25 de setembro de 2014

"Não te deixes derrubar pela insignificância 
dos pequenos momentos e serás homem 
para os grandes; se jamais te faltar a coragem 
para afrontar os dias em que nada se passa, 
poderás sem receio esperar os tempos
 em que o mundo se vira"
(Agostinho da Silva, Dos Dias Monótonos, 

Considerações [1944], in Textos e Ensaios Filosóficos I, p. 113)

21 de setembro de 2014

Agostinho da Silva - Sete Cartas a Um Jovem Filósofo

"No seu ponto mais alto, a filosofia é uma criação perfeitamente similar 
à criação artística ou religiosa ou amorosa; quem não tem ao seu dispor
uma vida rica, nervos de artista e força de imaginação pode ser professor 
de Filosofia, mas duvido que chegue alguma vez aos planos em que vale 
realmente a pena ser filósofo"

20 de setembro de 2014

Agostinho da Silva

"O mestre é o homem que não manda - aconselha e canaliza, apazigua e abranda. 
Não é a palavra que incendeia, é a palavra que faz renascer o canto alegre do pastor 
depois da tempestade. Não interessa vencer nem ficar em boa posição. 
Tornar alguém melhor, eis todo o seu programa"
(Associação Agostinho da Silva/Paulo Borges)

16 de setembro de 2014

https://www.youtube.com/watch?v=QWg-BAnohVo#t=625
Escritora fala sobre as questões de religiosidade na sua obra, política e cotidiano

O que é o poder?

 Nada. Mas é esse nada que muita gente quer, porque sem ele se sentem nada. E, como querem o nada, ainda mais nada se tornam. Aspirando a um glorioso nada sacrificam as suas vidas e destroem tudo em que tocam, a começar pelo próprio carácter. Tornam-se um miserável nada. (Paulo Borges)

Poder!?

 O único poder que temos é o de estar Aqui-Agora.
 Plenamente. Em amorosa conexão com tudo o que vive. 
Mais nenhum existe. Mais nenhum é necessário.
(Paulo Borges)

23 de agosto de 2014

Ir à Índia sem abandonar Portugal

“Mas é preciso querer nitidamente não fazer nada, não é abandonar-se 
ao não fazer nada, é não querer fazer nada mesmo! 
Ter a profissão de não querer fazer nada. (...) 
Temos que pensar numa economia, numa sociedade, 
em que qualquer tipo seja reformado à nascença. 
E saiba imediatamente, se puder entender, que quem 
não faz nada morre depressa. E que, portanto, procure 
naquilo que é, naquilo que sente do mundo, o que é que 
gostaria de fazer. As duas leis devem ser: «Não trabalhe nunca; 
por favor esteja sempre ocupado».”
Agostinho da Silva, Ir à Índia sem abandonar Portugal, 1994
[uma conversa de Gil de Carvalho e Manuel Hermínio Monteiro, 1987]