14 de junho de 2014
Depoimento de Alceu Valença sobre a Copa do Mundo
Ontem, confesso, fiquei chateado com a abertura da Copa.
A coreografia apresentada para o mundo que tentava mostrar
o Brasil era pobre, insossa e beirava ao ridículo.
A nossa diversidade cultural que é VIVA, ALEGRE e ESPONTÂNEA
foi representada por uma palidez mórbida, plastificada.
O Brasil precisa mostrar para dentro e para fora sua verdade cultural:
festas juninas, carnavais, folguedos, bumbas-meu-boi, reisados, capoeira,
frevo, maracatu, afoxê, coco, ciranda, samba... Temos grandes coreógrafos
e a Marques de Sapucaí é prova viva disso. Agora, sobre a música que
representa a Copa do Brasil, tenho a dizer: um arranjado vergonhoso.
Sonoridade medíocre que não tem nada a ver com a gente.
Será que temos que carregar a vida toda esse complexo de
vira-latas e sermos carne de segunda??? O Brasil precisa levantar o astral,
ter orgulho do nosso universo criativo. Somos únicos no que somos!!!
Pra que chamaram uma belga se temos Paulo Barros, Debora Colker,
Paulo Pederneiras e muitos outros profissionais experientes com
competência garantida? Oh, Dona Fifa, autoritarismo está fora de moda.
É tempo do mundo enxergar a diversidade do planeta.
Mais respeito com nossa gente!!!
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10 de junho de 2014
Em dia de PORTUGAL
O AMOR A PORTUGAL!
O UNIVERSO SEM IDADE, AGORA
O universo inteiro cabe numa palma de
mão,
Cabe num fio do cabelo do velho
cirandeiro,
No veludo da mais fina folha da grama
do chão
Que cresce no mais insignificante e
comum canteiro,
Cabe nas notas de um arrulhar de pombo
doente,
Dentro da garganta de uma rã que
salta sem saber,
Nas flores de uma sucupira, no calor
do Sol mais quente,
Nas pedras de uma baladeira, na dor
que só sabe doer.
Cabe no espinho colorido dos pelos
das costas da lagarta,
Nas ventas em movimento do focinho de
um jumento,
Nas gotas frias da chuva que vem no
meio da noite aberta,
Na coberta que, pra aquele que sente
o frio, dá acolhimento.
O Universo, e tudo que existe nele
cabe tanto em tudo,
Em toda beleza que se canta e se
cantou em toda diversidade,
Que cabe até nesta nossa esperança de
ver o tempo fecundo
Da gentileza que possa se espalhar
por campos e cidades.
E que então, possamos sonhar o Amor
mais amplo e diverso,
Fazendo, como é de seu gosto, brotar
os brotos da alegria,
Germinar nas pequenas coisas o mais
infinito universo,
Nascer a mais linda eternidade com o
mais simples nascer do dia.
Porque o sonho é agora fazer que o
que cabe em tudo possa caber,
Nos templos da nova religação que tem
a ilusão de que não ignora,
Mas que sonha acordada que do
infinito possa de tudo sempre saber,
Mesmo quando a constante contradição
ao ignorar sempre aflora,
Neste lugar, que pela persistência há
de por fim ver nascer e crescer
A Universidade e seu compromisso
eterno com o futuro, agora!
Viva Agostinho, e seu legado de
compromisso com o Espírito Puro,
Que se deita nas sombras de
Jacarandás, junto com Baobás e Nogueiras,
Porque “O que é verdadeiramente
tradicional é a invenção do futuro”
A sonhar que na Universidade só o
conhecer possa não conhecer fronteiras.
Chico Nogueira
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6 de junho de 2014
Para o Pentecostes
Florescem as maias inebriando os campos num incessante brotar entre penedias, assinalam o nascimento. Lembram a grega Maya gerando Hermes, ou a romana deusa da fertilidade augurando o mês de Maio, cristianizado, no futuro consagrado à Divina Mãe.
A Serra resplandece multicor, alheia ao frenesim da cidade que se consome em hordas políticas e jogos de poder.
Já o mês libertou, por um dia, o Trabalhador.
Depois da Páscoa, Maio consolidou-se em dádivas, no quadragésimo dia - a Ascensão, o trigo, as flores abertas e frutos doados à indiferença do comum transeunte.
Imperceptivelmente germinaram sementes, as folhas aguardam primícias, soltando-se amanhã. Não esquecem as crianças exaustas do fardo que o mundo lhes faz suportar. Criança só espera que a deixem brincar ainda, e que ao menos o sonho não lho queiram tirar. Louvemos os seus dons, na Primavera...
(do editorial de As Folhas Soltas, por Maurícia Telles, da Associação Agostinho da Silva)
21 de maio de 2014
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa
abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e
escondendo-lhes as agruras da vida.
http://portonovo.blogs.sapo.pt/578524.html
abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e
escondendo-lhes as agruras da vida.
http://portonovo.blogs.sapo.pt/578524.html
19 de maio de 2014
12 de maio de 2014
Moçambique já conta com o seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa
Moçambique vai apresentar, no Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa(IILP), o seu Vocabulário Ortográfico Nacional (VON), a incluir na elaboração do Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa, decorrente do processo de aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (AO) no conjunto dos países de língua portuguesa. Este acontecimento reforça a adesão de Moçambique ao AO, após o respetivo governo o ter aprovado e submetido para ratificação parlamentar. Lourenço do Rosário, presidente da comissão moçambicana do IILP, em declarações ao jornal Notícias Online, frisa que o Vocabulário Ortográfico de Moçambique é o resultado de um trabalho científico levado a cabo por uma equipa da Faculdade de Letras e Ciências da Universidade Eduardo Mondlane, a qual integra lexicógrafos liderados pelas professoras Inês Machungo e Perpétua Gonçalves: «É um trabalho científico seguro e terá mais de 40 mil entradas, o que significa que estamos perfeitamente a par dos outros, quer dos portugueses, quer dos brasileiros em termos de trabalho científico.»
Além do vocabulário nacional de Moçambique, será também apresentado o de Timor-Leste, estando em fase de conclusão os de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe. Brasil e Portugal já dispõem, há muito, dos seus vocabulários nacionais – com Angola e a Guiné-Bissau à margem ainda destes trabalhos, por razões distintas. Todo este processo, quando finalizado, confluirá na elaboração do Vocabulário Comum da Língua Portuguesa, instrumento estratégico no reforço do idioma comum dos oito países lusófonos.

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