10 de fevereiro de 2015
1 de fevereiro de 2015
Adriano Moreira CPLP e plataforma continental são "janelas de liberdade"
23 de Janeiro de 2015 | Por Lusa
O professor universitário Adriano Moreira apontou hoje a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a criação da plataforma continental como "as janelas de liberdade" que permitirão a Portugal ultrapassar a atual crise e afirmar-se internacionalmente.
"Portugal é com frequência um país exógeno, quer dizer, um país que sofre as consequências de decisões em que não participou, mas tem valores fundamentais que podem assegurar-lhe uma posição e intervenção responsável internacional, vencendo a crise que temos atravessado, designadamente através daquilo a que eu tenho chamado as janelas de liberdade portuguesas, que são, pelo menos, a CPLP e a plataforma continental", defendeu.
Adriano Moreira falava à Lusa no final de uma aula aberta na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, subordinada ao tema "Uma história de vida pelos Países de Língua Portuguesa -- os laços existentes", em que falou, de forma mais aprofundada, destas "janelas de liberdade portuguesas".
Sobre a CPLP, o professor e analista político salientou que Portugal "é o único titular de um império dissolvido pelas armas que tem uma organização à qual pertencem todas as ex-colónias", mas não escondeu que existem nessa organização "alguns problemas", alguns obstáculos a superar, como é o caso da entrada da Guiné Equatorial, "um país que tem a pena de morte e que fala espanhol, não português", e que interessa por causa do petróleo.
Referiu, a propósito, "a ideia do Brasil para a CPLP", que inclui a adesão de "Indonésia, União Indiana, Ceilão e Nigéria".
"Ora, isto é uma associação de petróleo, não é uma associação de língua portuguesa", comentou.
Outro problema com que Portugal se confronta é "a insegurança do Atlântico-Sul - pirataria, tráfico de drogas" -, para o qual a solução deveria ser a criação de uma organização de segurança à semelhança da NATO.
"Mas, na minha visão, não se pode tratar de uma extensão da NATO, porque a cultura do Atlântico-Norte é toda ocidental e a do Atlântico-Sul não é", frisou.
"Os países da CPLP são todos marítimos, são todos pobres e nenhum tem frota marítima. Porque é que não há uma frota da CPLP?", interrogou-se.
Quanto à plataforma continental de Portugal, "que será uma das maiores do mundo", o professor de Relações Internacionais indicou existirem igualmente obstáculos a ultrapassar, já que embora "a base seja de soberania portuguesa, ela tem de ser reconhecida pelas Nações Unidas", um reconhecimento que tarda.
"Primeiro, era em 2013, depois passou para 2015, e agora foi adiado outra vez", lamentou.
Outro dos obstáculos à criação da plataforma continental portuguesa foi, considerou, a atuação do então "presidente cessante da Comissão Europeia", José Manuel Durão Barroso, que Adriano Moreira criticou, na altura, diretamente.
Por ocasião da atribuição a Durão Barroso de um doutoramento honoris causa na Universidade Técnica de Lisboa, o académico disse-lhe: "O senhor anda a querer fazer o mar europeu, já o propôs. Se o senhor faz o mar europeu antes de nós termos a plataforma portuguesa, eu começo a pensar em 1890, mapa cor-de-rosa e ultimato, e estou a ver a Estónia, a Letónia e a Lituânia a esfregar as mãos e a dizer 'Ai, que bom, isso também é nosso'".
Apesar das dificuldades existentes, se se apostar na CPLP e na plataforma continental e se for "ultrapassada esta crise que estamos a atravessar, eu acho que vai reservar a Portugal uma importância que resulta desta circunstância em que insisto: é que o poder da palavra muitas vezes vence a palavra do poder", disse Adriano Moreira à Lusa.
"E, portanto, nós podemos utilizar o progresso científico e técnico e a nossa capacidade para que a nossa palavra seja ouvida e para que a vida previsível, a vida vivível, feliz, com esperança, possa ser restabelecida", concluiu.
29 de janeiro de 2015
O grande jogo, por Artur Alonso Novelhe
Pela força de atração e repulsão
surge a dúvida no mundo.
No combate ao indiferente eu achei certa aquela voz
que habita no meu deserto.
