7 de janeiro de 2015

PLANO DE MANEJO DA CHAPADA DOS VEADEIROS

 Está acontecendo algo muito grave 
e que a grande 
mídia fará de tudo para abafar. 
Está sendo montado um 
PLANO DE MANEJO DA CHAPADA DOS VEADEIROS 
que prevê a construção de 
22 hidrelétricas 
na bacia do Tocantinzinho, 
que irão, por sua vez, 
alimentar a implantação de 
mineradoras e siderúrgicas. 
A Rio das Almas Companhia Energética (Rialma) 
que 
pertence à família do 
deputado federal Ronaldo Caiado (DEM/GO) 
irá encabeçar as obras. 
Estão acontecendo protestos e já 
houve muita resistência organizada 
por ambientalistas locais durante a discussão desse projeto. Fiquemos atentos e preparados 
para impedir a destruição do 
maior tesouro do nosso Estado. 
Até onde pode chegar a imbecilidade humana 
perpetrada pelos nossos governantes 
que não enxergam o potencial 
turístico ecológico e cultural 
que abriga a nossa querida chapada, 
último reduto do nosso cerrado ainda preservado?! ...

6 de janeiro de 2015

História do samba nasceu na roça O samba é uma expressão cultural, uma manifestação da alma brasileira. Sua matriz veio da África, junto com os negros trazidos como escravos.

Brasil está entre os maiores produtores de grãos e de carne do planeta. 
Além da comida, do algodão, da madeira ou da energia gerada pela cana, 
nosso campo também rende muita festa, cultura e até música, 
como o samba, que nasceu no chão de terra batida das fazendas.
Ele já fez realeza descer do trono e transformou gente comum em majestade. 
O samba é uma expressão cultural, vai além do ritmo, da dança ou do canto. 
É uma manifestação da alma brasileira.
Hoje, quando se fala em samba, o mundo inteiro pensa no Rio de Janeiro. 
O desfile das escolas cariocas recebeu o título de maior 
espetáculo a céu aberto do planeta.
É impossível não ser contagiado pelo som, pela energia da 
bateria de uma escola. O que pouca gente sabe é que o samba 
nasceu na roça e num dos momentos mais tristes da história do Brasil.
O samba é filho da senzala. Sua matriz veio da África, 
junto com os negros trazidos para cá como escravos, 
para trabalhar nas lavouras de cana e café. Durante três séculos, 
o som dos tambores e batuques ecoou pelas fazendas do Nordeste, do Rio de Janeiro e São Paulo.

A socióloga Olga Von Simsom é professora da universidade 
de campinas e uma especialista no assunto. “Na verdade, 
todos os sambas do Brasil vêm de uma influência de Angola. 
Em cada local que eles se fixavam saía um samba diferente, 
ao se misturar com as tradições locais”.

