21 de junho de 2018

A Cátedra UNESCO Archai do Programa de Pós-Graduação em Metafísica da UnB,  o Laboratório de Dramaturgia (LADI) da Universidade de Brasília e o Núcleo de Estudos Clássicos do CEAM/UnB convidam para o Mini-Curso Mitologia na Filosofia e na Literatura: Eudoro de Sousa, a ser ministrado por Luís Lóia (UCP, Lisboa). 


As aulas acontecerão nos dias 26 (Terça-Feira) e 28 de junho (Quinta-Feira), das 14:00 às 18:00
Local: Laboratório de Ontologias Contemporâneas do PPG Metafísica: ICC Norte, Subsolo, Módulo 26
Universidade de Brasília. Archai


Luís Lóia é Licenciado em Filosofia, Pós-graduado em Educação para a Cidadania e Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais, pela Universidade Católica Portuguesa (UCP). É Professor Área Científica de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da UCP. Nas suas funções docentes nesta Universidade é também Representante dos Docentes de Filosofia na Comissão Pedagógica da Faculdade de Ciências Humanas, Tutor do Curso de Licenciatura em Filosofia, em regime de b-learning e Coordenador da Pós-graduação em Filosofia para Crianças. Ainda nesta Universidade é Assessor Científico e Investigador do seu Centro de Estudos de Filosofia (CEFi), sendo Editor da sua Revista International Journal of Philosophy and Social Values. Tem também funções docentes na Universidade Europeia, em Lisboa, e no Colégio Manuel Bernardes. É Vice-diretor da Revista Nova Águia: Revista de Cultura para o século XXI e Membro do Conselho Fiscal do Movimento Internacional Lusófono. Tem como principais áreas de interesse académico a Filosofia do Conhecimento, a Ciência Política e o estudo da Filosofia Portuguesa com particular incidência no pensamento de Padre António Vieira, Fernando Pessoa, Agostinho da Silva e Eudoro de Sousa, áreas onde tem lecionado, investigado e publicado. Atualmente, é também Investigador Integrado no Instituto de Filosofia da Universidade do Porto onde prepara o seu Doutoramento com uma tese intitulada Phylosofia e Phylomytia em Eudoro de Sousa. 

1 de fevereiro de 2018

Pelos vencidos


[...] “A justiça há-de ser para nós amparo criador, consolação 

e aproveitamento das forças que andam desviadas; há-de ter 

por princípio e por fim o desejo de uma Humanidade melhor; 

há-de ser forte e criadora; no seu grau mais alto não a 

distinguiremos do amor.
   Por isso mesmo estarás sempre ao lado dos vencidos que se 

tratam com arrogância, com brutalidade ou com desprezo; 

não te importarás que as suas ideias sejam diferentes das tuas, 

mover-te-á o olhares que são homens e não hás-de duvidar nem 

um momento da infinita possibilidade que neles há de um mais 

definido pensamento e de um mais perfeito proceder; não os vejas 

condenados para sempre à mesma estrada que tomaram; que exista 

para ti a esperança das reflexões e dos regressos.
   Ao teu amigo ou adversário dirás sempre a verdade a respeito dos 

vencidos, sem que te impeçam o afecto ou o ódio: levanta a voz, 

seja qual for o lugar ou o instante, a favor dos que, tombados na 

luta, ainda têm de sofrer as prepotências; protesta, enquanto te 

deixarem protestar, contra a vileza, contra a cobardia dos que esmagam 

quem têm à mercê, dos que torturam os corpos e as mentes, dos que 

se armam contra os desarmados; e, quando não te deixarem protestar, 

protesta ainda.
  Nessa batalha a ninguém feres; vais servir os próprios que censuras; 

pode ser que às tuas palavras se convertam os Césares e deixe o centurião 

tombar a espada; pode ser que os cativos se redimam; mas, se nada 

conseguires de imediato, terás dado ao mundo um exemplo de liberdade 

interior e de firme coragem; terás lançado a tua pedra – e não das menores  – 

para a grande construção; terás ganho para a vida uma força ante a qual, 

mais tarde, se hão-de aplanar os ásperos caminhos e abater os 

alterosos obstáculos.”
  
