamente à utilização do português como Língua de conhecimento, que, “a par dessa oferta, há outra oferta que temos de consolidar de uma forma que possa ser mais internacional”.
Para alcançar este objetivo, existem recomendações práticas que poderão vir a fazer parte do novo Plano de Ação para o Futuro da Língua Portuguesa, que será definido em Lisboa.
Ivo Castro referiu por exemplo, a “criação de terminologias, de bases terminológicas comuns aos vários países de Língua Portuguesa, nos domínios técnico, cientifico, etc. Para que o mesmo conceito, o mesmo objeto ou o mesmo processo não tenha designações diferentes em Portugal, no Brasil e nos outros países.”
Para o especialista, este é “um objetivo prático que se pode aplicar gradualmente domínio a domínio e que dá resultados garantidos”.
Por outro lado, acrescentou o professor, “um outro aspeto concreto é o de as políticas científicas dos vários países respeitarem a Língua Portuguesa. Em Portugal, um projeto científico só pode ganhar apoios governamentais, das agências de financiamento, se for elaborado em língua inglesa, se for defendido em língua inglesa, se for depois objeto de relatórios em língua inglesa. Isso sobretudo terá mais vantagens se o seu desenvolvimento decorrer em língua inglesa, e nem sempre isso é compatível com os interesses científicos do projeto.”
Uma situação para a qual o professor recomendou uma solução: “Na avaliação das candidaturas e da execução dos projetos, não ser penalizado um projeto que é apresentado em Língua Portuguesa”.
A 29 e 30 de outubro, estes são temas de debate e reflexão em Lisboa, sobre o futuro da Língua Portuguesa no sistema mundial. :::
.
ALVES, Lúcia Vinheiras. Língua portuguesa como Língua de ciência e inovação é objetivo da CPLP.
Extraído do sítio da TV Ciência – seção Notícias.do Instituto de Investigação Científica Tropical – IICT
Lisboa, Portugal.
Publicado em: 20 set. 2013.
ALVES, Lúcia Vinheiras. Língua portuguesa como Língua de ciência e inovação é objetivo da CPLP.
Extraído do sítio da TV Ciência – seção Notícias.do Instituto de Investigação Científica Tropical – IICT
Lisboa, Portugal.
Publicado em: 20 set. 2013.
.
Como é que esta Mulher foi Deputada pelo "centrão"???
As premonições de Natália
"A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista".
"A sua influência (dos retornados) na sociedade portuguesa não vai sentir-se apenas agora, embora seja imensa. Vai dar-se sobretudo quando os seus filhos, hoje crianças, crescerem e tomarem o poder. Essa será uma geração bem preparada e determinada, sobretudo muito realista devido ao trauma da descolonização, que não compreendeu nem aceitou, nem esqueceu. Os genes de África estão nela para sempre, dando-lhe visões do país diferentes das nossas. Mais largas mas menos profundas. Isso levará os que desempenharem cargos de responsabilidade a cair na tentação de querer modificar-nos, por pulsões inconscientes de, sei lá, talvez vingança!"
"Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente".
"Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica".
"Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão".
"Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?"
"As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir"."
Natália Correia
Fajã de Baixo, São Miguel, 13 de Setembro de 1923 — Lisboa, 16 de Março de 1993
Todas as citações foram retiradas do livro "O Botequim da Liberdade", de Fernando Dacosta.
"A nossa entrada (na CEE) vai provocar gravíssimos retrocessos no país, a Europa não é solidária com ninguém, explorar-nos-á miseravelmente como grande agiota que nunca deixou de ser. A sua vocação é ser colonialista".
"A sua influência (dos retornados) na sociedade portuguesa não vai sentir-se apenas agora, embora seja imensa. Vai dar-se sobretudo quando os seus filhos, hoje crianças, crescerem e tomarem o poder. Essa será uma geração bem preparada e determinada, sobretudo muito realista devido ao trauma da descolonização, que não compreendeu nem aceitou, nem esqueceu. Os genes de África estão nela para sempre, dando-lhe visões do país diferentes das nossas. Mais largas mas menos profundas. Isso levará os que desempenharem cargos de responsabilidade a cair na tentação de querer modificar-nos, por pulsões inconscientes de, sei lá, talvez vingança!"