O profeta proferindo:
“Amar-vos uns dentro dos outros”
surge a dúvida no mundo.
No combate ao indiferente eu achei certa aquela voz
que habita no meu deserto.
O profeta proferindo:
“Amar-vos uns dentro dos outros”
Mas o clérigo predicou, prevaricando :
“Olho em seus olhos, dente em seus dentes
deveis vingar: é tempo de derrubar o templo”
“Olho em seus olhos, dente em seus dentes
deveis vingar: é tempo de derrubar o templo”
Respiramos longamente, para no espelho assassinar
aquele que nos mostra a nós mesmos
aquele que nos mostra a nós mesmos
Tínhamos uma vida anímica
e na arte filantrópica, altruísmo
para logo nos mostrar, a eles, também superiores….
(fora um tempo colonial
na noite ainda melancólico)
e na arte filantrópica, altruísmo
para logo nos mostrar, a eles, também superiores….
(fora um tempo colonial
na noite ainda melancólico)
Houve uma bomba – mortes dentro do ocidental jornal, e
milheiros de pessoas sua aversão a demonstrar
a aqueles que foram maus filhos
milheiros de pessoas sua aversão a demonstrar
a aqueles que foram maus filhos
… Soldado: soldado algum dia tu serás
para remover com teus ossos
as cinzas que tardam em maturar
milênios no Meio do Oriente…
para remover com teus ossos
as cinzas que tardam em maturar
milênios no Meio do Oriente…
O ódio adensa-se,
no sangue o desejo ainda flui
animicamente empregando
por algum tempo
propósitos bem maléficos…
no sangue o desejo ainda flui
animicamente empregando
por algum tempo
propósitos bem maléficos…
Aquele lume purifica
na guerra que alguém quer procriar
se joga o controlo do mundo…
na guerra que alguém quer procriar
se joga o controlo do mundo…
Nós, os outros, olhamos paralisados
enquanto o tirânico Oráculo
revestido de poder Mundial
se mostra precavido…
enquanto o tirânico Oráculo
revestido de poder Mundial
se mostra precavido…
(o Deus Mercado não sabe em quem confiar
agora que a Rússia de novo tenta desafiar
com Beijing espreitando na porta do inicio)
agora que a Rússia de novo tenta desafiar
com Beijing espreitando na porta do inicio)
Acomodem passageiros,
segurem bem o cinto
Decolamos, hoje, bem cedo,
para manobras realizar, ocultas sobre o abismo!
segurem bem o cinto
Decolamos, hoje, bem cedo,
para manobras realizar, ocultas sobre o abismo!
22 de janeiro de 2015
Terror em nome do Islão, quem prova que não?
Do diálogo cínico entre representantes islâmicos e democratas
António Justo
Tornou-se num lugar-comum, representantes de instituições islâmicas, em situações semelhantes às dos atentados de Paris, se desculparem dizendo, tratar-se de um atentado contra o islão, ou ainda, que “eles não são muçulmanos!”. Seria incorrecto a Instituição islâmica julgar-se vítima, quando em seu nome e também através de estados islâmicos se espalha o terror por todo o mundo. (Não falo aqui da responsabilidade do Ocidente, atendendo ao espaço e já ter tratado o tema noutros artigos).
É verdade que não se pode taxar um grupo inteiro de culpado do que acontece em seu nome. Uma “desculpa de mau pagador” para sacudir a água do próprio capote, perante desinformados. Seria negador da realidade e testemunho de hipocrisia negar que a “guerra santa” (Jihad) e os atentados têm a ver com o Islão.
Torna-se urgente um diálogo sério que ajude muçulmanos e não muçulmanos. Os muçulmanos moderados, para se tornarem verdadeiramente credíveis, têm que demonstrar que os extremistas invocam, injustamente, as suras do Corão para justificarem a sua luta. O Encargo de prova recai sobre as associações muçulmanas. Os eruditos e responsáveis do islão teriam de dizer publicamente que o Corão não é para ser seguido à letra e as suras não são válidas universalmente. Aqui se encontra o busílis da questão porque nenhum mestre ou mufti se atreve a afirmar tal, dado entenderem as suras do Corão como directamente ditadas por Deus (no Corão nota-se que Alá mudou de opinião aquando da mudança de Maomé de Meca para Medina – isto poderia servir de motivo para os peritos muçulmanos permitirem a análise histórico-crítica praticada nas ciências teológicas).