Agostinho da Silva, in Textos e Ensaios Filosóficos I, 

Âncora Editora, Abril 1999 (p.112,113)

1 de outubro de 2017

O que diria Agostinho da Silva sobre isto?


‘Mito’, Bolsonaro apresenta 
amontoado de clichês na área econômica
Propostas assustam a quem sabe somar, diz analista político
MELILLO DINIS
01.out.2017 (domingo) - 6h00
atualizado: 01.out.2017 (domingo) - 8h05

BOLSONARO: A ECONOMIA ESTÚPIDA!
O Brasil vive enorme vácuo político. Depois de décadas
de democratização a qualidade da política e de nossos 
políticos é uma vergonha. Em crises, e a quase um ano das eleições presidenciais, 
do Congresso Nacional e dos governadores, 
procuramos opções que não estejam enlameadas pela corrupção nem 
contaminadas pela incompetência. Quanto ao próximo presidente 
da República, muitos falam da necessidade de buscar um personagem 
fora da política. Outros oferecem uma destas figuras típicas da tradição 
autoritária latino-americana: Jair Bolsonaro.
Com ares de mito, o deputado de 62 anos, que está em seu 
6º mandato em Brasília, tem pouquíssima novidade. Mas é no 
campo da economia que a tragédia de seu pensamento 
assusta a quem sabe somar. Seus pressupostos são 
totalmente reunidos em um amontoado de clichês: 
Estado mínimo, opção exclusiva pelas privatizações, 
bilateralismo nas relações comerciais e nas trocas 
internacionais, resolução da questão social brasileira 
por meio das polícias (menos violência igual a mais consumo), 
nada de inclusão ou de diálogo com as forças sociais, 
econômicas e produtivas, subsídios a setores “estratégicos”, 
barreiras tarifárias e não-tarifárias para importados, 
entre outros chavões. É o que chamo de economia estúpida.
Tal conjunto de propostas “econômicas” evidencia o limite 
deste outsider que é um insider na política com 20 anos de 
presença congressual. Nos muitos desafios que o Brasil 
exige nesta mudança de época da vida nacional, o eventual 
candidato apenas titubeia em torno de umas poucas palavras, 
sem nenhuma consistência econômica e política.
Claro que a decisão do eleitor em escolher o “seu” 
candidato não se resume meramente aos temas econômicos 
diretos e indiretos. Mas se formos medir o que teremos com 
Bolsonaro, pelo que lemos e escutamos de sua parte e de 
seus seguidores, não há esperança.
Curiosamente, a ideia de mito político que os torcedores de 
Bolsonaro trazem em suas aparições pelo país apenas 
demonstra a razão da escola junguiana em pensar que os 
mitos revelam o nosso inconsciente coletivo: fragilidade, 
medos e incertezas acerca do futuro no caso brasileiro. 
O “mito” é apenas o pesadelo de nossos tempos! 
As atuais pesquisas apenas registram este triplo 
sofrimento e outros mais que estão pulsando 
enquanto convivemos.
A gravidade das candidaturas “emocionais”, como a de 
Bolsonaro, apenas se acentua quando se deposita na sua 
imagem a ideia de um gênio solitário, mesmo que o 
personagem esteja desprovido de conteúdo. A salvação 
nacional em torno de um único político não funciona 
em um país cuja governabilidade é tema tão complexo 
que exige uma competência mínima, não só dos candidatos, 
mas dos partidos e das equipes, do parlamento, das instituições, 
do mercado e das organizações sociais.
As emoções mais primárias que o candidato tenta despertar é 
apenas um apelo de campanha. Não é sequer uma estratégia 
de (des)governo. E, por enquanto, ele não oferece um 
pensamento econômico porque não o possui e porque não será 
capaz de imaginar algo diferente de que um conjunto de frases feitas, 
muitas delas gritadas aos seus inimigos (todo aquele que não pensa como ele).
O Brasil precisa retomar sua estabilidade econômica e 
institucional, além de recuperar um mínimo de confiança 
na política. Necessita de práticas que incorporem as conquistas 
da democracia e garantam um mínimo de equilíbrio, começando 
pelo emocional, social e econômico. Isto não irá ocorrer por conta 
de uma pessoa, mas de um projeto nacional em que homens e 
mulheres retomem seu protagonismo no modo de fazer a política.
Se não for modificada a política, seus sistemas, personagens e 
mecanismos eleitorais, apenas elegeremos a próxima crise em 
2018. Para tanto, é necessário começar pela mudança do 
clima social antagônico, beligerante e intolerante, e propor 
mais e melhores soluções aos problemas reais.
Muita gente não deseja isto. Desconfiem deles mais que nunca.