"Portugal vai entrar num tempo de subcultura, de retrocesso cultural, como toda a Europa, todo o Ocidente".
"Mais de oitenta por cento do que fazemos não serve para nada. E ainda querem que trabalhemos mais. Para quê? Além disso, a produtividade hoje não depende já do esforço humano, mas da sofisticação tecnológica".
"Os neoliberais vão tentar destruir os sistemas sociais existentes, sobretudo os dirigidos aos idosos. Só me espanta que perante esta realidade ainda haja pessoas a pôr gente neste desgraçado mundo e votos neste reaccionário centrão".
"Há a cultura, a fé, o amor, a solidariedade. Que será, porém, de Portugal quando deixar de ter dirigentes que acreditem nestes valores?"
"As primeiras décadas do próximo milénio serão terríveis. Miséria, fome, corrupção, desemprego, violência, abater-se-ão aqui por muito tempo. A Comunidade Europeia vai ser um logro. O Serviço Nacional de Saúde, a maior conquista do 25 de Abril, e Estado Social e a independência nacional sofrerão gravíssimas rupturas. Abandonados, os idosos vão definhar, morrer, por falta de assistência e de comida. Espoliada, a classe média declinará, só haverá muito ricos e muito pobres. A indiferença que se observa ante, por exemplo, o desmoronar das cidades e o incêndio das florestas é uma antecipação disso, de outras derrocadas a vir"."
Natália Correia
Fajã de Baixo, São Miguel, 13 de Setembro de 1923 — Lisboa, 16 de Março de 1993
Todas as citações foram retiradas do livro "O Botequim da Liberdade", de Fernando Dacosta.
Mês do Brasil na China e Semana da Cultura Brasileira em Macau
Em Língua Portuguesa Internacional, Lusofonia e Diversidade, O Mundo de Língua Portuguesa a 25 de Setembro de 2013 por ronsoar Tagged: Brasil, China, educação, Língua Portuguesa, literatura brasileira, livros, Macau
Da Rádio China Internacional e do Ministério da Cultura do Brasil
Entre os dias 3 e 29 de setembro, oito cidades chinesas, Pequim, Xangai, Hangzhou, Chongqing, Nanquim, Wuxi, Hong Kong e Macau, receberão mais de 50 eventos culturais: é o Mês da Cultura Brasileira na China. Através de diversas expressões artísticas como concertos musicais, apresentaçao de filmes, espetáculos de dança e mostras fotográficas, de literatura e de gastronomia, os chineses poderão conhecer a cultura diversificada do Brasil.
E entre 15 de outubro e 11 de novembro, será a vez de a China apresentar aos brasileiros sua programação: o Mês da China no Brasil.
A abertura da programação se deu a partir de show de Francis e Olívia Hime, em Pequim, dia 3. No espetáculo, Sem Mais Adeus, homenagearam Vinícius de Moraes (1913-1980) – este ano comemora-se o centenário de nascimento do poeta. No dia 7, o mesmo concerto foi apresentado no Festival de Jazz de Xangai.
Entre os dias 13 e 14 de setembro, o escritor, editor e mestre em literatura pela Universidade de São Paulo, Leandro Sarmatz, e a escritora e cronista da revista cultural ‘Piauí’, Vanessa Bárbara, falaram aos chineses de Xangai sobre a nova literatura brasileira. Sarmatz abordou, em especial, a literatura do Rio de Janeiro entre as décadas de 1950 e 1970, com as obras de Vinícius de Moraes e de Clarice Lispector (1920-1977).
E ainda em Xangai, dia 13, iniciou-se o 4º. Brapeq – Festival de Cinema Brasileiro na China, em Pequim.
A embaixada brasileira em Pequim, o Consulado-Geral do Brasil em Xangai e o Consulado-Geral do Brasil em Hong Kong são os responsáveis pela organização dos eventos.
No último dia 12, a Embaixada do Brasil na China realizou uma entrevista coletiva em Pequim para lançar o Mês do Brasil na China.