Os historiadores estimam que pelo menos sete milhões 
de africanos entraram no Brasil entre 1550 e 1855. 
A maioria vinha de regiões rurais de Angola e 
entravam no país pelos portos de Salvador e do Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, os negros desembarcavam no cais do Valongo, 
construído especialmente para descarregar escravos, 
como conta o historiador André Diniz. “O cais do Valongo 
foi construído em 1811, justamente para tirar os negros que 
ficavam na Praia do Peixe, atual Praça XV, que ficavam 
expostos ali, acorrentados. Os brancos, que queriam escravizar, 
mas não queriam que a população que chegasse pelo nosso 
cais visse aquela barbaridade que fizeram com toda uma 
população negra africana”.
No início do século XX, o local foi aterrado. Do antigo cais, 
hoje restam apenas ruínas, que fazem parte do patrimônio 
histórico da cidade. A poucos metros, outro lugar guarda parte 
da memória dos escravos: o cemitério dos pretos novos.
No final da década de 1990, um casal de empresários cariocas 
comprou a área para construir uma casa. Quando a obra começou, 
foram descobertas diversas ossadas de negros que foram 
enterrados no local. Eram negros que morriam na viagem da 
África para o Brasil ou assim que chegavam. Os corpos eram 
jogados em valas comuns, incendiados e sobre eles 
era depositado lixo.
A área foi transformada em museu e hoje guarda ossos 
e objetos pertencentes aos escravos.
Escravo não tinha direito a nada, trabalhava de sol a sol, 
sob a ameaça da chibata, mas nem o sofrimento foi capaz 
de apagar a alegria. Os negros insistiam em batucar e cantar. 
Talvez venha daí a inspiração para a letra do samba da benção, 
bela composição do poeta Vinícius de Moraes, 
feita em parceria com Baden Powell.
“É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração”
Há registros de batuques em todos os lugares 
onde tinha os escravos, mas será que o samba 
tem um berço? Há um fato com que todos concordam: 
um dos primeiros lugares onde surgiu essa manifestação 
cultural foi no Recôncavo Baiano. A terra do samba de roda.
O recôncavo é a área que circunda a baía de todos 
os santos, onde está a cidade de Salvador e a escola 
de dança da Funceb, a Fundação Cultural do Estado 
da Bahia. O samba de roda é um gênero que nasceu 
nos canaviais do recôncavo, nos tempos do Brasil colônia.
Clécia Queiroz é pesquisadora, bailarina, cantora, 
e professora de dança da Universidade Federal de Sergipe. 
Ela explica que, nos dialetos africanos, a palavra samba 
tem diversos significados. “Samba significa orar, rezar. 
O candomblé é de caboclo, ele é muito aparentado 
do nosso samba de roda. O candomblé de angola 
ele tem um orixá que se chama samba.
O batuque, o canto e a dança também fazem parte 
dos rituais do candomblé. São formas de louvar os santos. 
“Samba também vem de uma raiz multilinguística 
chamada semba, que significa dar um giro em torno 
do próprio umbigo. O samba significa também brincar, 
cabriolar, divertir-se como um cabrito. Eu costumo dizer 
que essa diversão começa pela cabeça e pelos ombros e vai 
descendo pela cintura, chegando até os quadris, passando 
pelas pernas, chegando até os pés. Quando a gente percebe, 
está brincando como um cabrito, quebrando como um cabrito, 
sambando como um cabrito e cabrito samba?”.
Alguns batuques e danças originados no Brasil colonial foram 
levados para Portugal. Na Europa, os tambores afro-brasileiros 
ganharam a companhia de instrumentos de corda, como a viola 
e o cavaquinho. Essa mistura resultou no samba de roda, 
que tem um ritmo próprio, marcado pelos instrumentos de 
percussão e pelas palmas, como explica o músico Marcos Bezerra. 
“Se você observar, a palma no samba de roda, é que 
embala o samba. Aqui é como se fosse a clave, como se fosse um guia”.
Com o toque das congas e pandeiros, o batuque vai 
ganhando corpo. A melodia é ditada pelos instrumentos 
de corda. Antigamente, só se tocava com a viola machete, 
criada no Recôncavo Baiano justamente para o samba de roda. 
Hoje, quase não vê mais essa viola, que foi substituída pelo o violão.
Como toda música popular, as letras do samba de roda são 
simples e retratam o cotidiano de quem vive no recôncavo. 
“Então, evidentemente, se esse samba nasce na zona rural, ele 
vai falar de boi, de cana. Então, esse é o universo. É esse universo 
que vai aparecer em todo o samba. O miudinho passa 
bem que não sai do chão. Quase que você não tira o pé do chão”.
As alunas da Funceb, além do samba de roda, aprendem 
outros ritmos afro-brasileiros. Assim, dão continuidade 
ao legado que receberam de seus antepassados.

31 de dezembro de 2014

A criança tem de ser sempre o futuro do mundo. Cuidemos dela. Bem haja 2015!

Holograma, de Artur Alonso Novelhe



O corpo atenua a dor,
certamente
mesmo assim temos chegado a um ponto de dano irreversível.
Tu admiras um rosto na fotografia,
ela luta, pela contra, contra a glória longe de seu país
sonhando sua morte com honorável virtude
e, aureamente,
os anciãos nahuatl bailam na lua que reflete o jasmim
aguardando extrair seu êxtase.
O corpo atenua a dor,
bebendo sonhamos ser livres,
e
o fuzil semeia medo sobre um temor
da verdade ser, em verdade, um impossível.
Mulheres humildes do povo Yazadi caminham descalças
sem tempo a reparar
que para migrar cumes gelados deverão atravessar
acima da fronteira invisível – arames farpados, e
os meninos fogem quando o homem pergunta no hospital
pelas câmaras onde acumulam –sem nome- valiosos vultos:
barrigas, pernas, orelhas e demais,
que ainda ontem se ouviram pronunciando devagar
no passeio flores, com borboletas, e árvores de natal,
em dias ativos, o frio invernal solstício.
Agora as casas são de cinza, colmo e algum lençol,
com presépios improvisados em forma de aparentar
vidas cheias de falsas denúncias.
Lamento.
Estai atentos, o corpo aguenta,
o cérebro não
e o espírito esta a mudar à alma
pela cobiçosa despesa.
Depressa, depressa! Alguém acaba de transpassar
A vala que divide o Norte da pobreza!