O tempo não é de piromaníacos, mas de cidadãos que transformem, 

com respeito, diálogo, algumas propostas modestas, 

mas inteligentes, em ação e que estas funcionem. 

O que temos hoje é apenas um ensaio do futuro que o Brasil exige.



11 de setembro de 2017

sobre Agostinho, de Risoleta Pinto

Tênues fronteiras, a morte vista não como fim, mas continuidade da vida. Falar da vida é focar a realidade e a existência, sendo que a humanidade é vista por Agostinho como um sonho de Deus, logo, a vida como criação do sonho e segura pela fatalidade total do sonhador, numa declaração de absoluta fé: Como durmo sossegado sabendo que por mim vela uma coisa que sonhando vivo me tem dentro dela.

16 de julho de 2017

O Brasil tem de converter-se num grande ator global. Artur Alonso




Os tristes dias pelos que está transitar o Brasil, dentro dos ciclos menores de expansão e 
contração, pelos que atravessa em um determinado momento, uma determinada comunidade; 
está a focar a atenção do país nas suas próprias misérias internas. A sombra negra da divisão 
irreconciliável e da polaridade  estende seu manto por toda as camadas sociais. 
Fomentando a separabilidade entre irmãos e irmãs, que deveriam em harmonia 
criar a rede de força que movimente um grande, imenso, poderoso, fortalecido e amoroso país. 
Essa sensação de confronto, fomentada desde certas elites políticas, empresariais 
e mesmo culturais (e sobre dimensionada por uma Mídia totalmente sensacionalista), 
é um sintoma claro da falta de visão global dos verdadeiros poderes brasileiros e da 
própria decadência do projeto nacional (assim como do ainda não ultrapassado 
acervo mental, do extenso neocolonialismo vivido ate épocas muito recentes). 
Acontece a América do Sul obter no século XIX uma independência política, 
mas não económica, ficando pressa de vassalagem real, primeiro a Grão  
Bretanha e depois dos EEUU (os quais consideravam o continente como seu 
pátio das traseiras, sendo o mesmo Brasil a “porta de entrada a fazenda”).

A princípios do século XXI, a América do Sul, baixo o comando firme de Brasília 
parecia abandonar definitivamente a tutela norte-americana e rumar, baixo o
guarda chuvas do BRICS, a jogar nas grandes ligas globais, onde no 
(nosso desgraçado mundo de confronto pelas hegemonias, ainda vigente na humanidade) 
se discutem os grandes temas, que afetam ao mundo. Mas, pela contra, em estes 
últimos cinco anos, as elites globais financeiras do ocidente parecem de novo ter 
iniciado a retoma do Pátio Sul Americano das traseiras. O continente aparenta rumar 
à entrega parcial ou total da sua soberania e património. Condensando em mãos 
de grupos de investimento estrangeiros suas mais valias materiais e mesmo imateriais.
O Brasil como centro continental e porta de entrada a região é vital na realização 
deste plano de imposição, aos povos sul-americanos, dum novo e forçado vassalagem, 
definitivamente atrelado ao poder financeiro privado do Ocidente globalista.
Do mesmo jeito também o Brasil converteu-se já numa peça chave para os BRICS, 
na sua tentativa de  fomentar um poder multi-global que concorra com o poder 
unilateral ocidental ou, quanto menos, procure um difícil acomodo mundial que 
evite um confronto planetário, entre estes dous poderes encontrados 
(mias homogéneo o ocidental, com mais heterogeneidade dentro dos emergentes BRICS).