Por isso se tornam difíceis declarações públicas por parte de muçulmanos e se dificulta um diálogo onde os intervenientes, se comportam como o gato, a fazer batota em torno do leite quente! A gentileza junta-se à falta de honestidade intelectual ao distrair os públicos com aspectos mais ou menos moralistas ou de conveniências e vivências sociais, em vez de ir ao problema de fundo que se encontra nos princípios doutrinários imanentes ao sistema e aqui só em segunda mão na situação social injusta em que, por vezes, vivem. (1)
Os teóricos islâmicos têm de demonstrar, nos países para onde imigraram, como é que o Islão é compatível com as formas de democracia com separação de estado e religião, e com os direitos humanos. Este seria o primeiro passo ao serviço da integração e de um diálogo sério entre islão e democracia. Um tal diálogo ajudá-los-ia a dar o passo para a reforma do islão. (E porque não até, desenvolvendo uma outra forma de democracia?).Seria um atestado de pobreza se o viessem a fazer apenas a partir das universidades europeias, obrigadas a fundar faculdades islâmicas para formarem os professores de religião islâmica nas suas escolas.
No Corão há muitos versos onde se apela à violência contra “Kuffar” (não muçulmanos = indignos de vida, também apelidados de porcos e macacos, cf. sura 8,22 e sura 5,59-60). “A paz islâmica só se alcança, quando todos os cristãos, Judeus e pagãos forem extirpados” (Corão, sura 9,33…). Na Alemanha tem sido proibida a publicação do livro “Minha Luta” de Hitler, o Corão, em contrapartida tem sido distribuído aos milhares pelas cidades alemãs. Nem se exigem notas explicativas para versos apeladores à violência, como se queria exigir em relação a “Minha Luta” caso fosse publicada.
Não sou defensor da proibição de livro nenhum, só me horroriza o cinismo de uma sociedade que actua com dois pesos e duas medidas e como é fácil levar o povo, ontem como hoje. Hitler que defendia a superioridade da raça germana e o extermínio dos judeus é proibido, o Corão que considera a religião muçulmana como única e apela ao extermínio dos diferentes, não é questionado. Não é de negar que em “Minha Luta” e no Corão se encontram também muitas frases humanas e muitas contradições que ajudam quem luta. Da neblina e da confusão só podem viver melhor os mais espertos. (2)
Segundo historiadores, as religiões, geralmente, não estão na origem das guerras. A origem encontra-se em desigualdades econômicas na sociedade. As religiões actuam como aceleradoras porque implicam maior comprometimento ao dar mais importância à acção.
Continua em “Primeiro a dignidade humana depois a instituição”
António da Cunha Duarte Justo
Jornalista
(1) Não, quando na qualidade de representante dos estrangeiros da cidade de minha residência lutava pelos direitos dos turcos e dos estrangeiros, pude observar, num espaço de 15 anos, uma grande mudança de atitude na sociedade muçulmana, antes muito pacífica e as mulheres com menos lenços na cabeça, embora vivendo em gueto. Com o tempo tornou-se mais agressiva, à medida que via surgir dela gente formada na universidade. A partir de então organizavam-se sobretudo na defesa dos próprios interesses, entendendo solidariedade no sentido muçulmano. Um facto é que de mais de cem nacionalidades (e muitas religiões) a viver na cidade quem não aceitava integrar-se eram os muçulmanos. Alguém dirá mas também a raça cigana não se integra; facto é que não se afirma na definição contra a sociedade que os acolhe e permanecem uma minoria em qualquer vila ou cidade. Naturalmente a sociedade aberta deve também ela aguentar uma certa tensão. O problema surge quando falta a solidariedade social e se legitima a luta como maneira de se fazer valer e uma sociedade maioritária discrimina. Se não houver um esclarecimento e empenho no sentido da integração então as nações tornar-se-ão mais cépticas quanto à recepção de muçulmanos. Aqui não está em discussão a questão da sociedade ocidental mas apenas a relação entre dois modelos de sociedade vigentes.