30 de dezembro de 2014

2014 O ANO DA VIRAGEM PARA O INCERTO - UM ANO DE CRISES MÚLTIPLAS

Guerra na Europa - Terrorismo do Estado Islâmico pior que o Nazismo
António Justo
Se passarmos em revisão o ano 2014 notaremos que foi 
um ano de surpresas e mudança. A guerra também voltou à Europa.
Neste centenário da primeira guerra mundial com 18 milhões de 
mortos dá-se início aos vícios do século XX: Kiev, Krim, o inferno da 
Síria e do Iraque são o melhor exemplo disso e preparam uma nova 
era também na cena política internacional. Países fronteiriços da 
Rússia revelam-se como palco para motejo entre a Rússia e o Ocidente.
No Iraque e na Síria instala-se um estado de terror ainda pior que 
os de Hitler e de Estaline.Fenómeno novo preocupante e indicativo 
da globalização do terrorismo revela-se o facto de os terroristas 
islâmicos serem recrutados também das cidades de Estados de 
direito como a UE.
A Turquia (membro da nato) torna-se mais islamista e dá cobertura 
ao terrorismo sunita na Síria e no Iraque, a que os curdos resistem 
com a esperança de a História lhes vir a fazer justiça e lhes 
reconhecer posteriormente o direito à sua nacionalidade, ao estado 
do Curdistão. (Este será o próximo conflito!). A política internacional 
aceita a destruição de um estado antes multicultural como era a Síria, 
e em conivência com a facção muçulmana sunita (turca e saudita) 
contra a facção xiita (iraniana) aceita dividir a região em território 
sunita e xiita deixando também o problema do Curdistão para as 
calendas gregas. O ocidente apenas reage mas sem um conceito 
integral; a liga árabe não está interessada em consenso. A ONU 
reflecte a divisão dos estados e dos interesses.
A Alemanha prefere dedicar-se ao negócio económico e falar 
da solidariedade dos outros países europeus no que toca 
à distribuição dos refugiados. Entretanto cresce na Alemanha o 
desejo de participar mais activamente nas intervenções 
militares de conflitos mundiais. Isto significará o acréscimo de 
poder também militar não só da Alemanha mas também da Europa. 
Em 2014 cria-se a necessidade de intensificar o armamento. 
A Alemanha inicia uma nova política e a NATO forma uma nova 
tropa de reacção; a polícia e os serviços secretos de informação 
preparam-se para piores tempos ao constatar o terrorismo 
extra e intra muros. Por isso a Alemanha cala os casos de 
espionagem dos EUA na Europa.
O apoio russo aos separatistas do leste da Ucrânia (invasão) 
e a sua anexação da ilha krim na Rússia criam uma nova 
situação na Europa. A Ucrânia que tinha entregado as armas 
nucleares à Rússia em 1994 pensava, com isso, adquirir a 
sua independência e integridade territorial. A Rússia 
sente-se ferida nos seus interesses fronteiriços com a NATO 
e parece encetar um caminho imprevisível.
Sansões contra a Rússia provocaram uma crise económica 
na Rússia com consequências negativas também para a economia 
ocidental.
Putin considera a queda da União Soviética como “a maior 
catástrofe geopolítica do século XX”. Não aceita que as fronteiras 
da NATO se tornem as fronteiras da Rússia, o que vai levar a NATO 
à corrida às armas. Um caso bicudo de resolver também 
devido à falta de entendimento entre os países europeus. 
Os EUA espionam os amigos, porque consideram prioritários os 
interesses políticos, económicos e de defesa. A crise da UE vai-se 
arrastando.
Milhares de refugiados da guerra e da miséria morrem no 
mediterrâneo e muitos milhares encontram refúgio entre nós.
A sociedade não se encontra preparada sequer para 
reconhecer os perigos e conflitos que ela mesma anda 
a chocar. Tem medo de imaginar e analisar cenários 
possíveis porque muita da nossa inteligência política foi 
formada numa mentalidade polar ou da guerra fria.
Os cristãos tornaram-se nas maiores vítimas da modernidade; 
em cada cinco minutos que passam é morto um cristão. Hoje 
tornou-se moda atacar os cristãos. Até quando surge um 
comentário sobre o terrorismo árabe logo surge uma 
resposta desculpante ou desviadora do assunto para canto, 
com o argumento de que os cristãos também já perseguiram 
com a inquisição ou caça às bruxas. 400 milhões de cristãos 
encontram-se ameaçados e 100 milhões sofrem violência 
directa (massacres, aprisionamento, marcação das casas onde 
vivem cristãos com o nome nazareno, pagamento do imposto de 
cabeça – por cristão, como era costume durante a ocupação 
muçulmana da Península Ibérica, etc.) . As igrejas do ocidente 
não reagem porque se encontram preocupadas com problemas 
de umbigo e sob o pensar correcto que domina a imprensa e a 
política ocidental.
O Ano 2014 não será para esquecer pelas consequências das 
tragédias nele iniciadas ou acentuadas a nível internacional.
Portugal encontra-se ainda em estado de excepção dado 
estar submetido a um regime especial de poupança; a 
confiança do cidadão na política está de rastos, o combate 
à corrupção encontra muita resistência por parte de poderes 
enredados e instalados.
2015 não parece prometer muito, resta-nos a esperança.
António da Cunha Duarte Justo

29 de dezembro de 2014

28 de dezembro de 2014


Para vós desejávamos um Natal tão Santo, quanto o Amor tiverdes.E desejamos agora que todo o Amor se espalhe ao tempo e às horas do ano de 2015.