O problema foi que a contrario da Rússia, o Brasil não tinha (ainda não tem) projeto de 
poder regional ou global (mais parecido com a Índia, aparenta encolhido sobre 
suas próprias fronteiras, mesmo assim a Índia é muito mais ciosa da sua 
Independência real). No caso da Rússia a famosa frase, do seu máximo mandatário, 
Vladimir Putin: “… aqueles (referindo-se ao povo russo) que não sentem saudades 
da União Soviética não têm coração, aqueles que acreditam, que nós, devêramos 
voltar aos tempos da União Soviética não têm cabeça...” resume perfeitamente 
a capacidade de integração histórica, política e social, num projeto de continuidade, 
no que respeita a projeção internacional da Rússia, além fronteiras…  
Somente dirigentes que tem a capacidade de unir seu povo 
(conciliando-o, por cima das divisões partidárias da base, no lógico acomodo - 
concorrência, entre os diversos sectores de interesses diferentes, no interior do país) 
podem assumir a chefia dum país que sonha ser grande. 
  

Parecera que o Brasil não estivesse preparado para esse reto maior e, no entanto tanto, 
a cidadania brasileira em seu conjunto tem desenvolvido um amor a seu território, 
cultura e identidade, que criam uma unidade, muito por cima das rivalidades políticas atuais.

Esse mesmo amor, desenvolvido com sabedoria permitiria ultrapassar, sem muita 
dificuldade, o marco atual de confronto; criando um novo marco inovador em 
favor da consagração do poder regional e global brasileiro, no exterior 
(para o qual é indispensável a unidade interior em torno dum projeto país – continente); 
assim como o fortalecimento do entendimento e dialogo permanente no interior

Por sua vez, o país da Amazónia, tem um grande problema de falta de 
Grupos Especialistas em fomentar Ideias e Pensamento, os famosos 
Think Thanks; o mais importante agora seria criar precisamente um 
Think Thanks que trabalhara em favor da unidade esquerda – direta em 
um projeto real, factível e realizável de Independência política – económica do país. 
Grupos ou grupo  que ponha em valor a consagração dos recursos cientifico 
– tecnológicos, patrimoniais, culturais, ecológicos, económicos… no intuito de 
assegurar estes não sejam entregues a poderes estrangeiros ao serviço de 
escuras agendas (por parte duma elite local com mentalidade pequena), 
cuja centralidade e realização dependam de tomas de decisão, que estejam, 
na prática, a milhares de quilómetros da nação.  

Senão rumar, toda a sociedade e suas elites, em este sentido de unidade 
– confraternização, os brasileiros e brasileiras acordaram algum dia vendo 
suas industrias energéticas em mãos de investidores privados internacionais, 
seu Banco Central em mãos de banqueiros globais, seu património florestal e 
cultural dependente de centros de controlo no exterior. Deixando Brasília na
pratica atada às políticas monetárias e decisões estratégicas, levadas à frente 
desde Washington ou Londres, e urdidas em salões privados, muito perto de Wall Street. 

