30 de março de 2012

INFORMAÇÃO, CIDADANIA E CORRUPÇÃO




As pessoas não dão atenção a certos modos de comportamento essenciais, como respeitar os mais velhos, obedecer a passagem de pedestres, a cordialidade no trânsito, a valorização do bem público
(Gilberto Velho – antropólogo)
Há uma sobrecarga de informações, mas falta cidadania.
Como observou David Allen, a pessoa atualmente pode estar produzindo o mesmo que três antigamente, mas não está recebendo o triplo.
É claro que o mundo com informação e infinitas possibilidades, veio para ficar.
“O desafio é participar de forma produtiva nesse mundo novo e turbulento, sem ficar paralisado por ele”, acrescentou o jornalista.
No fundo: sem ser dele escravo.
Para muitos, a sobrecarga de informação recebida pelos usuários da internet está mais ligada ao consumo do que a produção.
“É preciso filtrar corretamente a informação que chega até você, porque, nos próximos anos, isso vai piorar”, afirmou Luli Radfahrer, professor de Comunicação Digital da USP.
“A água ainda está na cintura, mas é preciso ser rápido. Caso contrário, a água vai bater na boca, no nariz, na testa, e, aí, vai ser tarde demais”, arrematou.

A palavra cidadania vem do Latim “civitas”, que quer dizer cidade.
Ela designa, de modo geral, o conjunto de direitos e deveres que uma pessoa possui em determinada sociedade e também em relação ao Estado.
É o conjunto de valores morais que orienta os comportamentos dos indivíduos de um grupo ou de uma sociedade.
Também pode ser entendida como o campo da filosofia que reflete sobre os costumes e à moral.
Estamos muito mal nesse terreno.
Vemos isso nas ruas: na falta de civilidade, de cortesia, de gentileza. De educação.
O estresse e a agressividade predominam.
Nesse ambiente, a corrupção se multiplica.
A falta de respeito ao outro e ao bem público se traduz em números.
Dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que, numa estimativa realista, anualmente, a corrupção causa um rombo de R$50, 8 bilhões aos cofres públicos.
Com esse dinheiro, seria possível pavimentar 39 mil quilômetros de rodovia, construir 78 aeroportos ou oferecer rede de esgoto a 15,7 milhões de lares.
(EMANUEL MEDEIROS VIEIRA, BRASÍLIA, MARÇO DE  2012)

Um comentário:

Canojones disse...

Emanuel: Como se consegue apurar esse número? O que é oculto é desconhecido, logo, incomensurável. Tudo no Brasil é na ordem dos bilhões, atendendo ao tamanho do país ... Claro que os corruptos, se não forem travados, encontram terreno fértil para colherem bom fruto. Mas o teu combate e frontalidade, robustecidos nos tempos duros do apagão estado-novense, são imparáveis. Parabéns pela perseverança, meu bom amigo. Carlos Jorge Mota