(2) Digo isto porque sou amigo dos muçulmanos e crítico do Corão e dos Hadhit (Hadiz) e gostaria de um diálogo em que a pessoa humana seja respeitada e defendida, pense ela o que pensar, mas que se olhe com espírito crítico para as instituições que alinham as pessoas em torno de si para fins fomentadoras de domínio e imperialismos à custa da humanidade. O Islão só ganhará com uma reforma profunda.
19 de janeiro de 2015
Mas o que é o Alentejo e seu povo?
O Alentejo é uma região do centro-sul Portugal. Compreende integralmente os distritos de Portalegre, Évora e Beja, e a metade sul do distrito de Setúbal e parte do distrito de Santarém, sendo assim a maior região de Portugal.
Pastor por Dordio Gomes
A identidade cultural do povo alentejano tem a ver com a paisagem ,o carácter de seu povo, com o trajo popular, com a gastronomia, com a arte popular. Desde tempos imemoriais que o pastor alentejano ocupa o tempo que lhe sobra da guarda do rebanho em gravar desenhos sobre madeira, cortiça ou chifre.
A identidade cultural do alentejano tem a ver com o cancioneiro popular. Tem a ver com o cante, que segundo a tese litúrgica do padre António Marvão teve origem em escolas de canto popular fundadas em Serpa, por monges paulistas do Convento da Serra dOssa, os quais tinham formação em canto polifónico.
E a identidade cultural do povo alentejano tem também a ver com a habitação popular, o monte ou a casa de povoado, ambos de planta retangular e com chaminé aparecendo em ressalto na fachada.
(texto adaptado de http://beja.blogs.sapo.pt/ 10885.html)
18 de janeiro de 2015
Assertivas agostinianas
Não sou do ortodoxo nem do heterodoxo; cada um deles só exprime metade da vida, sou do paradoxo que a contém no total” – O homem, a vida e a obra.
“Existe um Deus que é o conjunto de tudo quanto apercebemos no Universo. Tudo o que existe contém Deus, Deus contém tudo o que existe”: Metafísica, teologia e cosmologia.
“Vai sendo o que sejas até seres o que és, que é Deus sendo; e, cuidado, não te percas enquanto vais sendo”; “Nascemos estrelas de ímpar brilho”; “Só há homem quando se faz o impossível” - Antropologia, ética e educação.
“A direita me considera como da esquerda; esta como sendo eu inclinado à direita; o centro me tem por inexistente. Devo estar certo” - Sociedade, política e economia.
O Tudo para Todos, nós o poderíamos organizar melhor que ninguém”; “são sinónimos, nos vários dialectos, sociedade sem classes, reino de Deus, acracia ou anarquia, e até o Quinto Império, do Vieira a Pessoa” - A Idade de Ouro, a história e a sua superação. O culto popular do Espírito Santo e a vocação universalista de Portugal e da comunidade lusófona. Camões, Vieira, Fernando Pessoa e o Quinto Império sem imperador, reino da fraternidade cósmica.
Crente é pouco sê-te Deus / e para o nada que é tudo / inventa caminhos teus”; “Mas os tempos virão, os tempos de ser Deus” - Uma espiritualidade visionária, holística, ecuménica e trans-religiosa
7 de janeiro de 2015
PLANO DE MANEJO DA CHAPADA DOS VEADEIROS
Está acontecendo algo muito grave
e que a grande
mídia fará de tudo para abafar.
Está sendo montado um
PLANO DE MANEJO DA CHAPADA DOS VEADEIROS
que prevê a construção de
22 hidrelétricas
na bacia do Tocantinzinho,
que irão, por sua vez,
alimentar a implantação de
mineradoras e siderúrgicas.
A Rio das Almas Companhia Energética (Rialma)
que
pertence à família do
deputado federal Ronaldo Caiado (DEM/GO)
irá encabeçar as obras.
Estão acontecendo protestos e já
houve muita resistência organizada
por ambientalistas locais durante a discussão desse projeto. Fiquemos atentos e preparados
para impedir a destruição do
maior tesouro do nosso Estado.
Até onde pode chegar a imbecilidade humana
perpetrada pelos nossos governantes
que não enxergam o potencial
turístico ecológico e cultural
que abriga a nossa querida chapada,
último reduto do nosso cerrado ainda preservado?! ...
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