O Brasil tem também uma responsabilidade com a humanidade como guardião 
dum basto património natural, humano e cultural, que deve ser preservado. 
A única forma passa pela emancipação de poderes alheios e a reconexão do 
imaginário coletivo num projeto fraterno e cívico (que some sectores, permita 
discrepância harmônica e vitalize a inclusão de propostas inovadoras, em cada 
mesa de diálogo, tanto no nível acadêmico como social e político).
A sua vez o país é chave, também, como ponta de lança indispensável 
para consolidação dum espaço lusófono, mais visível internacionalmente, 
desde a CPLP – hoje tristemente transformada quase que um clube de negócios 
– mas que, por própria evolução biológica, em algum momento deve voltar à 
sua essência, muito eticamente inseminda, por pensadores, da categoria de 
Agostinho da Silvar ou Aparecido de Oliveira, por citar algum exemplo.
Muitas pessoas no mundo trabalham para essa futura confraternização da 
humanidade, da qual a Lusofonia terá de ser uma coluna basilar. Pois fielmente 
são essas mentes maravilhosas que, ciclicamente, iniciam toda mudança, por meio de 
insuflar amor nas mentes da cidadania .

As pessoas que podem mudar estas inercias, serão verdadeiramente chamados 
de servidores da humanidade, esses grupos de pessoas ao serviço da paz global, 
que agora estão também a ajudar como forças de união no Brasil; tal como 
afirmava Alice A. Bailey surgem de todos os estratos sociais: … Portanto, os 
verdadeiros servidores de todas as partes pertencem a este grupo, quer 
prestem serviço no campo cultural, político, científico, religioso, filosófico, 
psicológico ou financeiro. Constituem parte, saibam ou não, do grupo 
interno de trabalhadores para a humanidade (…)


Estes grupos não demonstrarão nenhum senso de separatividade, 
nem terão ambição pessoal ou grupal; reconhecerão sua unidade 
com tudo o que existe e permanecerão diante do mundo como um 
exemplo de vida pura, criadora e construtiva, de atividade criadora 
subordinada ao propósito geral, de beleza e inclusividade”

Em uma humanidade em que ainda existem estados e fronteiras, em que ainda 
existe medo do diferente, em que ainda prevalece o teu e o meu e, pelo tanto, 
os muros de contenção…
Não pode haver ainda uma grande evolução. Podemos ter grandes avanços científicos e 
tecnológicos, mas eles, em ultimo caso, estão ao serviço dos senhores do capital e não 
da população. Pode haver grupos com grande consciência dos problemas vários e, 
das várias crises interligadas (ecológicas, económicas, sociais, energéticas, políticas) 
que deles surgem… Mesmo pode haver grupos de pessoas com uma consciência 
ética elevada, que possa vislumbrar que estas crises interligadas são em realidade os 
sintomas duma crise mais ampla, de raiz única: a crise do modelo de guerra e dominação 
que ainda comanda na humanidade.

Pode haver mesmo grupos de pensamento que já rumam a confraternização mundial: 
queda de todo tipo de barreiras e fronteiras, começando pelas mentais… No entanto, 
esse pensamento não permeia todavia ao resto das elites e menos ao grosso do povo 
comum. Assim que isto demonstra que vivemos ainda muito longe dum patamar 
evolutivo que nos permita eliminar para sempre o fantasma permanente da guerra.

Entendamos, por sua vez, que não podem ser levantados os muros, barreiras, das nações 
sem antes ultrapassar a mentalidade de confronto e medo pela sobrevivência, ainda 
permanente na humanidade. Entendamos que essa transição e abertura de consciência, 
tem seu tempos suas cadências, seus ritmos ate assentar em todo o tecido social... 
Por isso é preciso um centro novo mundial que comece a implementar esse novo pensamento.

Dai, que precisamos criar um centro geográfico novo, que dinamize estas novas 
tendências, um novo centro civilizacional, desde o qual podamos irradiar esta nova 
conceção ético-ecológica a toda a humanidade. E em este sentido o Brasil tem umas 
possibilidades e capacidades imensas, que de superar com acerto, estas provações 
momentâneas da sua história atual, sem duvida debocharam para o serviço de toda à humanidade… 

“O conhecimento leva à unidade, assim como a ignorância à separação”

(Sri. Ramakrishna)