“A cultura é o que faz a identidade de uma nação”, declarou a ministra da Cultura do Brasil, Marta Suplicy, durante a entrevista em Pequim concedida a mais de 20 veículos de imprensa da China. “A nossa música tem forte raiz africana, a nossa gastronomia também. Ao mesmo tempo, temos bastante influência dos europeus e dos povos indígenas. Muitas palavras do português são de origem indígena. Esta miscigenação é o que forma nossa identidade.”
A realização desse Mês da Cultura Brasileira na China faz parte de um acordo assinado em 2011 pelo então presidente chinês Hu Jintao e a atual presidenta brasileira Dilma Rousseff. :::
.
–– Extraído da Rádio China Internacional e do Ministério da Cultura do Brasil ––
–– Extraído da Rádio China Internacional e do Ministério da Cultura do Brasil ––
.
* * *
* * *
–– II Semana da Cultura Brasileira começou em Macau ––
Da Agência Lusa
24 de setembro de 2013
24 de setembro de 2013
O Estado brasileiro de Pernambuco é o tema central da segunda edição da Semana da Cultura Brasileira em Macau, que decorre integrada no Mês do Brasil da China e arrancou hoje.
O evento em Macau é realizado em parceria com o Departamento de Português da Universidade de Macau e na qual participam vários académicos.
Além dos filmes e das exposições, a segunda edição da Semana da Cultura Brasileira trouxe até Macau especialistas da literatura do país para discutirem o Sertão – as zonas áridas do interior do nordeste brasileiro – que “inspiram escritores e é fonte muito rica da imaginação artística” da região, explicou à Agência Lusa Raquel Abi-Sâmara, uma das coordenadoras do evento.
Em destaque estará também a literatura de cordel, um género literário típico do Estado e que “está muito vivo, mantendo a sua tradição de retratar em verso a atualidade”, acrescentou a mesma responsável, salientando que ela própria, numa visita recente a Pernambuco, ouviu e leu muitas crónicas relacionadas com as manifestações no Brasil. “Era o assunto do dia”, explicou.
Ao longo da semana, os alunos dos cursos de português da Universidade de Macau vão ter também oportunidade de contactar diretamente com escritores brasileiros, como Adriana Lisboa, galardoada em 2003 com o Prémio José Saramago, que vai apresentar o seu mais recente romance em Macau no próximo fim de semana.
O livro, intitulado Hanói, será apresentado na Livraria Portuguesa de Macau, no final da primeira viagem da autora à China.
Nascida no Rio de Janeiro, Adriana Lisboa vive há seis anos nos Estados Unidos, e Hanói, o seu sexto romance, apresenta-se como um livro sobre “deslocamentos”, onde a cidade evocada no título “é mais um futuro imaginado do que uma localidade geográfica”.
Em declarações à Agência Lusa, Fernanda Gil Costa, diretora do Departamento de Português da Universidade de Macau, explicou que o objetivo da semana cultural “é contribuir para que o Brasil seja mais conhecido em Macau”.
“É o maior dos países lusófonos e, portanto, temos o maior interesse que Macau – onde o português continua a ser Língua oficial, embora se dê pouco por isso – conheça os países da Língua Portuguesa. O Brasil é aquele que tem mais falantes de português no mundo e, por isso, é bastante representativo, quer no presente, quer daquilo que julgamos poder vir a ser o futuro da Língua Portuguesa”, disse.
A mesma responsável acrescentou que o Brasil é, em termos culturais, “muito diversificado e também muito importante porque a cultura brasileira, sobretudo a música, é um evento mundial. E tudo aquilo que tenha a ver com o conhecimento e reconhecimento do caráter impar da cultura brasileira é extremamente importante.” :::
.
–– Extraído da Agência Lusa ––
–– Extraído da Agência Lusa ––
Marcadores:
Brasil,
China,
Semana da Cultura Brasileira em Macau
A Korsang di Melaka - ONGD, associa-se e divulga:
CONFERÊNCIA - LÍNGUA PORTUGUESA, SOCIEDADE CIVIL E CPLP
Dia 11 de Outubro de 2013 na Universidade do Algarve
(Grande Auditório - Campus Gambelas - Faro)
(Grande Auditório - Campus Gambelas - Faro)
Aceda ao programa e Inscrição no site: A Q U I
Marcadores:
língua portuguesa,
sociedade civil e CPLP
Assinar:
Postagens (Atom)